O que fazer em caso de acidente automóvel no estrangeiro

Vai viajar de carro para fora do país? Saiba o que fazer em caso de acidente automóvel no estrangeiro. Uma dica importante: não deixe em casa a Carta Verde.

O que fazer em caso de acidente automóvel no estrangeiro
Saiba como agir caso esteja envolvido num sinistro num país estrangeiro

Quando se compra um novo automóvel em Portugal é obrigatório contratar um seguro automóvel, no qual a seguradora informa o proprietário sobre o que fazer em caso de acidente. A inexistência do seguro pressupõe o pagamento de uma coima e ainda a apreensão do veículo caso este se encontre em circulação. Mas, e se tivermos um acidente automóvel no estrangeiro?

Sabe o que deve fazer, que documentos preencher e o que cobre o seguro em caso de acidente automóvel no estrangeiro? Neste artigo, vamos explicar o que deve fazer antes de viajar para fora e como agir em caso de sinistro no estrangeiro.

Acidente automóvel no estrangeiro: como proceder?

O meu seguro automóvel é válido no estrangeiro?

No momento em que regista um carro em qualquer país da União Europeia (UE) tem de fazer um seguro de responsabilidade civil automóvel ou seguro contra terceiros, que é válido em todos os países da UE. Este seguro garante a cobertura, em caso de acidente, que provoque danos materiais ou corporais a qualquer pessoa que não o condutor. No entanto, não cobre outras despesas, como danos no automóvel.

Além do seguro obrigatório, o proprietário pode ainda fazer um seguro adicional facultativo – seguro contra todos os riscos – que alarga a cobertura (ferimentos do condutor, danos materiais do veículo, furto e roubo, atos de vandalismo e assistência jurídica). Porém, não existem regras comuns à escala da UE referente ao seguro automóvel facultativo.

Se for viajar com o seu automóvel para fora de Portugal, deve sempre fazer-se acompanhar da Carta Verde, que é o comprovativo de que o seu carro tem o seguro obrigatório. A Carta Verde é um documento cedido pela seguradora e que tem a informação dos países que assinaram a convenção multilateral de garantias.

Antes de viajar para o estrangeiro, deve verificar as condições com o seu agente de seguros, pois as seguradoras podem ter regras diferentes consoante o país.

acidente automovel

E se o país para onde vou viajar não estiver na carta verde?

A validade do contrato no estrangeiro é comprovada através da Carta Verde, que é válida em Portugal e nos países membros da Convenção Multilateral indicados nesse documento. Como tal, antes de viajar, o condutor deve verificar se a Carta Verde é válida para os países que vai visitar.

Se o país de destino não constar na lista da Carta Verde, solicite à seguradora uma extensão territorial, pagando, na maior parte das situações, um prémio adicional.

O que fazer se tiver um acidente automóvel no estrangeiro?

1. Desligar o motor, para evitar situações de risco;

2. Sinalizar o local, colocando o triângulo e vestindo o colete refletor;

3. Acionar a polícia, mesmo que não haja feridos. Como está fora do seu país, é a melhor opção;

4. Contactar o Gabinete de Seguros do país em que se encontra. Pode encontrar os contactos no verso da sua Carta Verde;

5. Ficar com uma cópia da Carta Verde e outras informações do outro condutor (nome, endereço, telefone, seguradora, número da apólice, número de matrícula, país de matrícula, marca e modelo) e os dados de todos os intervenientes no acidente, para se proteger;

6. Caso existam, recolher os contactos das testemunhas;

7. Preencher e assinar a declaração amigável juntamente com o outro condutor. Se não tiver uma declaração amigável, anote as seguintes informações: data e local do acidente, detalhes sobre danos corporais, materiais e testemunhas, informações de contacto das autoridades policiais às quais o acidente foi participado e ainda as circunstâncias do acidente.

É possível resolver os danos do acidente em Portugal?

Sim, a boa notícia é essa. Se o acidente acontecer com veículos registados na União Europeia e nos países aderentes ao sistema da Carta Verde, o condutor prejudicado pode resolver o acidente no seu país. Para tal, tome nota que as seguradoras oficiais na UE, são obrigadas a nomear um representante para resolver os sinistros em cada um dos Estados-membros.

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