A primeira experiência de couchsurfing no Rio de Janeiro

Depois de uma viagem de quase 24h, chegámos ao Rio. O tempo estava embrulhado e previa-se que piorasse nos próximos dias. 

A primeira experiência de couchsurfing no Rio de Janeiro
A crónica de viagem de Diogo Campos

O dia ainda era uma criança, mas nesse momento só queríamos descansar e recuperar a energia que era pouca. Seguimos as indicações dadas pelo nosso anfitrião de couchsurfing no Rio de Janeiro, pois não tínhamos outra alternativa, uma vez que não conhecíamos mais ninguém.


Olá, cidade maravilhosa!

Pouco mais de uma hora e três autocarros chegámos ao destino, carregados de malas e com a esperança de que tudo corresse bem. Tocámos várias vezes à campainha durante uns longos 15 minutos, onde começámos a pensar num plano B, que ainda não tínhamos sequer ponderado.

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Ao lado da casa estava um homem sentado com vários quadros à sua volta e perguntei pelo nosso anfitrião na esperança que me ajudasse, mas as suas palavras enroladas da vida boémia que parecia levar em nada ajudaram. Por fim acabaram por nos abrir a porta e convidaram-nos a entrar, o nosso anfitrião tinha avisado que não iria estar mas que tinha gente para nos receber. Agora iria surgir o primeiro contra-tempo.

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Quando entrámos uma senhora mostrou-nos onde iríamos dormir e referiu que a noite seriam 100 reais, ou seja, cerca de 35€ diários, o que nos deixou surpreendidos. Referimos que não se tinha combinado qualquer valor, o que pareceu estranho à senhora. Aí sentámo-nos e esperámos que alguém nos pudesse ajudar e assim foi. Acabou por não passar de um mal entendido.

Desde esse momento tudo foi fantástico. Conhecemos o nosso anfitrião no final do dia e logo tivemos uma grande empatia. Conversámos durante um par de horas ao sabor de uma deliciosa pêra abacate.

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No dia seguinte estava previsto chuva e muitas nuvens, mas o tempo começou a abrir, por sorte, mesmo quando tínhamos arriscado ir ao Cristo redentor. Percorremos praticamente a cidade toda. Fomos à Lapa, à escadaria e ao parque de das ruínas de Santa  Teresa, que tem uma vista secreta sobre a cidade.

Andámos no bondinho gratuitamente e fomos ao Pão de Açúcar, que foi talvez o momento alto do dia. Ainda bebemos um chopp na praia de Copacabana e relaxámos na boa energia da praia de Ipanema. Percorremos toda a cidade de transportes públicos e ao contrário do que esperávamos sempre nos sentimos seguros. Ficámos encantados com a cidade maravilhosa. À noite outra conversa com alma com o nosso anfitrião novamente ao sabor de outra pêra abacate.

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Nos restantes dias aproveitámos para explorar as trilhas pela natureza do Rio de Janeiro, que são fabulosas. O nosso anfitrião, além de nos emprestar bicicletas, passeou connosco e até nos levou de carro a locais mais distantes. Parece que quando nos abrimos ao mundo, o mundo abre-se para nós. Tivémos ainda direito no último dia, em forma de despedida, a uma feijoada à brasileira com muita música pela tarde fora.

O próximo destino é Florianopolis. Vamos ajudar a construir um hotel, só que o dono com que falámos não vai estar para nos receber e ainda está a pensar como podemos obter a chave de casa. Para a semana há mais. 

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Diogo Campos Diogo Campos

Diogo Campos é um sonhador de natureza. Tirou um Mestrado em Engenharia do Ambiente, já teve um negócio de sumos naturais e por vezes dedica-se à agricultura biológica. No ano de 2016 decidiu deixar tudo para trás e ir viajar apenas com bilhete de ida para a América do Sul, mas mais do que isso decidiu ir praticamente sem dinheiro. Neste momento está apenas dedicado à escrita e a viajar.