6 brincadeiras antigas que tem mesmo de ensinar aos seus filhos

Os seus filhos só pensam em consolas, tablets e televisão? Então está na altura de lhes ensinar estas 6 brincadeiras antigas absolutamente irresistíveis.

6 brincadeiras antigas que tem mesmo de ensinar aos seus filhos
Um regresso ao passado que eles vão adorar... e você também!

Quando pensa nos dias felizes da sua infância, não visualiza imediatamente uma série de brincadeiras antigas absolutamente inesquecíveis, de tão divertidas que eram? Nós também. E não sente pena ao ver os seus filhos tão alheados desse mundo da infância tradicional, desses jogos que nos levavam a tombar na cama ao cair da noite, quase inanimados de tanta correria? Nós também.

Tanto assim, que decidimos apresentar-lhe uma pequena cábula dessas brincadeiras antigas que tanto nos agradavam, para que possa ensinar e incentivar (obrigar?...) os seus filhos a experimentá-las. Ignore os protestos e as caras amuadas: no final, vão agradecer-lhe de joelhos! Siga-nos, então, neste regresso ao passado:
 

6 brincadeiras antigas que vão seduzir os miúdos de hoje

 

1. As escondidas

Número de jogadores: 3 ou mais.
Material: desnecessário.
Jogo
  • Define-se qual é a pessoa que vai procurar e quais as que se vão esconder;
  • A que vai procurar tapa os olhos, encosta-se a uma parede e conta até 100, enquanto as outras tentam encontrar os melhores esconderijos possíveis;
  • Quando acaba de contar, a pessoa que vai partir à procura grita “Prontos ou não, aí vou eu!” e começa, então, a tentar encontrar as que estão escondidas, uma a uma;
  • Se as encontrar a todas, a primeira que foi descoberta passa a ser a nova pessoa que vai ter de procurar as outras;
  • Mas, existem duas estratégias de fuga para quem está escondido: a primeira é aproveitar que a pessoa que anda à procura está longe da parede onde fez a contagem, correr até lá, bater três vezes e gritar “Um, dois, três, salvo/a!”; a segunda, mais dramática, é a última pessoa que falta ser encontrada fazer exatamente a mesma coisa, mas gritar “Um, dois, três, salvo todos!”. Neste caso, volta a ser a pessoa original a ter de procurar todas as outras novamente.
 
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2. A macaca

Número de jogadores: 3 ou mais.
Material: uma pedra lisa, a chamada "patela" + giz.
Jogo
  • Com o giz, desenhar uma “macaca” no chão: comece com três quadrados alinhados, uns por cima dos outros; depois mais dois, lado a lado e alinhados pelo meio dos três primeiros; depois novamente um isolado, centrado; por fim, outros dois, lado a lado;
  • Atira-se a pedra para o primeiro quadrado; salta-se ao pé coxinho para dentro do segundo quadrado e, a partir daí, percorre-se toda a macaca dessa forma, exceto nos quadrados duplos, nos quais se põe um pé de cada lado; regressa-se novamente ao primeiro quadrado, apanhando a patela antes de sair;
  • O objetivo é repetir esta sequência para todos os quadrados, avançando sempre aquele no qual está a pedra e tendo em atenção que, ao lançá-la, esta tem de parar dentro das linhas do quadrado pretendido; paralelamente, o jogador, ao saltar, também não pode pisar essas mesmas linhas;
  • Se o jogador fizer toda a sequência dentro das normas, ganha; caso a pedra caia fora, ou o salto não seja certeiro, passa-se a outro jogador.
 
 

3. A "cabra cega"

Número de jogadores: 4 ou mais.
Material: um lenço bem opaco.
Jogo
  • Define-se uma área relativamente pequena, lisa e sem buracos para ser o “campo de jogo”;
  • De entre o grupo, escolhe-se aleatoriamente um jogador para ser a “cabra cega” e vendam-se-lhe os olhos com o lenço;
  • Os restantes jogadores colocam-se em círculo em torno da “cabra cega”, que se encontra de cócoras, e dirigem-se a ela, seguindo-se este diálogo:
- Cabra-cega, donde vens?..
- Venho da serra.
- O que me trazes?..
- Trago bolinhos de canela.
- Dá-me um!..
- Não dou.
- Gulosa, gulosa, gulosa...

 
  • Nesse momento a “cabra cega” levanta-se e deve tentar apanhar qualquer um dos outros participantes, que andam à roda à sua volta, enquanto lhe vão tocando e dizendo “Cabra cega!”;
  • Se conseguir apanhar alguém, essa pessoa deve manter-se completamente silenciosa e a “cabra cega” tem de descobrir de quem se trata, apenas pelo tato;
  • Se não conseguir, continua o jogo; se conseguir, esse jogador passa a ser a “cabra cega”, e assim sucessivamente.


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4. O pião

Número de jogadores: 2 ou mais.
Material: um pião e respetivo cordel.
Jogo
  • Desenhar um círculo no chão, com um diâmetro de cerca de 1,5 metros;
  • Enrolar bem o cordel à volta do pião, sem folgas;
  • Segurando o dito cordel pela extremidade solta, atirar o pião em direção ao círculo, dando um impulso de forma a que este fique a girar sobre o seu próprio eixo;
  • O objetivo é que o pião se mantenha dentro da linha, sempre a girar e, se possível, atirando com os piões dos outros jogadores para fora da mesma.
 
 

5. Os berlindes

Número de jogadores: dois ou mais.
Material: meia dúzia de berlindes para cada jogador.
Jogo
  • No terreno de jogo fazem-se três covas, dispostas em linha reta, a alguma distância umas das outras;
  • Cada jogador lança o seu berlinde, dando o impulso através de um piparote com o dedo indicador; o que conseguir colocar o berlinde mais longe inicia o jogo;
  • O objetivo é conseguir inserir os berlindes, sucessivamente, nas três covas; quando se consegue, inicia-se o percurso no sentido inverso;
  • No entanto, o jogo torna-se mais interessante porque os jogadores que vão conseguindo completar estas etapas, ganham o direito de tentar acertar nos berlindes dos outros com o seu; se conseguirem, apoderam-se dos mesmos.
 
 

6. O senhor barqueiro

Número de jogadores: o máximo possível.
Material: desnecessário.
Jogo
  • Duas crianças escolhem cada uma o nome da fruta, gelado, país, flor, etc. que preferem, sem o revelar a mais ninguém;
  • Depois, de frente uma para a outra, dão as duas mãos e elevam os braços, formando uma espécie de ponte;
  • As restantes crianças fazem uma fila grande e vão passeando em comboio e passando por baixo da “ponte”, enquanto cantam a seguinte canção:
- Ó senhor barqueiro, deixe-me passar, tenho filhos pequeninos, não os posso sustentar.
- Passará, passará, mas algum ficará, se não for a mãe da frente, é o filho lá de trás.

 
  • Quando a última criança passa pelo arco da “ponte”, é retida pelas duas que o formam, sendo-lhe colocada uma questão: qual o nome que prefere, dos dois que lhe são apresentados;
  • Em função da escolha, coloca-se em linha atrás da criança que também o havia selecionado originalmente;
  • O jogo continua, até que já não haja mais crianças na fila;
  • No final, faz-se um risco no chão a dividir os dois grupos que se formaram, em função dos nomes escolhidos;
  • As duas crianças que estão à frente das filas dão as mãos e depois ambos os grupos vão puxar com o máximo de força para trás – o primeiro grupo a passar a linha, perde o jogo.


Gostou de recordar estas brincadeiras antigas? Ainda se lembrava de todas? Estamos certos que sim, se bem que algumas certamente com detalhes algo distintos, provavelmente adaptados à região do país em que as jogava. Agora só tem de recrutar os seus filhos, alguns amigos e garantir que estes jogos, que fazem parte da nossa memória coletiva, não se perdem no esquecimento dos tempos modernos. Divirtam-se muito! 


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