Acesso mais difícil ao crédito pessoal

Neste momento, a concessão de um crédito pessoal ou crédito ao consumo sem justificação deixou de ser simples, rápido e imediato, passando a ter cada vez mais restrições.

Acesso mais difícil ao crédito pessoal

Segundo o Diário Económico (DE), pelo menos quatro instituições financeiras de crédito deixaram de conceder novos créditos pessoais, devido à actual conjuntura económica. Entre as empresas de crédito que deixaram de aceitar novos pedidos de crédito pessoal, durante o ano passado, identificadas pelo Diário Económico, encontram-se a GE Money, a GMAC, a Crediagora e o Santander Consumer Portugal, cuja actividade está actualmente dedicada apenas à gestão da carteira de clientes com créditos já existentes. De acordo com o que foi noticiado pelo DE, no passado dia 7 de Janeiro, o facto das instituições de crédito não concederem novos créditos pessoais é fundamentado por uma ?decisão estratégica?. Ao mesmo tempo, uma grande parte das outras instituições e empresas de crédito estão actualmente a adoptar medidas idênticas, restringindo o acesso aos créditos ao consumo, exceptuando o acesso ao crédito automóvel.

Neste momento, a concessão de um crédito ao consumo sem justificação deixou de ser simples, rápido e imediato, passando a ter cada vez mais restrições pelas instituições que até há pouco o disponibilizavam facilmente, como consequência da conjuntura económica que o país atravessa. Apesar do descontentamento daqueles que pretendem recorrer às facilidades do crédito rápido e sem porquês, estas medidas têm sido aplaudidas por muitos portugueses. Estes acreditam que as actuais medidas de restrição aos empréstimos pessoais reflectem uma política mais responsável dos bancos, cujo objectivo será pôr um travão ao facilitismo e ao desequilíbrio orçamental das famílias portuguesas, contudo, pecam por serem tardias.