Desemprego na União Europeia: dados atuais

Não é um tema animador, mas há revelações surpreendentes sobre a taxa de desemprego na União Europeia.

Desemprego na União Europeia: dados atuais
Apesar de tudo há boas notícias

“Falta de emprego”: apesar de não ser o tema mais entusiasmante e animador, nem tudo são más notícias quando o assunto é o velho continente: a taxa de desemprego na União Europeia registou em dezembro de 2016 os valores mais baixos desde maio de 2009. No último mês do ano de 2016, foi possível observar uma taxa de desemprego de 9,7%, um ponto percentual abaixo do previsto pelos economistas.

A Eurostat, responsável pelas estatísticas relacionadas com a Zona Euro, identificou que o número de desempregados na Zona Euro baixou em 121 mil em dezembro de 2016, e 1,256 milhões no total do ano.

O panorama português

Também em Portugal se verificou uma evolução positiva da taxa de desemprego. A descida em Portugal foi, aliás, a segunda maior da zona euro: dois pontos percentuais abaixo do que foi verificado em dezembro de 2015.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego em Portugal situa-se nos 10,2% – a menor, desde março de 2009.

Este facto deve-se, em parte, à descida da taxa também nas principais economias. A Alemanha, por exemplo, atingiu o registo mínimo desde a altura da reunificação do país. Este é o país que tem a taxa de desemprego mais baixa entre todos os restantes da Zona Euro, com 3,9%.

Já na União Europeia, quem ganha a taça da menor taxa de desemprego é a República Checa, com apenas 3,5%. No outro extremo, encontra-se a Grécia – numa situação bastante preocupante: regista 23% de taxa de desemprego.

Logo de seguida, encontram-se os nosso vizinhos espanhóis, com 18,4%. No entanto, mesmo tendo uma taxa bastante preocupante, a Espanha diminuiu  4,6% face a dezembro de 2015. O Chipre regista 14,3%.

Combater o desemprego na União Europeia

A Comissão Europeia e a estratégia da Europa 2020 têm como principal objetivo combater a taxa de desemprego na União Europeia. Entre outros, foram estabelecidos objetivos relacionados com a mobilidade jovem, inovação, educação e inclusão social. Pretende-se retirar, pelo menos, 20 milhões de europeus da pobreza até ao final da década.

A Iniciativa para o Emprego dos Jovens é uma dessas medidas e pretende apoiar os jovens que não estejam a estudar e que não encontrem também emprego. Exemplo de outra medida de combate ao desemprego na União Europeia é também o Fundo de Ajustamento à Globalização (EGF), que pretende combater o desemprego no caso de grandes empresas baixarem a produção na União Europeia.

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