Amortização antecipada: sim ou não?

Tem dúvidas se deve efetuar a amortização de um crédito? Saiba quando é que a amortização antecipada é a solução mais vantajosa.

Amortização antecipada: sim ou não?
Sabia quando optar.

A amortização antecipada de um crédito, ou seja, a possibilidade do cliente bancário poder pagar parte ou a totalidade de um empréstimo (montante em dívida para com a instituição de crédito) está prevista legalmente no Decreto-Lei n.º 51/2007. No entanto, a instituição de crédito pode cobrar comissões pela amortização antecipada, ainda que os montantes máximos dessas comissões, a pagar pelos clientes, estejam balizadas pelo mesmo decreto-lei. Assim, é comum a dúvida sobre se vale a pena ou não optar pela amortização antecipada entre os clientes que têm algum dinheiro de parte. Se é o seu caso, fique a saber quando deve seguir o caminho da amortização antecipada.
 

Amortização antecipada: vale a pena?

Como em grande parte das questões financeiras, ainda que a maioria dos especialistas aconselhem a amortização (reembolso) sempre que possível, a resposta à pergunta não é linear e depende das variáveis em questão, ou seja, é necessário analisar caso a caso. Isto porque, em alguns casos, poupar ou investir em aplicações financeiras pode ser uma solução mais rentável que a amortização antecipada.

Antes de analisarmos casos concretos, importa conhecer os valores máximos das comissões que podem ser cobradas pelos bancos. Estes variam com o tipo de taxa do contrato e não podem ultrapassar:
  • Contratos com taxa de juro variável: o equivalente a 0,5% do capital que é amortizado;
  • Contratos com taxa de juro fixa: o equivalente a 2% do capital que é amortizado.

Além das comissões, os bancos só poderão cobrar “as despesas que, por conta do cliente, tenham sido pagas a conservatórias, cartórios notariais e à administração fiscal”, informa o Banco de Portugal (BdP).
 

Assim, geralmente compensa amortizar nos seguintes casos:

  • Quando o banco não cobra comissões;
  • Nos cartões de crédito e créditos pessoais tende a ser sempre mais vantajoso porque dificilmente encontra uma aplicação financeira que garanta um juro superior ao que paga por este tipo de créditos;
  • Nos créditos à habitação quando encontra no mercado aplicações financeiras com uma taxa de juro superior (mas faça as contas às comissões).

Deve optar por outras vias que não a amortização antecipada quando:
  • Exista risco de o agregado vir a precisar do dinheiro para fazer face a alguma situação inesperada;
  • É possível obter uma rentabilidade superior à taxa de juro que o banco cobra.
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