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Como investir em fundos de investimento: 6 dicas essenciais

Saber como investir em fundos de investimento é essencial para se garantir uma escolha acertada quando se recorre a este instrumento financeiro.

Como investir em fundos de investimento: 6 dicas essenciais
Noções a considerar quando se investe nestes instrumentos financeiros

Perceber como investir em fundos de investimento não se limita ao conhecimento dos procedimentos a seguir para o fazer. Para se garantir uma escolha acertada, é preciso ter em conta algumas noções que permitirão fazer uma avaliação rigorosa e fazer uma escolha que vá ao encontro dos objetivos de quem investe.

Antes de mais, é necessário perceber que há vários tipos de investimento cuja diferenciação se faz em diversos eixos. Em primeiro lugar, quanto aos ativos subjacentes, podendo ser mobiliários – ações, obrigações e outros títulos mobiliários – ou fundos de investimento imobiliários – bens imóveis.

Podem ainda dividir-se em fundos de investimento abertos, em que a subscrição e resgate podem ocorrer a qualquer momento, e os fundos de investimento fechados, em que há período de subscrição fixo e em que o resgate só pode ser acionado após a data de liquidação do fundo.

Uma última distinção entre fundos de investimento dá-se ao nível do timing da remuneração dos investidores. Aos fundos em que os rendimentos gerados são parcial ou totalmente distribuídos pelos investidores atribui-se o nome de fundos de distribuição. Nestes, à medida que vão sendo distribuídos os rendimentos, o valor das unidades de participação vai diminuindo. Por outro lado, os fundos de acumulação/capitalização só remuneram os investidores no momento do resgate. Até lá, os rendimentos vão sendo incorporados no valor das unidades de participação.

Como investir em fundos de investimento: o que fazer


Quem quiser investir em fundos de investimento deverá dirigir-se à entidade responsável pela gestão do fundo, à qual compete selecionar os ativos que devem compor o portefólio do fundo, fazer a gestão desses mesmos ativos e exercer os direitos inerentes à propriedade desses ativos, dos quais são exemplos os dividendos, juros ou direito de voto em Assembleias Gerais.

Deve também dirigir-se a um depositário, que consiste numa instituição de crédito – como é o caso dos bancos – que é responsável por manter os ativos que constituem o portefólio do fundo de investimento, por dar cumprimento aos pedidos de subscrição e resgate das unidades de participação do fundo, bem como do pagamento dos rendimentos por este distribuído.

Ao depositário compete, ainda, monitorizar os procedimentos da entidade gestora, a fim de garantir aos investidores que esta cumpre as disposições do regulamento do fundo.

fundos de investimento

Como investir em fundos de investimento: 6 questões a ter em conta


Procurar reunir toda a informação relante

Todos os fundos de investimento são obrigados, no âmbito das competências de supervisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a disponibilizar nos prospetos e no regulamento de gestão todas as informações relativas às condições do seu funcionamento.

O conhecimento do perfil dos ativos e risco associado, os prazos, as condições de resgate ou o tipo de fundo são exemplos de questões que devem estar esclarecidas antes de se efetuar a sua subscrição.

Atenção ao risco do investimento

Qualquer investidor, antes de realizar os seus investimentos, deve procurar compreender o seu perfil de comportamento face ao risco, definindo até que nível de risco está disposto a ir.

Não menos importante é a compreensão da relação positiva entre rentabilidade e risco. Tal implica que os investimentos que prometam mais rentabilidade são aqueles cujo risco de perda é maior. Como tal, é necessário ter espírito crítico perante a promessa de investimentos altamente rentáveis.

Conhecer todos os custos associados

A participação em fundos de investimento implica suportar alguns custos, os quais se designam de comissões. Enquanto alguns dos custos são conhecidos no imediato, nomeadamente a comissão de subscrição, paga num momento inicial, outros custos como as comissões de gestão ou de resgate podem passar despercebidos ao investidor.

É importante tentar obter toda a informação relativa a estes custos. Nalguns casos, as comissões de gestão não são refletidas diretamente nos subscritores, que acabam por suportá-las com deduções nas rentabilidades que lhes são distribuídas.

Ter atenção aos prazos do investimento

Os prazos de distribuição da rentabilidade, nomeadamente no caso dos fundos de investimento fechados ou nos de capitalização – em que existem maiores condicionalismos ao resgate e em que a rentabilidade gerada é apenas distribuída no final – devem ser considerados na escolha dos investimentos.

Devido ao risco de liquidez ser maior, não é aconselhável subscrever este tipo de fundo quando a liquidez pode ser necessária a qualquer momento. Quanto maiores os prazos de remuneração, maior é o risco do investimento, devido à maior incerteza que se verifica nos horizontes temporais alargados.

Não descurar a moeda em que são realizados os investimentos

Se o investimento ocorrer em moeda estrangeira é importante não negligenciar o risco de taxa de câmbio. Por muito que o investimento seja rentável, se a moeda associada desvalorizar face à moeda do investidor, surgirão perdas parciais ou totais de rentabilidade.

Da mesma forma, se a eventuais perdas de investimentos se associarem desvalorizações cambiais, o prejuízo total pode ser bastante elevado.

Os bons desempenhos no passado não garantem ganhos no futuro

Por muito que a análise do desempenho passado do fundo de investimento seja promissora e tentadora, não se deve dar por garantido que gerará rentabilidade futura.

É fundamental procurar todas as informações disponibilizadas previamente e perceber o perfil dos ativos e dos investimentos a realizar. Saber como investir em fundos de investimento implica, sempre que possível, que o investidor faça uma análise crítica dos dados para ficar confortável quanto às suas escolhas.

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João Parreira João Parreira

João Parreira frequenta atualmente o Master in Economics na Faculdade de Economia do Porto, ao abrigo do QTEM Masters Programme. Licenciado em Economia na mesma faculdade, teve ainda um ano de experiência profissional em auditoria na Deloitte. Durante os anos académicos, participou em diversas organizações e associações, destacando-se o cargo de Diretor Geral de Sistemas da FEP Junior Consulting, a júnior empresa de consultoria da Faculdade de Economia do Porto.