Desemprego estrutural: tudo o que precisa de saber

O desemprego estrutural é o desequilíbrio entre a oferta e a procura de competências. Descubra os fatores que o influenciam e solucione o problema.

Desemprego estrutural: tudo o que precisa de saber
Um problema que surge, sobretudo, com as novas tecnologias

Não podemos negar que a chegada das novas tecnologias e das suas ferramentas teve um grande impacto em muitos setores da nossa vida. Se por um lado, alguns foram bastante facilitados, há também alguns reflexos negativos a apontar.

Sim, é verdade que os processos são mais automáticos e mais rápidos, e que a informação está acessível em qualquer parte. Mas, como em tudo,há vantagens e desvantagens neste cenário. Uma das principais desvantagens tem a ver com o desemprego estrutural. Já ouviu falar?

Também conhecido como desemprego tecnológico, basicamente, o problema ocorre quando o trabalho de alguém passa a ser substituído pelo de uma máquina, robot ou tecnologia. Ou seja, há mais procura de trabalho e menos oferta.

Setores mais afetados pelo desemprego estrutural

As áreas mais afetadas pelo desemprego estrutural são a agricultura, o setor terciário, a prestação de serviços e a indústria. Isto acontece pela crescente maquinização da mão de obra humana.

A título de exemplo: numa fábrica, há 20 anos atrás, talvez fossem necessários 20 funcionários para fazer o controlo de qualidade de um determinado produto (análise, verificação e aprovação ou rejeição). Mas, hoje em dia existem tecnologias que permitem que este sistema seja automatizado e detete rapidamente anomalias, bastando uma pessoa para supervisionar o processo. Falamos assim de 19 postos de trabalho extintos pela utilização de tecnologia. Incrível? Sim, porém real (e, cada vez mais, recorrente).

O mesmo acontece na agricultura, setor em que existem mais máquinas e tecnologias para fazerem trabalhos que antes eram levados a cabo pela mão humana.

Como combater o desemprego estrutural?

Mas então, no meio deste cenário, há forma de tentar “dar a volta” à situação? A resposta é: sim. Existem algumas medidas que podemos tomar para tentar combater o desemprego estrutural. Tome nota:

Controle as máquinas

Ok, é certo que as máquinas imperam, mas nunca podemos esquecer que, sem a mão de obra qualificada para as programar, elas não vão funcionar. Tire partido disso e, se tiver queda para os números e para a programação, aposte num curso de informática, computação, eletrotecnia, entre outros.

As opções são mais que muitas e só é preciso algum espírito criativo e empreendedor!

Torne-se indispensável na empresa

Numa empresa, por mais máquinas que haja e por mais dominante que seja a tecnologia que substitui os recursos humanos, há determinadas funções que não podem nunca ser orientadas por processos automáticos e robóticos. Tente perceber as verdadeiras necessidades da empresa onde trabalha e comece a criar dependências perante aquilo que faz. Impressione o seu chefe. Por que não?

Manuseie a tecnologia como um expert

Além de ser preciso pessoas para programar as máquinas e tecnologias, também é necessário haver quem as saiba manusear. Por isso mesmo, temos uma dica para si: invista num curso de especialização.

Informe-se, o máximo que puder, sobre as tecnologias utilizadas na sua empresa e manuseie-as como mais ninguém.

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