8 conselhos para escolher um Centro de Estudos

Algumas recomendações úteis para pais e tutores sobre a escolha de um Centro de Estudos.

8 conselhos para escolher um Centro de Estudos
Aspetos a ter em conta na hora de escolher um Centro de Explicações

Um pouco por todo o país, para além do horário escolar, milhares de alunos frequentam Centros de Estudos ou Centros de Explicações, inscrevem-se em Centros Psicopedagógicos, Academias, Institutos de Línguas, Centros OTL (Ocupação de Tempos Livres) ou ATL (Atividades de Tempos Livres), recebem explicações ao domicílio ou recorrem, como alternativa, a explicações em plataformas online.

Existem ainda Campos e Colónias de Férias, maioritariamente para os meses de julho e agosto, bem como atividades desenvolvidas em Quintas Pedagógicas, entre tantas outras possibilidades. A oferta é, efetivamente, cada vez mais diversificada.
 

O Centro de Estudos

Em regra, um Centro de Estudos tem como principal objetivo prestar apoio pedagógico personalizado aos seus alunos. Na maioria dos casos, é possível escolher entre um acompanhamento individual ou explicações em grupo, para uma disciplina específica ou um conjunto de disciplinas.

Pretende-se, assim, complementar o trabalho desenvolvido na escola, enriquecer as aprendizagens, promover o gosto pelo conhecimento e pelo estudo, proporcionar um ambiente favorável à realização dos trabalhos de casa e de trabalhos de pesquisa adicionais, esclarecer dúvidas e ajudar na preparação de apresentações orais, testes e exames nacionais. Todos estes aspetos procuram motivar os alunos e contribuir para o seu sucesso escolar.

Paralelamente, muitos Centros de Estudos e Centros Psicopedagógicos dinamizam outras atividades lúdico-pedagógicas e disponibilizam um apoio multidisciplinar, com consultas de Psicomotricidade, Psicologia, Terapia da Fala, Terapia Cognitivo-comportamental, Terapia Ocupacional ou Musicoterapia.

Há centros que estabelecem protocolos com outras entidades, promovem oficinas para pais e alunos, organizam passeios e visitas de estudo, ações de formação, sessões de esclarecimento e outros projetos ao longo do ano letivo e durante as interrupções das atividades letivas.
 

Escolher um Centro de Estudos

Nem sempre é fácil, para pais e tutores, o momento de escolher um bom Centro de Estudos. Para muitos, os primeiros passos traduzem-se em visitas aos centros mais próximos da sua área de residência ou da escola, seguindo recomendações de familiares ou amigos e comparando o valor das mensalidades nos diferentes estabelecimentos.

Antes de mais, avalie e decida se a inscrição num Centro de Estudos, num Instituto de Línguas ou numa outra atividade é, efetivamente, a melhor opção. Não se esqueça que demasiadas responsabilidades e atividades extracurriculares podem sobrecarregar as crianças e retirar-lhes tempo de brincar e tempo de descansar. Certifique-se de que não está a exigir demasiado do seu filho e que o Centro de Estudos o ajuda verdadeiramente a ultrapassar determinadas dificuldades e a atingir melhores resultados.

Se considerar que, de facto, é uma boa opção para a criança, se ela demonstrar interesse e lhe trouxer resultados benéficos, há ainda outros fatores que poderá ter em consideração na hora de escolher um Centro de Estudos.
 

1. Localização e horário

Escolha um Centro de Estudos localizado em áreas residenciais, escolares ou perto de casa, com bons acessos e estacionamento na área envolvente, para que as inúmeras deslocações escola-centro ou centro-casa sejam, eventualmente, mais rápidas e seguras.

Nem todos os centros estão abertos de manhã, uma vez que a maioria das crianças está na escola. Funcionam frequentemente do início ao final da tarde, de segunda a sexta-feira, embora muitos centros também dinamizem atividades ao sábado e durante as interrupções letivas.

Some as horas que a criança passa na escola e as horas que passará no Centro de Estudos para se certificar que a carga horária não é excessiva.
 

2. Serviço de transporte

Muitos estabelecimentos disponibilizam um serviço de transporte entre a escola e o centro, removendo essa preocupação a pais e tutores.
 

3. Instalações

O Centro de Estudos deve ser um espaço seguro, confortável, visualmente apelativo, com salas suficientemente amplas, bem iluminadas e arejadas, com espaço de convívio para as crianças, equipamento adequado e instalações sanitárias.

Eventualmente, poderão existir outros espaços relevantes, como receção e sala de espera, gabinete para reuniões com alunos, pais e tutores, sala de estudo individual, área de alimentação, sala com computadores e acesso à Internet, pequena biblioteca ou ludoteca com televisão e jogos, pátio ou jardim, entre outros espaços, de acordo com as características específicas do edifício.

Nem todos os Centros de Estudos oferecem, obviamente, estas condições. No mínimo, procure um ambiente agradável, propício ao estudo, à concentração e à criatividade. Visite e conheça as instalações antes de fazer a inscrição.
 

4. Material escolar e recursos pedagógico-didáticos

Certifique-se de que o Centro de Estudos disponibiliza material pedagógico-didático atualizado e adequado aos níveis de ensino dos alunos que acolhe. O material mais tradicional passa por gramáticas e dicionários (monolingues e bilingues), enciclopédias, cadernos, manuais escolares para cada disciplina, capas de arquivo, material de escrita e de desenho, calculadoras, agrafadores e furadores. Além disso, as salas beneficiam da existência de um quadro.

A presença de alguns jornais, revistas e outras publicações pode ser útil para estimular a curiosidade das crianças, assim como a distribuição de posters, mensagens de incentivo e trabalhos dos alunos pelas paredes.

A maioria dos Centros de Estudos disponibiliza fotocopiadoras ou impressoras para que os alunos imprimam os seus trabalhos de pesquisa, exercícios adicionais e outros documentos pertinentes. Em alguns estabelecimentos, os pais pagam essas fotocópias, para além da mensalidade.
 

5. Equipa

Tente conversar ocasionalmente com os profissionais que trabalham no Centro de Estudos, conhecer melhor o seu método de trabalho e obter informações sobre o rendimento escolar do seu filho.

Para além dos dirigentes, dos explicadores e professores (que devem ser qualificados, responsáveis, dinâmicos, motivadores e estar familiarizados com os programas e as metas curriculares), alguns centros contam com a colaboração de outros técnicos: terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala, psicomotricistas, psicólogos, psicoterapeutas, terapeutas cognitivo-comportamentais, musicoterapeutas, animadores ou tradutores.
 

6. Regulamento Interno

Leia atentamente o Regulamento Interno da instituição, que deve incluir as condições de admissão das crianças, as principais regras de funcionamento, a descrição das atividades a desenvolver no Centro de Estudos, os direitos e deveres dos alunos, o preçário, entre outras informações importantes. Não se esqueça que deve existir um Livro de Reclamações.
 

7. Lotação

Preste atenção à capacidade de cada sala de estudo. Certifique-se de que há poucos alunos por sala, para que possam concentrar-se e estudar com tranquilidade. Se o centro acolher muitas crianças, confirme se há explicadores suficientes para fazer um acompanhamento mais individual.
 

8. Mensalidade

Muitos Centros de Estudos oferecem inscrições gratuitas e descontos para irmãos de alunos. Os valores das mensalidades são muito diversos. Informe-se sobre a data limite para o pagamento de cada mensalidade e como deve proceder em caso de desistência ao longo do ano letivo.

Alguns pais procuram a solução mais económica, secundarizando por vezes outros fatores. Tenha em consideração, por exemplo, que os professores que trabalham em Centros de Estudos não têm uma tabela salarial, são habitualmente trabalhadores independentes que prestam serviços em regime parcial e que frequentemente, depois do horário de trabalho, pesquisam e preparam material didático em casa (onde também corrigem trabalhos dos alunos).

Como qualquer outro trabalhador, estes profissionais querem ver valorizado o seu tempo e o seu esforço. Procure, sempre que possível, um equilíbrio justo entre a remuneração do explicador e a exigência de um compromisso de qualidade e excelência.

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