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Cuidados a ter antes de emigrar

Veja quais os cuidados a ter em conta antes de emigrar. Documentos, costumes e idiomas são exemplos de coisas que não pode descurar.

Cuidados a ter antes de emigrar
Antes de emigrar, prepare-se para o que o espera do outro lado da fronteira.

Sabe quais os cuidados a ter antes de emigrar? Pois, este é um problema comum a muitos portugueses que na hora da “aflição” saem do país sem a devida preparação.
 
Todos os dias centenas (ou mesmo milhares) de portugueses deixam o país em busca de melhores condições de trabalho e de vida. Mas emigrar implica muito mais que comprar um bilhete de avião e agarrar nas malas. Para sua segurança, prepare-se.
 

Emigrar sim, mas pronto para a luta!

Sim, é verdade, emigrar é uma luta. Uma luta emocional porque obriga a deixar para trás família e amigos, que durante vários meses pode ver ou ouvir apenas via Skype ou por telefone; uma luta física e psicológica diária para alcançar as tão desejadas oportunidades e melhorias de vida; e uma luta para se adaptar a novos costumes e a uma língua diferente. Mas parte dessa batalha pode ser atenuada se houver uma boa preparação prévia. Há um vasto conjunto de cuidados a ter antes de emigrar que podem evitar certas surpresas (menos agradáveis).
 

Veja alguns exemplos de cuidados a ter antes de emigrar:

 

1. Documentos essenciais

Regra básica: nunca viaje sem todos os documentos essenciais. Passaporte, cartão do cidadão, carta de condução, visto de autorização de entrada no país (se for caso disso), a cópia do contrato de trabalho (se já tiver emprego assegurado) ou Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) são alguns dos documentos que deve ter consigo.
 

2. Língua e costumes

É impossível falar de cuidados a ter antes de emigrar sem falar de línguas e costumes dos países de destino. É fundamental que domine (ou pelo menos se que “desenrasque”) a falar a língua e que conheça os hábitos do país para onde pretende emigrar. Ainda que não tenha que usar a língua nativa para fins de trabalho convém que seja capaz de comunicar. Só o vai ajudar.
 

3. Dinheiro

Parece-lhe óbvio?! Mas se não acredita certamente não acompanhou as notícias nos últimos meses que davam conta de casos de pessoas que já em situações desesperantes se aventuravam sem qualquer garantia.
 
Antes de partir assegure-se que tem meios de subsistência pelo menos para uma fase inicial. Aliás, se pensar em emigrar para países fora da União Europeia (UE) este será um dos possíveis requisitos para que lhe seja concedido um visto de entrada. Matenha sempre em mente, que por muito bom que seja o seu plano, nada lhe garante que saia como previsto e convém estar prevenido para não ser apanhado desacautelado.
 
E claro, dependendo do país para onde vá, troque a moeda para poder ter dinheiro em sua posse.
 
Mas há mais, antes de partir cancele todas as assinaturas ou contratos de serviços – internet, telefone, eletricidade, água, etc. – de forma a diminuir os encargos financeiros. Se não vai estar a usufruir dos serviços não lhe vale de nada estar a pagar por eles.
 
Por último, mas não menos importante, confirme se necessita de ter conta bancária no país de destino, já que há casos onde he podem exigir uma conta local para que possa receber o seu salario.
 

4. Cuidados de saúde

Sim, a saúde ocupa o lugar central dos cuidados a ter antes de emigrar. Se optou por ficar na Europa não se esqueça de solicitar o seu Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), que lhe vai permitir aceder aos serviços de saúde em qualquer Estado-Membro da UE (e Suíça).
 
Se por outro lado, escolheu um destino fora dos limites da Europa é imperativo que faça a consulta do viajante e toda a vacinação obrigatória. Sem elas, não será autorizado a entrar no país de destino.
 

5. Residência e habitação

Independentemente do país que escolheu, se pretende permanecer por um período superior a três meses deve notificar os serviços administrativos para solicitar a autorização de residência. 
 
E claro, antes de partir assegure a sua habitação. O ideal será garntir uma solução de curta duração e depois de estar no país de destino procurar, analisar e selecionar a melhor oferta. 
 
Se começou a ver anúncios de casas/quartos online desconfie se a “esmola for muito grande”. E jamais – em circunstância alguma – aceite fazer pagamentos (adiantamentos) de cauções via serviços de transferência de dinheiro. O mais certo é ser uma burla. 
 

6. Certificação de habilitações

Se pretende trabalhar na sua área de formação verifique se as suas habilitações são reconhecidas no país de destino e – se necessário – desencadeie o processo para que possa ser reconhecida a respetiva equivalência. O processo é longo, por isso quanto mais cedo tratar disso melhor.
 

Já dizia o poeta…

“Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre.” A frase é de Eça de Queirós, da obra Uma Campanha Alegre, que data de 1845-1900 mas que se mantem atual até aos dias de hoje.
 
Esta é, de facto, uma verdade que atravessa as várias gerações de emigrantes portugueses, ainda que todas tenham realidades distintas. Há no entanto, uma característica comum: a perseverança. Todos apostaram em tentar dar um salto rumo ao desconhecido para procurar vidas melhores. Se correu bem ou mal, isso daria para muitos textos e outras tantas histórias.
 
Com isto queremos apenas dizer, que num mundo globalizado, como aquele em que vivemos atualmente, parte da insegurança e do desconhecido são facilmente ultrapassados. O que fica a faltar, não é nada que uma boa dose de preparação prévia não resolva.
 
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