Como escrever uma carta de motivação

Todas as candidaturas a emprego devem fazer-se acompanhar por uma carta de motivação. Deixamos-lhe algumas dicas de como pode construir a sua.

Como escrever uma carta de motivação
Saiba a melhor forma de escrever uma carta de motivação

Actualmente, a maioria das candidaturas são feitas via internet. Seja para que área for, é muito raro um currículo ser entregue presencialmente ou ser enviado via CTT. Ainda assim, há regras que não se mudam e os currículos continuam a ser enviados, mesmo que via email, com uma carta de motivação associada.
 
 

O que é e para que serve a carta de motivação?

Uma carta de motivação resume-se a um documento que é enviado juntamente com o currículo aquando de uma candidatura de emprego. É um passo fundamental para que, quem está do outro lado, analise e perceba verdadeiramente o motivo e a motivação com a qual a pessoa se candidata.
 
Quando nos candidatamos a algo, devemos explicar vários pontos que podem ser fundamentais para nos apresentarmos e explicarmos as nossas motivações: 
  • quem somos; 
  • de onde vimos; 
  • para onde queremos ir;
  • porque nos candidatamos àquela função; 
  • o que temos para oferecer. 
Estes quatro pilares devem, no entanto, ser explicados com algumas premissas. Saiba quais.
 
 

Regras para escrever uma boa carta de motivação

Uma carta de motivação deve ter, essencialmente, as seguintes características:
 

Na forma:

  • Não deve ter mais do que 500 palavras (ou então não deve exceder o limite solicitado pela entidade empregadora);
  • Deve ser escrita a computador, uma vez que à mão corre o risco da letra não ser cem por cento legível;
  • Não pode ter erros gramaticais, por isso certifique-se de que o português está correcto. Para isso poderá consultar um dicionário, uma gramática e utilizar os correctores automáticos disponíveis gratuitamente na internet.
 

No conteúdo:

  • Deve ser simples, directa e não muito extensa;
  • Deve ter sempre os dados pessoais do candidato no topo da página do lado direito;
  • Deve ser dirigida a uma pessoa e não a uma empresa;
  • Deve explicar a vaga à qual se candidata, explicar as suas motivações, completando com a sua experiência;
  • Não deve ter mais do que três parágrafos;
  • Não deve ser copiada dos exemplos que encontra na internet. Faça umas alterações, ainda que pequenas; caso contrário, pode facilmente ser descoberto e isso ser um ponto negativo.

 

Algumas dicas úteis

  • Uma carta de motivação pretende apresentar não só a pessoa, mas indicar também os verdadeiros motivos que o fazem candidatar-se àquela vaga. No entanto, e como dica adicional, poderá sempre falar da sua capacidade de aprendizagem, a importância do espírito de equipa ou outro tipo de interesses que tenha;
  • Deixe sempre ficar os seus contactos depois da assinatura. E-mail e telemóvel são fundamentais para transmitir credibilidade e para mostrar disponibilidade;
  • Foque-se nos seus pontos positivos! É a experiência profissional o seu grande forte? Redija um bom parágrafo com a explicação do seu percurso e das principais competências adquiridas;
  • Se, por outro lado, ainda não tem grande experiência de trabalho mas o seu currículum académico é de relevo, enfatize essa questão na carta de motivação, com destaque para atividades diferenciadoras que tenha levado a cabo;
  • Sempre que se candidatar a uma oferta de emprego, releia a sua carta de motivação. Para cada candidatura, provavelmente terá de adaptar o seu discurso. Nunca se esqueça deste detalhe que pode fazer toda a diferença;
  • Use a originalidade e seja positivo. Transmita confiança;
  • Para redigir uma boa carta de motivação, faça perguntas a si mesmo: se fosse o empregador, o que gostaria de ler? Qual o seu melhor argumento de venda? Porque o devem contratar? Explique tudo isso de forma apelativa e concisa;
  • Introduza um elemento mais “pessoal”. Faz voluntariado? É um pai ou mãe orgulhoso? Adora animais? Sem se alargar na explicação, pode deixar um “salpico” da sua faceta pessoal, demonstrando o seu outro lado, que pode bem ser valorizado pela entidade empregadora;
  • Faça rascunhos: não envie nunca uma carta escrita à primeira sem reler; vai haver, de certeza, algumas alterações (para melhor) que vai querer fazer. Se alguém da sua confiança puder ler e dar a sua opinião sincera, melhor ainda! Nunca repita os dados do currículo. Informação repetida pode ser um ponto a desfavor.
 
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