Conheça os cursos com mais mercado de trabalho em 2017

A pensar na época de candidaturas ao ensino superior, preparámos uma lista dos cursos com mais mercado de trabalho em 2017.

Conheça os cursos com mais mercado de trabalho em 2017
Carreiras de sucesso com mais oportunidades de emprego

Com o fim do ano letivo 2016/2017, há milhares de alunos portugueses que estão prestes a dar o primeiro passo para o seu futuro profissional: a entrada na universidade. Numa altura de decisões determinantes, com o preenchimento da candidatura ao ensino superior, é importante conhecer os cursos com mais mercado de trabalho em 2017.

Para começar, fique desde já a saber que os perfis de engenharia e tecnologias da informação ocupam o pódio, lado a lado com as carreiras comerciais, que também são daquelas que têm destaque nas prioridades de recrutamento deste ano.

Cursos com mais mercado de trabalho em 2017: quais são?

cursos com mais mercado de trabalho em 2017

Os perfis de carreiras à escolha são mais do que muitos, mas é certo que alguns têm mais saída profissional e oferecem mais oportunidades de entrada no mercado de trabalho. Prova disso são as profissões que estão relacionadas com as engenharias, as tecnologias da informação e, ainda, as de perfil comercial, que disparam para os primeiros lugares dos cursos com mais oportunidade de emprego.

Se garantir trabalho é uma prioridade na altura de escolher o curso superior, vai gostar de saber quais são as carreiras com maior empregabilidade em 2017.

Para ajudá-lo na escolha do curso superior, apresentamos as carreiras de destaque no futuro, com mais oportunidades para os recém-licenciados, de acordo com um estudo publicado pela consultora de recursos Humanos Hays – o Guia do Mercado Laboral 2017.

As profissões que mais geram emprego

saídas profissionais em destaque

Chef de cozinha, programador de informática, técnico comercial, especialista em marketing digital e tecnologias da informação são as carreiras que mais movimentam o mercado de trabalho este ano. No seguimento do ano de 2016, também os cursos de engenharia continuam a ocupar um dos primeiros lugares da lista de prioridades de recrutamento.

A área de comunicação e marketing subiu claramente nas intenções de recrutamento, que está avaliada agora nos 16%. O número representa um crescimento de três pontos percentuais, face ao ano anterior, e revela uma posição nunca antes alcançada por essas profissões.

Engenheiros mais requisitados no Norte

Não são, necessariamente, os engenheiros do Norte que têm mais oferta de trabalho, mas é interessante sublinhar que, a nível regional, são as regiões mais a norte do país que mais procuram estes profissionais – tal como também acontece com as áreas de logística/gestão e com os perfis de tecnologias da informação.

No entanto, importa também destacar que na região Centro de Portugal, as licenciaturas em engenharia acabam com a liderança dos perfis comerciais, atingindo 43% das intenções de recrutamento.

Por sua vez, no Sul, destacam-se os perfis ligados ao marketing e à comunicação, que ultrapassam as engenharias e ocupam o pódio regional.

Área comercial e engenharias em destaque nacional, mas com ligeira queda

No estudo elaborado pela consultora Hays é possível observar que, apesar de estarem no topo da lista em grande parte do país, e também a nível geral, há um ligeiro decréscimo na procura por profissionais com perfil comercial ou de engenharia – um contraste que acentua a subida das tecnologias da informação e do marketing.

O Guia do Mercado Laboral 2017 diz mesmo para esquecermos tudo o que temos “como certo relativamente a dinâmicas de recrutamento em Portugal, porque aproximam-se tempos interessantes e desafiantes”.

A consultora Hays elaborou questionários junto de milhares de candidatos e de centenas de empregadores, e os resultados “fazem adivinhar momentos de mudança na atração e retenção de talento no nosso país”.

Recrutamento pode estimular empregabilidade este ano

No estudo publicado, as boas notícias revelam que 73% dos empregadores que estão a atuar no país têm intenção de recrutar ainda em 2017 – fator que pode estimular a empregabilidade em Portugal.

“Os números são ainda mais inspiradores nas regiões Norte e Centro, onde esta percentagem ascende a uns surpreendentes 80% e 83%, respetivamente”, pode ler-se no documento publicado pela Hays, que acrescenta ainda: “trata-se de um claro indicador do dinamismo do mercado português e das inúmeras oportunidades de carreira que estão a ser criadas por empresas com planos de crescimento ambiciosos”.

Portugueses insatisfeitos no trabalho

insatisfeitos no trabalho

Ainda de acordo com o estudo sobre os cursos com mais mercado de trabalho em 2017, 73% dos trabalhadores portugueses estão insatisfeitos no emprego e não são positivos quando o assunto é a progressão na carreira. 71% diz mesmo que pondera mudar de emprego a curto prazo.

Esta é, aliás, uma tendência histórica comprovada por estudos na área, que, habitualmente, mostra este índice nos 75%. Em 2014, o recorde mostrou que 83% dos trabalhadores portugueses queriam uma mudança de trabalho. O valor de 2017 é o mais baixo de sempre – ainda que esteja muito acima do ideal.

A Hays conclui ainda que Portugal está no top 5 dos países onde os recrutadores têm mais dificuldades em encontrar aquilo que procuram, sendo as áreas do turismo, das tecnologias da informação e das engenharias aquelas que apresentam mais escassez de recursos humanos.

Este estudo foi elaborado pela consultora Hays após a realização de um inquérito junto de centenas de empresas a atuar em Portugal. Foram ouvidos de 2600 candidatos e 840 empresas empregadoras.

A escolha do curso

Ainda que os números apontem para as profissões em questão, é essencial lembrar que o fator empregabilidade é  importante, mas não deve ser o único a ser considerado.

É fundamental que os pais e professores sensibilizem os jovens estudantes e realcem que, apesar de ser importante escolher um curso e uma profissão estáveis, uma formação superior não deve ser “forçada”. Ou seja, a formação académica deve ter a ver com o perfil do futuro profissional e isso é ainda mais importante do que olhar para os números das saídas profissionais.

Preparado para preencher a candidatura à universidade? Desejamos-lhe boa sorte!

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