2.ª fase dos exames nacionais: vale a pena ir?

Com o fim da 1.ª fase e os resultados a serem anunciados no dia 13 de julho, fica a pergunta: vale a pena ir à 2.ª fase dos exames nacionais?

2.ª fase dos exames nacionais: vale a pena ir?
Inscrições decorrem entre os dias 13 e 17 de julho

Entre os dias 19 e 24 de julho acontecem as provas da 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário, mas será que vale a pena fazer a inscrição para a melhoria das notas apresentadas, ou para efeitos de provas de ingresso na candidatura ao ensino superior? É para esta pergunta que vamos tentar encontrar respostas neste artigo. Fique atento e tome nota.

2.ª fase dos exames nacionais: vale a pena ir?

A 1.ª fase dos exames nacionais já encerrou e com a aproximação da data de divulgação dos resultados, os alunos já devem começar a pensar no passo seguinte: inscrever-se, ou não, na 2.ª fase dos exames.  As notas serão afixadas no próximo dia 13 de julho, data em que se dá o arranque para as inscrições para a fase seguinte, que decorrem até ao dia 17 do mesmo mês.

A pergunta que colocamos é: será que vale a pena repetir as provas para efeitos de melhoria de nota na Classificação Final da disciplina, ou de prova de ingresso para a universidade? Neste artigo vamos oferecer algumas informações que deve ter em conta antes de se decidir.

Para começar, vamos separar os dois objetivos da 2.ª fase dos exames nacionais, que são o cálculo da Classificação Final da Disciplina e a utilização do teste como prova de ingresso.

Cálculo da Classificação Final da Disciplina

A 2.ª fase dos exames nacionais pode ter especial interesse para quem não teve o melhor resultado e precisa de obter uma melhoria na nota final, ou seja, serve para que os estudantes tenham uma segunda oportunidade e, assim, possam recuperar e conquistar uma melhor classificação na disciplina.

Mas, afinal, como deve fazer o cálculo da classificação final da disciplina? Tenha em conta que a 1.ª fase de candidatura ao ensino superior considera os seguintes pontos:

  • Classificações finais – em qualquer fase – em anos letivos anteriores ao presente;
  • Classificações de exames feitos em 2017, na 1.ª fase;
  • Classificações na 2.ª fase de exames em 2017 (para disciplinas que não integram o plano de estudos do curso de ensino secundário e que, também, coincida em data e hora de realização com um exame da 1.ª fase realizado pelo aluno em questão).

Desta forma, um estudante do 11º ano, ou 12º, que corra o risco de entrar num curso que não é a sua primeira opção, pode pensar efetivamente em realizar a 2ª fase dos exames nacionais e tentar obter uma melhor qualificação final para as primeiras fases de candidaturas dos anos a seguir.

Em alternativa, o estudante poderá repetir o exame durante o ano seguinte, mas será como aluno externo – passando a necessitar de ter a nota do exame superior à classificação final da disciplina, que não vai contar os 30% de valor, tal como aconteceu no ano da conclusão da disciplina.

Já no que diz respeito a 2.ª e 3.ª fases de candidaturas, consideram-se para o cálculo da Classificação Final as classificações das disciplinas passíveis a exame final nacional – as melhores classificações nos exames realizados em quaisquer anos letivos anteriores e em quaisquer fases.

Alerta final:  se, por causa de um exame da 1.ª fase, não for possível completar alguma disciplina, o estudante fica impedido de concorrer à 1.ª fase de candidaturas, uma vez que, para efeitos desta fase, não existe a conclusão o ensino secundário – ainda que o aluno complete a disciplina numa 2.ª fase.

Utilização da 2.ª fase do exame como Prova de Ingresso

Para os casos em que há a necessidade de utilizar o exame em questão para satisfazer a prova de ingresso de determinado curso, o cenário muda e existem algumas alterações a apontar – em comparação às indicações do ponto anterior.

A classificação considerada para a 1.ª fase de candidaturas é, automaticamente, a melhor de entre as seguintes classificações do exame nacional correspondente à prova:

  • Classificação final obtida na 1.ª fase de exames de 2017;
  • Classificações finais obtidas na 1.ª fase de exames de 2015 e de 2016;
  • Classificações finais obtidas na 2.ª fase de exames de 2015, 2016 e de 2017 – em disciplinas que não façam parte do plano de estudos do curso frequentado durante o ensino secundário, em que o exame tenha coincidido em data e hora de realização com um exame da 1.ª fase realizado pelo aluno concorrente;
  • Para a 2.ª e 3.ª fases do concurso do presente ano, a classificação a ser considerada, para cada uma das provas de ingresso, é a melhor das classificações finais do exame final nacional correspondente à prova – que tenham sido obtidas durante a 1.ª ou a 2.ª fase dos exames de 2015, 2016 e 2017.

Depois de ponderar todas as informações, vai conseguir decidir se vale ou não a pena realizar a 2.ª fase dos exames nacionais. Seja qual for a sua escolha, esperamos que alcance os objetivos e tenha sucesso na conclusão desta etapa da vida académica.

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