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Antipsicóticos: quando, como e porquê

Antipsicóticos típicos, atípicos, a sua utilidade e os efeitos secundários destes fármacos. Fique a saber tudo neste artigo.

Antipsicóticos: quando, como e porquê
Concebidos para combater transtornos psicóticos

Antipsicóticos ou Neurolépticos são fármacos que têm o objetivo de combater perturbações psicóticas, como por exemplo a Esquizofrenia. Como o próprio nome indica, os antipsicóticos agem de maneira a evitar os sintomas psicóticos que são muito comuns em doenças do foro psiquiátrico. Ao longo do texto descubra tudo o que envolve estas substâncias.



Antipsicóticos Típicos vs Atípicos 

Divididos em típicos ou atípicos, são dois tipos de fármacos que se diferenciam nos efeitos causados ao doente. 


Típicos

Os antipsicóticos típicos surgiram há mais tempo do que os atípicos e caracterizam-se como um importante meio para o controlo de sintomas psicóticos. Utilizados numa fase mais avançada da doença, estes fármacos atuam diretamente nos designados sintomas positivos da esquizofrenia, como alucinações. Têm, normalmente, um preço reduzido.

Exemplos destes medicamentos:
  • Clorpromazina
  • Flupentixol
  • Sulpirida 
  • Levomepromazina 
  • Clorprotixeno 


Atípicos

De origem mais recente, os antipsicóticos atípicos registam uma taxa elevada no controlo da esquizofrenia, apresentando poucos efeitos secundários. Ao contrário dos típicos, estes fármacos atuam melhor nos sintomas negativos da esquizofrenia, como apatia ou indiferença emocional. 

Apesar de terem um preço mais elevado, acabam por proporcionar uma melhor qualidade de vida aos doentes. 

Exemplos destes medicamentos:
  • Clozapina
  • Quetiapina
  • Amissulprida 
  • Ziprasidona
  • Aripiprazol 


Como usar antipsicóticos

Os neurolépticos são medicamentos que, como referimos anteriormente, combatem perturbações psicóticas. Têm efeitos sedativos e psicomotores e a sua administração só é dada sobre prescrição de um médico. O seu uso está ligado a efeitos secundários, e por isso é importante manter o seu médico a par de todos os sintomas. 



4 efeitos secundários dos antipsicóticos


1. Reação Distônica Aguda

É um efeito provocado pelos neurolépticos e surge associado aos primeiros dois dias após a medicação. Movimentos convulsivos na musculatura do pescoço, língua e boca são sinais que identificam esta distonia aguda.

Tratamento: feito com base em anticolinérgicos injetáveis.  



2. Parkinsonismo 

Associado após a primeira semana, o doente regista rigidez muscular e tremor de extremidades. 

Tratamento: geralmente é aconselhável o uso de antipsicóticos que evitem sintomas de Parkinson.



3. Acatisia

Acatisia é um estado vivido pelo doente que se caracteriza pela inquietação ou agitação. Associado após o terceiro dia de medicação, este efeito secundário é muito comum. 

Tratamento: nesta situação é recomendável diminuir a dosagem do medicamento ou até mesmo mudar de antipsicótico. 



4. Discinesia Tardia

Este efeito secundário é recorrente do uso destas substâncias após dois anos. Representam nos doentes movimentos involuntários, normalmente apelidados como “tiques”. 

Tratamento: geralmente os profissionais de saúde aconselham a reduzir substancialmente o medicamento que está a provocar estes sintomas.

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