Condutores distraídos: quem são e o que fazem

Os perigos das distrações ao volante são muitos. Psiquiatras e investigadores pensam ter agrupado as características mais comuns dos condutores distraídos.

Condutores distraídos: quem são e o que fazem
Comportamentos que devem ser evitados

Já caiu na tentação de enviar mensagens enquanto conduz? De atender telefonemas e manter o aparelho encostado ao ouvido? Consultar as redes sociais? São comportamentos bastante perigosos quando se está ao volante. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que alguns tipos de personalidade tendem a resultar em condutores distraídos.

O tempo de reação e o tempo de ação do automobilista ficam limitados, e pegar no telemóvel enquanto conduz, estar com a atenção desviada para outros aspetos da viagem ou até a comer/beber durante o percurso, podem ter consequências desastrosas.

Por vezes, pode escapar-se somente com uma multa, mas infelizmente, de acordo com dados da OMS, mais de 1.25 milhões de pessoas morrem todos os anos, com ferimentos resultantes de distrações durante a condução, aliados aos acidentes provocados pelo consumo elevado de álcool.

De acordo com esta entidade, a probabilidade de sofrer ou estar envolvido num acidente de automóvel é quatro vezes maior se usar o telemóvel durante a condução. Por causa do aumento da necessidade sentida pelos condutores de consultarem os telemóveis durante a condução, estão a ser levados a cabo estudos sobre quais são os grupos mais prováveis de ter este tipo de comportamento.

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Quem são os condutores distraídos?

Um estudo feito na Noruega determinou que são os jovens do sexo masculino que estão mais predispostos a sofrer acidentes de viação devido a distrações auto impostas. Ou seja, são os condutores mais distraídos. O estudo foi resultado de um inquérito administrado a 1500 noruegueses.

Além de jovens condutores do sexo masculino, concluiu-se também que, segundo esta amostra, outros condutores distraídos são: pessoas que conduzem todos os dias, com características de personalidade extrovertida e neurótica, pessoas que responderam que é aceitável pegar no telemóvel enquanto guiam e pessoas que, por razões profissionais, consideram que está fora do seu controlo não estar distraído durante a condução.

Carteiros, distribuidores ou camionistas, são exemplos de profissões que têm em objetos externos uma fonte de distração perigosa. Nomeadamente o telemóvel ou aparelhos GPS.

Tanto a Apple como a Samsung desenvolveram aplicações que ajudam os condutores. Ao conduzir pode ativar este tipo de serviço para quem o contacta receba uma mensagem automática a explicar que não pode atender/responder por estar a conduzir. O mesmo se aplica a restantes aplicações, cujas notificações ficam numa espécie de “mute” até que já seja seguro consultá-las.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.

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