Bebé proveta: tudo sobre a inseminação artificial

Um bebé proveta nasce de uma fertilização in vitro, normalmente utilizada em casos onde há infertilidade do casal.

Bebé proveta: tudo sobre a inseminação artificial
A fertilidade na pipeta

A infertilidade conjugal define-se como a ausência de uma gravidez após um ano de atividade sexual regular sem qualquer prática contracetiva. Assim sendo, nestas situações, poderá ser necessário recorrer a uma intervenção médica. Já ouviu falar em bebé proveta?

O estudo do casal infértil, feito pelo médico especialista, tem como objetivos identificar os fatores de infertilidade, estabelecer um prognóstico e definir a metodologia terapêutica mais adequada para cada casal.

É importante perceber que a riqueza e complexidade dos mecanismos envolvidos na reprodução humana são tais que, mesmo nos casais em que tudo está a funcionar aparentemente bem, a probabilidade mensal de alcançar uma gravidez de forma natural ronda os 25%.

Bebé proveta: fecundação em laboratório

Tem o nome de bebé proveta um bebé que resulta de uma inseminação artificial ou fertilização in vitro.  O que quer dizer que este bebé não vai ser um resultado obtido por uma fecundação em condições naturais, proveniente de uma relação sexual entre um homem e uma mulher – mas será originado por uma fecundação gerada em laboratório. Designa-se de “proveta” exatamente para relembrar a sua “criação” em contexto laboratorial.

O primeiro bebé-proveta do mundo chama-se Louise Brown e nasceu no final dos anos 70, na Inglaterra. Desde esta altura a medicina e a ciência têm evoluído muito e, entretanto, têm surgido mais técnicas complementares a esta – mas todas têm como base a técnica da fertilização in vitro.

A fertilização in vitro, neste momento, situa-se no limite da intervenção médica, ou seja, é indicada apenas quando os métodos mais simples não resolveram o problema e favoreceram o estado de gravidez (ou se do estudo realizado ao casal resultou a conclusão de que a aplicação é a única opção).

A técnica começou por ser indicada a mulheres que tinham obstrução nas trompas de Falópio, endometriose ou infertilidade sem causa aparente.

Método aplicado

Esta técnica é baseada em 5 etapas principais:

  1. Para iniciar é feita uma estimulação dos ovários da mulher com a ajuda de fármacos que têm como função induzir a ovulação. Assim, a produção de óvulos é aumentada, bem como a sua libertação.
  2. Os óvulos são recolhidos com a ajuda de uma ultra-sonografia transvaginal (são aspirados no canal vaginal com a ajuda de uma agulha).
  3. Depois, os óvulos são levados para o laboratório, onde serão fecundados por espermatozoides já preparados.
  4. Os óvulos e espermatozoides (50 a 100 mil por cada óvulo) são colocados num meio de cultura próprio.
  5. Se o processo for bem-sucedido, os pré-embriões gerados são logo transferidos para o útero da mãe – num prazo que pode estar entre as 48 e as 120 horas após o início deste processo.

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