Crédito Pessoal ofensivo?

Alguns consumidores alertaram a Associação de Defesa do Consumidor (DECO) para o facto de existirem bancos a oferecer crédito. Em tempos de crise, os consumidores consideram quase ofensiva a oferta indevida de crédito pessoal e apresentam queixa junto da DECO.

Crédito Pessoal ofensivo?

Numa altura em que se vivem dias cinzentos ao nível financeiro e que o crédito malparado atingiu níveis recorde, algumas instituições bancárias e financeiras tentam as pessoas com ofertas de crédito pessoal facilitado. Chamadas milagrosas, cartas premiadas ou e-mails promissores respondem, muitas vezes, às preocupações das pessoas.


E foram muitas as pessoas que recorreram ao crédito pessoal para verem sanadas as suas dívidas, mas no fundo apenas aumentaram o bolo de créditos pedidos. Para este sobreendividamento muito contribuíram os bancos que, pelos mais diversos meios, foram apresentando propostas de crédito pessoal quase irrecusáveis.


Numa altura em que se aposta na literacia financeira e na poupança, eis que surgem notícias de entidades financeiras que têm vindo a oferecer crédito. Se é verdade que a atribuição de crédito pessoal tem hoje uma maior e mais rigorosa análise, não menos verdade é que continua a existir um incentivo a este tipo de produto financeiro. Importante é que as pessoas não recorram a estes produtos apenas por considerarem que daqui sairá a sua salvação, mas sim de uma forma ponderada e apenas em casos extraordinários. De relembrar que o crédito pessoal é sempre um produto com elevadas taxas de juro e, portanto, é necessária uma ponderação maior.


Sabe-se que o crédito pessoal representa a maior fatia do bolo do crédito malparado e, portanto, a atribuição deste tipo de produto é quase insultuoso para alguns consumidores que recebem ofertas de valores atrativos e planos de pagamento ambiciosos.


Mas, afinal, estes créditos pessoais são dados indevidamente?

A resposta é simples: Não. Hoje em dia, o crédito é quase inexistente e mesmo estas ofertas têm que ser validadas e estudadas caso a caso, sendo que para muitas famílias o crédito pessoal nunca irá ser aprovado. No entanto, estas medidas podem fazer com que todo o sistema bancário seja mal visto e passe a ser encarado como inimigo. Numa altura em que se incentiva a poupança e que a renegociação já faz parte do vocabulário do dia-a-dia, é impensável que os bancos cometam os erros do passado.


De relembrar que entre janeiro e março de 2013, as taxas de juro para o crédito ao consumo terá o teto máximo de 27,5%, para o crédito pessoal e cartões de crédito. No entanto, aconselha-se os consumidores a não adquirirem nenhum produto de crédito pessoal com uma taxa de juro superior a 20%. Pondere, aconselhe-se e decida-se pela melhor solução. 



Veja também: