Crédito Pessoal: 4 erros a evitar

Como evitar que os créditos pessoais se tornem num problema. Conheça os erros a evitar num crédito pessoal para que este faça parte da solução e não de uma dificuldade maior.

Crédito Pessoal: 4 erros a evitar
Os erros mais comuns que deve evitar num crédito pessoal

O crédito pessoal é muitas vezes uma solução para um problema inesperado ou desejo por concretizar, mas também se pode tornar num problema maior que a solução. Considerado um dos principais motivos do sobreendividamento em Portugal, o crédito pessoal (e, especialmente, o acumular de vários créditos) é também, muitas vezes, uma inevitabilidade. O importante é estar consciente que, por mais facilidades que lhe possam apresentar, um crédito pessoal é sempre um compromisso financeiro (que se pode prolongar por vários meses ou anos) que comporta riscos caso cometa erros. Conheça os 4 erros a evitar num crédito pessoal:
 

1. Fazer um crédito pessoal desnecessário

É o primeiro passo antes de adquirir um qualquer crédito pessoal. Perceber se o que pretende fazer com o dinheiro do empréstimo é realmente necessário ou se, por outro lado, não está apenas a reagir/satisfazer a caprichos/luxos (consumismo). Assim, avalie a real necessidade da compra de determinado bem ou experiência e a sua capacidade financeira para perceber até onde pode gastar.
 

2. Não se deixe deslumbrar pelas facilidades oferecidas

Por muitas facilidades que lhe sejam apresentadas um crédito pessoal é sempre um compromisso financeiro. Como tal, tem de ser cumprido ou terá consequências. Esteja atento ao valor total a pagar pelo crédito (valor do empréstimo + prazo de pagamento). Lembre-se que, apesar de a mensalidade baixar ao escolher um período maior de liquidação isso pode significar uma dívida quase infinita temporalmente. Além disso, tome sempre atenção a todas as informações do contrato, isso inclui ler bem as letras pequenas antes de assinar. Deve também comparar e fazer simulações em, pelo menos, três instituições de crédito, considerando todas as taxas existentes (a TAEG é que permite confrontar os encargos globais do crédito).
 

3. Acumular demasiados créditos

É, como já referimos, um dos principais motivos de sobreendividamento em Portugal. Não resistir ao “apelo” de acumular créditos. Por exemplo, ao deixar de ter capacidade financeira para cumprir com o pagamento de um crédito pessoal, optar por pedir mais um crédito para pagar o anterior, em vez de tentar renegociar a dívida, pode levá-lo rapidamente ao endividamento, acumulando dívida atrás de dívida.
 

4. Não determinar a sua taxa de esforço

Antes de efetuar um crédito pessoal, e no seguimento de alguns pontos anteriormente apresentados, deve sempre determinar a sua taxa de esforço, ou seja, o coeficiente entre a prestação e o rendimento mensal. Este nunca deve ser superior a 40%/50% do seu rendimento. O ideal seria 30%. Será fulcral para evitar o endividamento.
 
 
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