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Tudo sobre a anorexia nervosa

Ligeira ou duradoura, a anorexia nervosa é fatal em até 20% dos casos diagnosticados. Saiba como reconhecer o problema e onde procurar o melhor tratamento.

Tudo sobre a anorexia nervosa
Conheça os principais sintomas e saiba como agir

Em todo o mundo, as mulheres são as mais afetadas, representando uma fatia correspondente a 95% dos doentes diagnosticados com anorexia nervosa. A perturbação é caracterizada por uma distorção da real imagem corporal, e é comum que a doença inicie ainda durante a adolescência.

Medo extremo da obesidade? Ausência de períodos menstruais por mais de três meses? Fique alerta. 

Em Portugal, uma estimativa aponta para uma incidência na ordem dos 0,3%, sendo 90% dos casos protagonizados pelas mulheres. Se o número parece não representar muito, outros dados fazem um alerta: 12,6% das adolescentes portuguesas apresentam alguma forma parcial da doença, e cerca de 7% mostra alguma perturbação da imagem corporal. Outro número a ter em atenção: 38% das raparigas no país estão insatisfeitas com o peso que a balança marca. 
  



O que provoca a anorexia nervosa?

As causas da doença ainda são desconhecidas pelos especialistas no assunto, mas ao que tudo indica, a componente social parece ter um grande impacto no desenvolvimento da patologia.  Neste sentido, a pressão social surge como um dos principais pontos que ajudam a desencadear distorções da imagem corporal. 

O número de casos no ocidente tem vindo a aumentar nos últimos anos, e a explicação pode estar no exagerado valor dado ao peso e à imagem estipulada como “bela” pela sociedade. Na verdade, não há como negar: a anorexia nervosa é diretamente influenciada pela difusão dos padrões de beleza estabelecidos. 

A busca pelo corpo magro e a repulsa pela obesidade são fatores essenciais para entender a incidência do problema num grande número de crianças e adolescentes ocidentais, que cada vez mais têm acesso ao material veiculado pelos media, que estão constantemente a reforçar o baixo peso como o modelo de corpo ideal. 




Os primeiros sinais 

Cerca de metade dos doentes com anorexia nervosa tem uma relação doentia com a alimentação, sendo capazes de comer em excesso para em seguida provocar o vómito. Fazer uso de laxantes ou de diuréticos com frequência também pode ser um sinal de alerta. Mas para tornar ainda mais difícil de observar o problema de forma precoce, os outros 50% dos doentes apenas faz dietas e pratica atividade física para controlar o peso. 


Contar calorias

É sabido que a anorexia provoca a ausência de apetite, enquanto que no caso da anorexia nervosa as pessoas continuam a ter muita fome. No segundo caso, a alimentação passa a ser uma preocupação exagerada e o doente dedica-se a experimentar dietas e a contar calorias.


Obsessão com a balança

O grande primeiro sinal da doença é a obsessão com o peso e com a imagem corporal. Quando mesmo já magras, as mulheres continuam a desejar perder peso, e se durante este processo a ansiedade parece intensificar, o diagnóstico pode ser de uma anorexia nervosa. 

Outros sinais a ter em conta:
  • Isolamento e evitar fazer refeições em público
  • Alterações hormonais, como ausência de período menstrual por mais de três meses consecutivos
  • Perda de interesse sexual
  • Cabelo fino
  • Excesso de pelos, sobretudo em locais incomuns, como as costas
  • Frequência cardíaca lenta
  • Baixa temperatura corporal
  • Pressão arterial baixa
  • Depressão
  • Excesso de atividade física
 
Em casos de desnutrição grave existe o risco de morte e a maior preocupação está relacionada com o correto funcionamento do coração, com a hidratação e com os níveis de sódio, potássio e cloro. A morte súbita pode ocorrer, já que neste estado da doença os ritmos cardíacos apresentam-se anormais. 
 



O diagnóstico da anorexia nervosa

O diagnóstico não é específico e conta com muitas variáveis. É importante ter atenção a uma perda de peso evidente e acentuada, para além de estar alerta às alterações e psicológicas que são características do distúrbio. 

Alguns sinais ajudam a diagnosticar o problema: perder 15% do peso, sentir medo da obesidade, parecer saudável, negar estar doente, e no caso das mulheres, deixar de ter a menstruação. Habitualmente, a patologia é diagnosticada em adolescentes.

Considerada por muitos como uma doença da elite, a anorexia nervosa é frequentemente diagnosticada nas pessoas que estão entre as classes socioeconómicas média e alta, mas atenção: este não é um fator determinante.




Como tratar 

O envolvimento da família próxima é essencial durante o tratamento da anorexia nervosa, que requer acompanhamento profissional de psicólogos, endocrinologistas e nutricionistas. 

Estudos na área mostram que cerca de 50% dos pacientes consegue recuperar da doença, enquanto que boa parte alterna entre períodos de recuperação e recaídas. Não há forma de prever como cada pessoa conseguirá evoluir com o tratamento, mas estima-se que uma minoria desenvolve uma forma crónica da doença.

Habitualmente, existem duas fases durante o tratamento, que têm como objetivo a recuperação do peso corporal normal e um acompanhamento através de psicoterapia. Esta segunda fase pode incluir um complemento com fármacos.


Estado da doença

Caso a perda de peso seja exagerada e represente um risco grave à saúde, estando o doente mais de 25% abaixo do peso ideal, a primeira fase do tratamento é fundamental. A recuperação de peso é crucial e nestas situações é normal que o tratamento seja iniciado em ambiente hospitalar. 

Em situações menos graves, que são identificadas quando o estado nutricional é razoável, a previsão é de um tratamento através de psicoterapia que busque estabelecer a normalidade do apetite e o equilíbrio das condições psicológicas que levaram à doença.
 

Prevenção

Não há grandes segredos e a forma mais eficaz de prevenir a anorexia nervosa é a identificação precoce dos sinais do distúrbio. Quanto mais cedo o problema for descoberto, mais fácil será o seu tratamento e cura. 

Se existem sinais que indiquem a insatisfação com a aparência, a perda da autoestima ou mudanças significativas nos hábitos alimentares, é altura de procurar ajuda especializada. A não esquecer: um bom método para ajudar quem passa pelo problema é buscar o melhor diálogo e oferecer apoio constante. 

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