Comissões nos fundos de investimento: quais são

Os fundos de investimento são boas alternativas de investimento. Contudo, existem diversas comissões que importa conhecer para escolher o melhor produto para o seu caso

Comissões nos fundos de investimento: quais são
Produtos financeiros altamente apetecíveis para as sociedades gestoras
  • Gestão
  • Transação
  • Banco depositário e auditoria
  • Desempenho

O negócio de banca de investimento e de gestão de ativos é um negócio muito interessante para os bancos e sociedades gestoras. Na prática, existe toda uma estrutura de comissões que acabam por gerar lucros muito elevados, especialmente para as gestoras maiores.

Neste artigo iremos focar nas principais comissões que costumam existir na generalidade dos fundos de investimento ou planos poupança reforma (apesar de poderem existir diferenças entre gestoras e fundos):


TOME NOTA:
Gostamos bastante dos fundos de investimento como alternativa de diversificação para o comum dos investidores portugueses. Contudo, têm associado um conjunto de comissões que terá de conhecer.

Comissão de gestão:

A comissão de gestão é o custo que as pessoas mais compreendem que exista. Na prática, esta comissão existe para remunerar a equipa de gestão pelo seu trabalho de seleção de investimentos. Podendo ser questionado o montante cobrado, é um custo que se justifica.


Comissão de transação:

No decurso da sua atividade de gestão, os gestores de ativos são chamados a escolher entre diferentes classes de ativos e diferentes instrumentos de investimento. Esta escolha implica na compra e venda de ativos, transação que acaba por gerar comissões chorudas para as partes envolvidas. Assim, procure fundos de investimento com baixo nível de rotação de ativos, de modo a garantir que a taxa global de custos (TGC) é o mais baixo possível.


Banco depositário e auditoria:

Os fundos de investimento têm de ser domiciliados (guardados) junto de uma entidade que se compromete a cumprir com os diversos requisitos legais. Adicionalmente, existem muitos custos administrativos que estão associados ao fundo. Naturalmente que quem paga é o dono das unidades de participação (o investidor).


Comissão de subscrição e de resgate:

Duas comissões que costumam existir muito nos PPR e em vários fundos de investimento geridos por entidades gestoras portuguesas (percebe agora a maravilha da concorrência e dos fundos internacionais?). Comissões cuja lógica de existência é questionável...


Comissão de desempenho:

Na prática, uma comissão que existe para compensar os gestores por... fazerem bem o seu trabalho. Se parar para pensar, não faz grande sentido que exista, apesar de podermos compreender que os melhores gestores devem ser recompensados (algo possível com a fidelização do cliente e atração de novos investidores).

Diversas comissões existem com nomes diferentes mas que, na prática, se traduzem em custos para o investidor final. Apesar de tudo, o cliente não vê a generalidade destas comissões pois estão deduzidas no valor da unidade de participação. Mas lá que existem, existem.


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