Tratamento silencioso: como ignorar uma criança de forma eficaz

Saiba como ignorar uma criança de forma eficaz com vista à modificação de comportamentos, sem se sentir negligente.

Tratamento silencioso: como ignorar uma criança de forma eficaz
Eis como ignorar uma criança pode ser eficaz

Saber como ignorar uma criança ou, mais corretamente, como usar o tratamento silencioso, é algo complicado para a maioria dos pais, mas não é algo incorreto, se usado pelas razões corretas: modificar comportamentos.

Como ignorar uma criança em prol de melhorias comportamentais

criança

Desde sempre que ignorar uma criança é confundido com negligência, contudo, não há nada de errado em ignorar uma criança, desde que a falta de consideração esteja ao serviço de disciplina, da modificação de comportamento e da auto preservação.

O psicólogo e autor de Laugh More, Yell Less: A Guide to Raising Kick-Ass Kids, Robert Zeitlin, explica que “às vezes, ignorar de propósito uma criança é uma ótima intervenção“, e observa ainda que os motivos para a aplicação da intervenção são bastante diversos e não são uniformemente aplicados às crianças.

A utilidade mais prática e correta de ignorar uma criança, usando o tratamento silencioso, é a modificação de comportamentos. Contudo, para usar o silêncio corretamente, os pais devem começar por ser observadores e serem específicos sobre o que querem mudar.

“Se todo o comportamento se destina a ganhar algo ou a evitar alguma coisa, deve ser claro qual é a função do comportamento”, diz Zeitlin. “Isso às vezes é difícil para uma criança reconhecer. Será preciso um pouco de esforço dos pais, para que as crianças possam ver o comportamento de diferentes perspetivas”.

Assim sendo, a primeira prioridade dos pais é alinharem o que pretendem receber com o silêncio que dão à sua criança e comunicar-lhe essa informação. Uma vez que as expectativas são claras e a criança percebe que definitivamente não está em posição de fazer algo estúpido sem supervisão, começa a parar de reagir.

Lembrando que os pais são adultos e, como tal, têm a habilidade única de lidar melhor com as emoções, manter a calma é o que facilita a tarefa no que toca a saber como ignorar uma criança.

Ao ignorar a criança, Zeitlin acredita que se cria “um espaço único para o seu filho fazer o que precisa fazer”, contudo, fá-lo “sem ser inseguro e sem necessariamente precisar de feedback onde receba o que precisa para obter ou evitar o que tenta evitar”.

O silêncio não precisa ser algo mau e ignorar uma criança, mesmo quando ela estiver fora, por exemplo, é uma ideia ótima para que a criança perceba que não deve correr na rua nem ir embora com um estranho.

Em suma, ignorar uma criança pode funcionar como uma forma de os pais serem eles mesmos novamente, porque ignorar pode criar uma fronteira necessária entre pais e filhos. Sem isto, os pais perdem a sua constante subjugação e isso também é um comportamento inadaptado.

“Se queremos que o comportamento do nosso filho mude, ele precisa começar connosco”, diz Zeitlin. “Eu acredito que é mais saudável ter alguns limites entre onde acaba o seu “eu” e onde as necessidades do seu filho começam”.

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