Conselhos para sair do sobreendividamento

Cair em situação de sobreendividamento devido ao uso excessivo de crédito é cada vez mais comum. Verifique como sair ou evitar esse aperto.

Conselhos para sair do sobreendividamento
Sobreendividamento das famílias portuguesas é um flagelo
  • Dicas simples para fugir do sobreendividamento

De modo a evitar situações de sobreendividamento, antes de contrair um crédito, tenha bem a noção das suas reais necessidades e a situação actual em que se encontra a nível financeiro. É vital saber que despesas são prioritárias e as que são dispensáveis.

O mesmo será dizer que não perde nada se tiver a clara noção do orçamento familiar existente e aferir que peso têm as prestações de um ou mais créditos nas suas finanças pessoais. Se as prestações superam os 40% do seu rendimento, mais vale chegar a acordo com as empresas credoras e reestruturar o crédito para aliviar as prestações.


Como sair de situações sobreendividamento

  • Solicite de imediato apoio independente se não conseguir assumir os seus compromissos financeiros;
  • Antes de saldar todos os créditos pendentes, suspenda totalmente o recurso ao crédito em geral;
  • Reduzir todos os gastos.
  • Se o ajudar elabore uma lista de prioridades e despesas e vá identificando as que precisa reduzir e as que necessita de banir.
  • Elabore criteriosamente um orçamento familiar ou pessoal e aplique-o com rigor;
  • Tente negociar planos financeiros adequados e sustentáveis junto dos credores.


Como o evitar?

Se para já conseguiu evitar o flagelo do sobreendividamento, mas a sua situação em termos de crédito é complicada, atente nestas dicas:
 

Crédito consolidado

A consolidação dos créditos poderá ser uma opção vantajosa como forma de diminuir o esforço financeiro no pagamento das prestações, já que o prazo é dilatado. Mas há que ter em atenção que, por exemplo, na consolidação de crédito existe por exemplo um imóvel como garantia se houver incumprimento de pagamentos. Quando não há garantias reais de que tal vai acontecer, os riscos para a entidade credora aumentam, como tal, passam a cobrar “spreads” mais elevados e há grandes dificuldades na obtenção de um crédito consolidado.
 

Veja também: como organizar créditos
 

Poupança

A poupança continua a ser uma forma de acautelar qualquer tentação de sobreendividamento. Defina objectivos e opte por começar a amealhar para não ter de pedir dinheiro emprestado e gastar, na realidade, mais do que solicitou. O cenário ideal seria conseguir juntar 10% do seu ordenado mensal. Se não o conseguir, pense poupar dois euros por semana. No final, se o saldo for positivo, poderá aplicar o pé-de-meia em produtos de poupança. Deverá ter uma poupança mínima de 5 a 6 vezes o rendimento mensal, para fazer face a imprevistos como uma doença súbita, um acidente, despesas extras não calculadas.

Deve igualmente adoptar comportamentos diferentes na gestão das suas despesas mensais, com vista a diminuir, por exemplo, na conta da electricidade, da água, telefone e do gás.
 

Onde obter ajuda?

Se estiver mesmo numa situação de sobreendividamento, a solução é procurar ajuda num dos Gabinetes de Apoio ao Sobreendividado, criados pela DECO, que se localizam em Lisboa, Porto, Coimbra, Santarém, Évora, Viana do Castelo e Faro.
 

Também a APOIARE (Associação Portuguesa para Observação, Investigação e Apoio na Reeducação em matéria de Endividamento) com sede em Lisboa e delegação no Porto, disponibiliza apoio aos cidadãos com problemas de envididamento através dos seus técnicos qualificados.
 

Os Gabinetes de Apoio Técnico (GAT) podem ser a última saída quando a renegociação das dívidas já não é de todo viável. Nesse caso, a GAT presta apoio em situações de insolvência.

 

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