Como adivinhar que vem aí uma dor de cabeça?

Quem sofre de enxaqueca é muitas vezes apanhado desprevenido e os seus sintomas vão para além da dor. Saiba como antever a sua chegada e esteja preparado.

Como adivinhar que vem aí uma dor de cabeça?
Segundo a Ciência, é possível prever quando vai ter uma enxaqueca

Estima-se que a enxaqueca afete 8 a 15% dos habitantes dos países ocidentais e, no geral, é duas a três vezes mais incidente no sexo feminino. Na lista de sintomas, que vão para além da dor, são frequentes as náuseas, vómitos, intolerância à luz e ao som, tonturas, fadiga constante, entre outros.

De menor ou maior intensidade, às vezes chega a ser mesmo necessário recorrer a assistência médica com urgência, pelo que é uma vantagem estar em condições de prever o próximo episódio de enxaqueca.

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Estudo: de que forma o stress desencadeia a enxaqueca

Um grupo de investigadores do Massachusetts General Hospital, liderado por Tim Houle, realizou um estudo com o objetivo de prever ataques em pessoas diagnosticadas com enxaqueca crónica. De facto, o stress intenso do dia anterior poderá ser o principal causador de enxaqueca no dia seguinte, é esta a conclusão.

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De que forma pode adivinhar a ocorrência de enxaqueca?

Segundo os resultados da investigação, o controlo e modo como são acompanhados os níveis de stress do indivíduo pode antever quando é que uma enxaqueca lhe vai bater à porta (ou melhor, à cabeça). Para o estudo, foram avaliadas 95 pessoas, a quem foi pedido que realizassem um registo da ocorrência de dores de cabeça durante um período de quatro dias.

Embora os participantes tenham sentido níveis de stress baixos a moderados, a equipa de investigação verificou que estes eram muito maiores nos dias que precediam a enxaqueca. Ou seja, se sofre deste tipo de cefaleia e tiver um dia muito stressante, esteja preparado para o dia seguinte, pois o mais provável é vir a ter uma enxaqueca.

Em relação à investigação, a equipa ambiciona prosseguir o estudo desta matéria com vista a provar que talvez seja exequível tratar, previamente, um novo ataque mesmo antes deste acontecer. Contudo, refere Tom Houle, apesar de o modelo desenvolvido neste estudo ser um bom ponto de partida na prevenção de enxaquecas, terá de ser ainda mais trabalhado e aperfeiçoado antes de começar a ser colocado em prática clinicamente.

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