Cataratas: causas, sintomas e tratamento

Afetam muitos portugueses, podem provocar a perda da visão e o único tratamento é a cirurgia. Saiba tudo sobre cataratas e esteja atento ao problema.

Cataratas: causas, sintomas e tratamento
Esta é a maior causa de cegueira, mas é tratável

Em todo o mundo, são incontáveis os casos de cataratas, mas apesar de ser uma doença difícil de evitar, é possível acompanhar a sua evolução, tratar e impedir danos irreversíveis na visão. A chave está no diagnóstico precoce. Descubra o que são as cataratas, as suas causas, sintomas e tratamentos.

Cataratas: o que é?

Um quadro de catarata ocular é caraterizado pela perda gradual e progressiva da transparência do cristalino, que não é nada mais do que a lente natural do olho. Embora os sintomas iniciais possam apresentar-se de forma ténue, o desconforto aumenta com a evolução da doença, tornando-se mais intenso.

Os primeiros sinais a ter em conta são: fotofobia ou intolerância à luz, visão turva e redução da visão noturna.

Em linhas gerais, com o passar dos anos e o avanço da idade, o cristalino assume uma aparência mais opaca e turva e, de forma progressiva, afeta a visão e dificulta a vida de quem sofre com o problema. O envelhecimento é a causa mais habitual para o aparecimento das cataratas, mas há outras razões que podem desencadear o problema.

O cristalino

Para entender melhor o que é a catarata ocular, é importante saber mais sobre o cristalino, que tem um papel fundamental na formação da imagem na retina. Esta lente natural do olho permite que este foque a imagem em vista, seja para objetos próximos ou distantes. É o que se chama acomodação.

Caso exista alguma alteração no cristalino, toda a construção de imagens na retina fica comprometida e a visão sofre com isso, perdendo gradualmente a sua qualidade.

A evolução

O processo de desenvolvimento das cataratas oculares pode ocorrer de formas distintas. A evolução pode ser bastante lenta ou, pelo contrário, acelerada. Chega, então, uma altura em que é preciso recorrer a uma intervenção que corrija o problema e restabeleça as funções visuais normais.

Cataratas: causas

Sabe-se que a causa mais comum para o aparecimento das cataratas nos olhos é o processo natural de envelhecimento, que acontece a partir do 45 anos. Os sintomas tendem a aparecer após os 60 anos.

Contudo, há outros motivos que podem estar na sua origem das cataratas, como as cirurgias intraoculares (a cirurgia de glaucoma é um exemplo), diabetes, doenças renais, inflamações e infeções oculares, ou mesmo o uso de medicamentos mióticos e corticosteroides.

Cataratas: sintomas

  • Visão turva
  • Redução da sensibilidade ao contraste
  • Dificuldade em diferenciar as cores
  • Fotofobia ou alta sensibilidade à luz
  • Visão dupla num dos olhos
  • Dificuldade agravada em ver à noite

Cataratas: tipos

A catarata ocular pode existir já ao nascer, desenvolver-se durante os primeiros 6 meses do bebé, ou ser adquirida com o passar dos anos, no processo de envelhecimento.

Pode estar relacionada com a idade ou ser uma catarata patológica (derivada das infeções e inflamações oculares), metabólica (provocada por doenças como a diabetes), radioativa ou iatrogénica. Por esta razão, há diversos tipos de cataratas oculares:

  • Catarata incipiente
  • Catarata senil
  • Catarata subcapsular
  • Catarata subcapsular posterior e anterior
  • Catarata nuclear
  • Catarata cortical
  • Catarata traumática
  • Catarata congénita

Cataratas: tratamento

A catarata ocular não tem cura. Porém, se diagnosticada precocemente, permitindo o acompanhamento da sua evolução e o correto tratamento, é possível garantir uma vida normal.

A cirurgia

O único tratamento para a catarata ocular é a cirurgia, que atua para tratar o cristalino. Ou seja, durante a intervenção de facoemulsificação o núcleo é microfragmentado e aspirado, é retirado o córtex e o núcleo do cristalino e é colocada uma lente intraocular para ocupar o espaço onde estava o cristalino danificado.

A cirurgia para correção das cataratas nos olhos é considerada segura, ainda assim, o médico especialista deve considerar todos os seus riscos, que apesar de pouco frequentes, existem.

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