Cancro da mama: fatores de risco, sintomas e tratamento

O cancro da mama é uma doença com grande impacto na sociedade. Conheça os fatores de risco, os sintomas, o tratamento e os mitos associados a este cancro.

Cancro da mama: fatores de risco, sintomas e tratamento
A mortalidade tem baixado devido a diagnósticos precoces

O cancro da mama é o tumor maligno mais comum nas mulheres. Costuma desenvolver-se na mama, ou perto dela, e até mesmo na axila.

Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em Portugal, surgem 6000 novos casos de cancro da mama por ano. O número impressiona. Estamos a falar de 11 novos casos por dia. E, pior, da morte, a cada dia que passa, de 4 mulheres.

A situação nos homens não é tão má. Mas menor risco não significa ausência de cuidados. Até porque, assegura a LPCC, em Portugal, cerca de 1% dos homens contrai cancro da mama.

Conheça, pois, quais os fatores de risco, os sintomas, os tratamentos e os mitos associados a esta doença.

Fatores de risco do cancro da mama

Idade

À medida que se envelhece, o risco de contrair cancro da mama é maior. Por isso, é aconselhável o rastreio, sobretudo em mulheres com idades compreendidas entre os 47 e os 73 anos.

Excesso de peso

O excesso de peso aumenta o risco de cancro da mama quer nas mulheres (sobretudo na menopausa), quer nos homens.

Álcool

O consumo de bebidas alcoólicas é também um dos fatores de risco. Cada unidade extra de álcool pode aumentar o risco. Entenda-se por unidade um pequeno copo de vinho ou cerveja.

Histórico familiar e alterações genéticas

Ser um familiar direto de quem já tenha tido a doença duplica o risco de desenvolver cancro de mama. Tenha isto em atenção e o facto de a doença poder alterar alguns genes. O melhor é tirar todas as dúvidas com o seu médico de família.

Primeiro filho depois dos 31

Quanto mais cedo for mãe, menor é o risco de ter cancro da mama.

Alterações mamárias

Mulheres com células mamárias anormais (quando analisadas ao microscópio) têm mais riscos de ter a doença.

Menstruação precoce

Uma primeira menstruação antes dos 12 anos e uma menopausa tardia são fatores que aumentam o risco de cancro da mama.

Sedentarismo

A falta de exercício físico faz com que o risco de ter cancro da mama seja maior. O sedentarismo agrava o aumento de peso e a obesidade e, com isso, o perigo de contrair a doença.

Terapêutica hormonal de substituição

O risco ligado à terapêutica hormonal de substituição não é consensual. Médicos há, porém, que desaconselham tomar comprimidos para substituir hormonas, após a menopausa. Entendem que daí advém um maior risco de desenvolver a doença.

cancro mama sintomas

Sintomas do cancro da mama

Estes são os sintomas mais comuns do cancro da mama:

  • Alterações no aspeto e no apalpar da mama ou do mamilo;
  • Aparecimento de nódulo ou espessamento na mama ou na zona da axila;
  • Sensibilidade no mamilo;
  • Alteração da forma ou do tamanho da mama;
  • Retração do mamilo;
  • Aspeto escamoso, vermelho ou inchado da pele da mama;
  • Mamilo com saliências ou reentrâncias, de modo a parecer casca de laranja;
  • Secreção ou perda de líquido pelo mamilo.

Quais as opções de tratamento?

Tratamento Local

A cirurgia e a radioterapia são tratamentos locais, que destroem e removem as células cancerígenas, provocadas pela doença. Este tratamento pode não ser suficiente. No caso de o cancro se ter ramificado, a terapêutica local será realizada apenas para controlar a doença nessa parte do corpo.

Tratamento sistémico

A quimioterapia, a terapêutica hormonal e as terapêuticas dirigidas são as outras opções de tratamento. São, por sua vez, administradas no sangue e têm como objetivo controlar ou matar o cancro em todo o corpo.

Em alguns casos, aplicam a terapêutica sistémica para reduzir o tamanho do cancro. Isto permite que a intervenção cirúrgica ou de radioterapia seja menos evasiva. Este tipo de tratamento é usado nos cancros já metastizados (ramificados).

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Mitos sobre os riscos do cancro

Os riscos de contrair cancro da mama são muitos e variados. Aumentá-los com mitos urbanos parece ser uma tentação irresistível. Importa, por isso, distinguir os verdadeiros riscos dos mitos.

Assim sendo, hábitos como estes não são perigosos para o cancro da mama:

  • Usar desodorizante/ antitranspirante;
  • Usar soutien com aros;
  • Levar uma pancada na mama;
  • Beber água quente de uma garrafa de plástico;
  • Pintar o cabelo ou lavá-lo com champô;
  • Estar em stress.

Já agora: o diagnóstico precoce pode fazer a diferença. É aconselhável o rastreio anual ao cancro da mama. Veja aqui onde se vão realizar os próximos rastreios gratuitos.

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Ana Carolina Veríssimo Ana Carolina Veríssimo

Ana Carolina Veríssimo é redatora de conteúdos desde 2013. Formou-se em Jornalismo pela Universidade Nova de Lisboa. É apaixonada pelo jornalismo online e pelo marketing digital. Escreve sobre diversos temas, sobretudo tecnologia, saúde, lifestyle e televisão.