Autismo: o que precisa de saber

60 em cada 10.000 crianças portuguesas têm autismo. Saiba mais sobre esta perturbação neurológica e quais os tratamentos disponíveis.

Autismo: o que precisa de saber
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O autismo continua envolto em muitas dúvidas. De acordo com os dados mais recentes, desde os anos 90 que o número de crianças autistas tem vindo a aumentar em todo o mundo: 60 em cada 10.000 crianças é diagnosticada com autismo. Em Portugal, os dados dizem que uma em cada mil crianças em idade escolar é autista.

Esta patologia afeta cerca de 1% da população mundial e tem maior prevalência no sexo masculino (cinco a dez vezes mais frequente em rapazes do que raparigas).

O que é o autismo?

O autismo é uma perturbação neurológica que, por norma, começa a manifestar-se nos primeiros três a cinco anos de vida.

Apesar de ainda não ser conhecida uma causa concreta, os genes podem ter um peso crucial no desenvolvimento desta patologia. Sabe-se até que têm vindo a ser registados casos de autismo com maior frequência em crianças portadoras de alguns síndromes de índole genética, como é o caso da rubéola congénita, da esclerose tuberosa e da fenilcetinúria. Em 20% dos casos, as crianças também sofrem de epilepsia.

A vacina do sarampo provoca autismo?

Aqui está um mito que se tem propagado no tempo. A resposta para a pergunta é “não”. Já foi provado que a vacina contra o sarampo não provoca autismo, ao contrário do que foi publicado há alguns anos por uma revista científica. Recentemente, investigadores dos Estados Unidos da América analisaram 20 mil relatórios médicos e concluíram que não existe nenhuma relação lógica entre o autismo e a vacina contra o sarampo.

Quais são os sintomas de autismo?

Os sintomas e as manifestações de autismo são muito diversas. De acordo com os especialistas, as alterações comportamentais tornam-se mais evidentes entre os 2 e os 6 anos de idade. Atualmente, o diagnóstico é feito mediante os critérios definidos pela Associação Americana de Psiquiatria. Seguem alguns exemplos de comportamentos que podem indicar a presença desta patologia:

  • A criança tem dificuldade em fazer amizades;
  • A criança não consegue manter contacto visual com facilidade;
  • A criança tem algum atraso na fala e não consegue iniciar ou manter uma conversa;
  • A criança tem comportamentos repetitivos e fica perturbada quando a sua rotina é alterada.

Há tratamento?

Apesar de não existir cura para o autismo, os tratamentos atuais ajudam a reduzir certo tipo de comportamentos e oferecem uma maior autonomia aos portadores desta condição neurológica.

Alguns casos necessitam de medicação (antidepressivos ou anti-psicóticos) que deve sempre ser ajustada a cada paciente. Noutras situações podem ser utilizadas abordagens educativas e comportamentais que ajudem a regular e a controlar os sintomas.

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