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7 currículos alternativos em que se pode inspirar

Está farto de responder a anúncios de emprego e de não receber resposta? Estes currículos alternativos podem conseguir-lhe a entrevista que deseja!

7 currículos alternativos em que se pode inspirar
Se quer chamar a atenção dos recrutadores espreite estas ideias

Procurar emprego pode ser muito frustrante. É um facto. Enviar um currículo parece já não ser o suficiente. Mandou dezenas de currículos numa semana e ficou sem resposta? Não é o único a passar por isso, acredite.

Mas numa altura em que há milhares de desempregados à procura de trabalho, as empresas enfrentam o problema inverso. Muitas recebem centenas de currículos por carta ou email quando procuram um único colaborador… Por isso, nem sempre é fácil o seu percurso profissional destacar-se.

Quer marcar a diferença? Que tal apostar em currículos alternativos? Não, não será para todos. Há empregos em que não será bem aceite. Mas, sobretudo em áreas ligadas à criatividade e novas tecnologias há muita gente que tem apostado em mostrar o que sabe fazer logo no formato do currículo, para surpreender os recrutadores. E funciona? Sim. Muitos conseguiram empregos de sonho!

Já pensou em transformar a sua experiência profissional numa caixa de donuts ou chocolates? Num jogo interativo? Numa página da Amazon ou da Google? Num outdoor ou numa caixa de medicamentos? Houve quem pensasse.

Fique com estas ideias de currículos alternativos e atreva-se a criar o seu!
 

7 exemplos de currículos alternativos 


1. “A maioria dos currículos acabam no lixo. O meu - na sua barriga”

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Partindo do princípio que a maioria das empresas recebe, todos os dias, um grande número de currículos que, muitas vezes, acabam no lixo sem nunca terem sido sequer lidos, Lukas Yla, especializado em marketing, apostou numa forma diferente de mostrar as suas competências.

Vestido de estafeta, este jovem de 25 anos foi a cerca de 40 empresas de São Francisco entregar caixas de donuts da “Mr. Holmes Bakehouse”. O pedido era simples: queria um emprego. Dentro da caixa, além dos donuts havia uma carta a falar do candidato e um link para o seu perfil do LinkedIn. Lukas Yla conseguiu mais de 10 entrevistas de emprego.
 


2. Chocolates especiais

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Associar o currículo a algo doce também resultou noutros casos. Lá fora, Jessica Wen e Charlotte Olsen, ambas designers, transformaram projetos universitários em currículos alternativos.

Quando ainda estava no Maryland Institute College of Art in Baltimore, Jessica Wen desenhou, em 2012, uma embalagem de chocolate que tinha, no interior, um breve resumo do seu percurso e com palavras como “obrigado”. O arrojo valeu-lhe um estágio numa grande empresa de arquitetura.

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Também Charlotte Olsen, estudante de design gráfico em Inglaterra, apostou em algo doce. Criou também uma embalagem de chocolate mas que incluía um “bilhete dourado” que dava acesso a 10% de desconto nos seus serviços. O seu chocolate “100% Puro Talento” continha as suas principais características na lista de ingredientes e como prazo de validade um “antes que outra pessoa me contrate”. Foi um sucesso.

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Aqui em Portugal, mesmo sem ser designer, Patrícia Cordeiro, licenciada em Biotecnologia, também resolveu inovar depois de não receber resposta aos muitos currículos enviados. O seu currículo passou a estar impresso numa barra de chocolate que direcionava os empregadores para o seu LinkedIn. 
 


3. “Salvem-me da emigração”

cartaz

Féilim Mac An Iomaire estava desempregado há oito meses e tomou uma decisão. Investiu cerca de dois mil euros para colocar um enorme outdoor numa das ruas mais movimentadas de Dublin, na Irlanda. “Salvem-me da emigração”, apelava aos empregadores do país. Conseguiu mais de 20 entrevistas e várias propostas de emprego. O jovem de 26 anos acabou a trabalhar num emprego de sonho, na Paddy Power.
 


4. Um jogo interativo

jogo

O animador e programador Robby Leonardi, que já passou pela AOL ou Fox News, construiu um jogo interativo para mostrar aquilo que sabe fazer.

Com gráficos semelhantes aos do Mário, podemos percorrer vários níveis que mostram as suas competências, qualificações e experiência nas áreas da ilustração, programação, design e animação. Quando termina o jogo pode entrar em contato com Robby ou ver o currículo mais tradicional noutras plataformas.

 

5. Quem é quem?

quem

Ainda na temática de jogo, o português Orlando Andrade adaptou o conhecido “Quem é quem?” para criar o seu currículo alternativo. Não, não pode jogar, mas pode assistir ao vídeo em que o copywriter mostra aos possíveis empregadores que é a ele que procuram.

O vídeo começa com a imagem do jogo preenchido com as fotografias de caras bem conhecidas em Portugal. Depois de respondidas questões como “Procura uma pessoa?”, “Que tenha boas ideias?”, “Alguém bom com palavras?”, “Aplicado e de Confiança”, “Com sentido de humor?”, “Criativo e Inovador?” ou “Que seja humilde e saiba trabalhar em equipa?”, as peças com as diferentes personalidades vão sendo eliminadas, restando apenas uma: a de Orlando Andrade, claro! Os seus contactos estão no final do vídeo.
 


6. Um medicamento criativo

medicamento

Pensar fora da caixa? Sim, mas Jon Ryder pôs numa caixa tudo aquilo que era. E escolheu, nada mais, nada menos, do que a caixa de um medicamento criativo capaz de dar às agências “um efeito de alívio contra os bloqueios criativos” e de ajudar em momentos de stress.

Além de produzir todo o exterior da caixa, lá dentro vem uma bula informativa que fala da experiência e capacidades deste copywriter.
 


7. Construir páginas da Amazon ou pesquisar-se no Google

amazon

Há quem opte por tentar marcar a diferença pela via digital. Philippe Dubost construiu um site como se fosse uma página da Amazon onde “se vende”. A sua página atingiu 1,5 milhões de visualizações em dois meses! Período ao fim do qual conseguiu trabalho numa empresa nova-iorquina. Teve 150 ofertas de emprego. 

cv

Quem também foi por uma via semelhante foi Eric Gandhi. Todo o seu currículo foi estruturado como se fosse uma página de resultados da Google. O jovem conseguiu mesmo uma entrevista de emprego com a gigante tecnológica, embora não tenha ficado por não se adaptar à função em aberto. É agora designer de produto no BuzzFeed. 

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