Comprar ou arrendar casa: qual a melhor escolha?

Se está a tentar decidir entre comprar ou arrendar casa nada como pesar os prós e contras de cada uma das opções.

Comprar ou arrendar casa: qual a melhor escolha?
Saiba o que ter em consideração antes de avançar com a sua decisão

Comprar ou arrendar casa: eis a questão. A verdade é que, há alguns anos, a decisão era quase inequívoca e passava pela compra de casa. Aliás, tradicionalmente, o mercado português revela uma clara tendência pela compra de casa. Os números provam isso mesmo. Mais de 70% dos portugueses são proprietários, sendo apenas cerca de 30% arrendatários.

Mas, nos últimos anos, em muito graças à crise financeira e às alterações que o mercado imobiliário sentiu, o cenário mudou um pouco e houve muitas famílias portuguesas que optaram pelo arrendamento.

A opção entre comprar ou arrendar casa dependerá de vários fatores que não apenas o financeiro. Por isso, se está indeciso sobre qual a melhor opção para si, deixamos-lhe aqui algumas vantagens e desvantagens de cada uma das opções para ponderar.

Comprar ou arrendar casa: vantagens e desvantagens

Comprar casa


As vantagens

  • Está a construir património. Se compra uma casa, está a investir em algo que será seu, aumentando assim o seu património.
  • Tem liberdade para fazer obras que considere necessárias ou que pretenda de forma a melhorar a habitação (seja pintar, construir anexos, mudar os espaços interiores, etc.).
  • Pode ser um bom investimento (se o mercado imobiliário oferecer taxas de rentabilidade atrativas, pode revender a casa e ainda ter algum lucro).

As desvantagens

  • Tem que suportar os custos além da prestação da casa. Ou seja, quando decide comprar casa tem que estar preparado para o facto de ter que assegurar vários encargos adicionais, além da mensalidade a pagar ao banco (caso recorra a empréstimo), nomeadamente, impostos como o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), pago anualmente, ou o Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT), pago no ato de compra.
  • Além disso terá que suportar custos de condomínio (se for caso disso), seguros associados à habitação, ou custos de manutenção, por exemplo.
  • Se pode dar-se o caso do imóvel valorizar, também – por outro lado – pode verificar-se uma desvalorização do património. Por exemplo, se comprar a habitação numa fase de bolha imobiliária ou se a zona circundante da habitação registar sinais de criminalidade, por exemplo, pode fazer com que o valor da casa diminua. O que significa que se um dia pretender vender o imóvel pode ser-lhe atribuído um valor mais baixo.
  • A compra de casa implica (obrigatoriamente) uma boa “almofada” financeira para custear a entrada inicial da compra e as despesas legais com contratos, registos, hipoteca, comissões bancárias, impostos e seguros, etc.
  • Fica limitado a uma habitação. Principalmente se a compra for feita com recurso a um crédito habitação. O que significa que enquanto estiver a pagar o valor financiado terá que assumir esses encargos e, portanto, não poderá mudar de casa só porque lhe apetece ou gostaria de “mudar de ares”.

Arrendar casa


As vantagens

  • É uma opção mais vantajosa para quem está a iniciar carreira, quer sair de casa dos pais ou simplesmente não tem rendimentos para comprar.
  • Oferece maior mobilidade, na medida em que é mais fácil mudar de casa devido à duração dos contratos e por não ter de esperar por um bom negócio para vender, como acontece com um proprietário. Este é, sem dúvida, um fator decisivo para pessoas que por motivos profissionais ou pessoais têm que mudar de casa com frequência.
  • A única obrigação enquanto arrendatário passa por pagar a renda ou, eventualmente, parte ou a totalidade das obras, consoante o acordado com o senhorio.
  • Tem menos despesas associadas (visto que não tem que pagar impostos – como o IMI – ou despesas de condomínio, por exemplo).

As desvantagens

  • Tem que responder ao senhorio. Ou seja, qualquer alteração tem que ser comunicada e autorizada pelo senhorio (como por exemplo, obras).
  • Está a investir em algo que não é seu e, portanto, não está a construir património.
  • Pode ser obrigado a mudar-se. Seja porque o contrato de arrendamento termina ou porque o senhorio opta por não fazer novo contrato, pode ver-se numa situação de ter que procurar nova casa mesmo que não faça parte dos seus planos.
  • A longo prazo pode gastar tanto ou mais dinheiro do que se optasse por comprar casa.

 

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