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Acordo Ortográfico: 5 alterações que tem obrigação de conhecer

Descubra ou relembre as principais alterações com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico.

Acordo Ortográfico: 5 alterações que tem obrigação de conhecer
Um pequeno guia sobre o Acordo Ortográfico

Qualquer língua – incluindo a Língua Portuguesa – é o resultado de uma evolução, ao longo do tempo e do espaço, que reflete um conjunto muito diversificado de fatores, como as grandes e as pequenas mudanças sociais e culturais ou a influência de outras línguas.
 


Evolução histórica da língua portuguesa

Na história da Língua Portuguesa reconhecemos várias épocas: o português antigo (também conhecido por galaico-português ou português arcaico), entre o século XII e o século XV; o português clássico, entre o século XVI e o século XVIII; e o português contemporâneo, a partir do século XIX. Todas essas épocas contribuíram para a riqueza e diversidade do património linguístico do português.
 


Reformas e acordos ortográficos

No século XX, a Língua Portuguesa foi alvo de várias reformas e acordos. A primeira iniciativa aconteceu com a Reforma Ortográfica de 1911 que atualizou, por exemplo, a palavra phosphoro para fósforo, ou orthographia para ortografia, entre muitas outras mudanças. Seguiu-se o Acordo Ortográfico de 1945, a Reforma Ortográfica de 1973 e, finalmente, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, atualmente em vigor.

O principal objetivo deste acordo ortográfico é atualizar a escrita, simplificando alguns aspetos da língua para facilitar a comunicação, embora continuem a existir algumas ambiguidades e lacunas. Apesar disso, é importante realçar que não há qualquer alteração na pronúncia das palavras nem no seu significado.
 


Principais alterações do Acordo Ortográfico

Houve um período de transição e adaptação em que eram permitidas as duas ortografias, mas que, entretanto, terminou. Há alguns anos que o Governo e o Sistema Educativo Português já utilizam a nova grafia, assim como a maior parte dos órgãos de comunicação social.

Existem alterações exclusivas da norma brasileira, mas neste artigo reunimos apenas as principais mudanças para o português europeu.
 


1. Alfabeto

O alfabeto português passa a ser constituído oficialmente por 26 letras (inclui-se k, y, w).
 


2. Consoantes mudas ou não articuladas

O acordo ortográfico suprime as consoantes inequivocamente mudas ou não articuladas (ou seja, não se escrevem as letras c e p, quando não se pronunciam). São exemplos: diretor, atriz, ação, ótimo, coletivo.
 


3. Acentuação gráfica

O acordo ortográfico suprime o acento nas palavras com o ditongo oi (boia, joia, heroico, asteroide, tiroide) e nas formas verbais terminadas em -eem (deem, creem, veem, leem). Suprime-se, ainda, o acento que distinguia algumas preposições, verbos e nomes, como por exemplo para (verbo parar) e para (preposição).

O uso do acento é facultativo na 1.ª pessoa do plural no Pretérito Perfeito do Indicativo (estudámos / estudamos).
 


4. Hífen

Deixa de se usar o hífen nas formas monossilábicas do verbo haver (hei de, hás de, há de), em muitas locuções (fim de semana, cartão de visita, ténis de mesa) e na maioria das palavras prefixadas (coadministração, coautor, coprodução);

Suprime-se o hífen quando o prefixo termina numa vogal e o segundo elemento começa por uma vogal diferente (autoestrada, autoajuda, extraescolar, contraordenação, infraestrutura) e quando o segundo elemento começa por ou s, duplicando-se a consoante (minissaia, autorretrato, semirreboque).
 


5. Letras minúsculas

Os meses, as estações do ano, os pontos cardeais e colaterais passam a escrever-se com letra minúscula (janeiro, primavera, norte).

É opcional o uso de maiúscula ou minúscula nas disciplinas escolares (Matemática / matemática), nos logradouros públicos e edifícios (Rua da Restauração / rua da Restauração), em formas de tratamento (Senhor Doutor / senhor doutor) e nos nomes de livros (Memorial do Convento / Memorial do convento).

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