Desperdício alimentar: 8 formas de o evitar

O desperdício alimentar tem consequências a vários níveis. Evitá-lo pode reduzir o impacto económico, sanitário e ambiental. Saiba o que pode fazer.

Desperdício alimentar: 8 formas de o evitar
Travar o desperdício alimentar pode ajudá-lo a poupar

Evitar o desperdício alimentar é algo que se tenta incutir desde a mais tenra idade. Desde pequeninos que ouvimos dizer que deitar comida fora é pecado e que os meninos em África não têm o que comer.

São estratégias para fazer com que as crianças se alimentem bem, mas também para que não se deite comida fora. E quando as crianças não comem, é comum que os pais comam o resto. Mas será que estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance?

O impacto do desperdício alimentar

Só em Portugal, vão para o lixo cerca de 1 tonelada de alimentos por ano. Isto significa que, cada pessoa, deita fora à volta de 130 kgs de comida por ano. É um desperdício alimentar muito grande e que deve ser travado.

E se travar esse desperdício é bom do ponto de vista ambiental e sanitário – porque quando a comida vai para o lixo continua o seu processo de decomposição, o que dá origem a maus cheiros, atrai animais e insetos indesejados e aumenta o volume de lixo nos aterros sanitários -, também se traduz num esforço económico para cada pessoa ou família.

desperdicio alimentar

Como desperdiçar menos alimentos: 8 dicas

No comércio já há várias medidas para travar o desperdício alimentar, mas o maior desperdício acontece em casa. Ficam aqui algumas dicas que o podem ajudar a poupar algum dinheiro e, ao mesmo tempo, evitar que deite fora alimentos que ainda podem ser consumidos:

1. Alimentos com validade prolongada

No que diz respeito aos prazos, há dois tipos de alimentos: os “consumir antes de”, que só devem ser consumidos até à data indicada na embalagem; e os “consumir de preferência até”, que podem ser consumidos por mais algum tempo, variando a validade de produto para produto.

Já há negócios à volta destes produtos, como o Good After, que vende produtos que podem ser consumidos depois da data indicada, e que são comercializados por um valor mais baixo.

2. Prazos alongados

Principalmente se comprar produtos que devem ser consumidos antes de determinada data, procure os que têm um prazo mais prolongado, para que não se deteriorem muito depressa.

3. Planeamento de refeições

Planear as suas refeições obriga-o fazer o exercício de pensar no que precisa de comprar ao certo, sem que leve para casa coisas de que não necessita. Também lhe permite pensar nas quantidades que efetivamente vai utilizar, evitando levar grandes quantidades de alimentos que podem acabar por se estragar.

4. Utilizar os vegetais mais maduros

Se tiver fruta e legumes em casa, verifique sempre quais são os mais maduros e utilize esses em primeiro lugar, para que não se estraguem.

5. Fruta madura

fruta madura

Se acabar por deixar alguma fruta amadurecer demais, caso ainda não esteja estragada, aproveita para fazer um batido, uma compota ou mesmo uma sobremesa.

6. Alimentos em excesso

Se tiver muitas verduras, pode prepará-las e separar em várias doses e congelar. O mesmo pode ser feito com outros tipos de alimentos. Quando precisar deles, basta ir ao congelador e colocar na panela.

7. Cozinhe a medida certa

Quando for cozinhar, pense nas quantidades que, normalmente, costumam consumir em casa. Tente não cozinhar mais do que essa medida, a menos que tenha planos para o que sobrar.

8. Promoções

Por vezes são feitas promoções que nos induzem a levar para casa grandes quantidades de determinado alimento. Pense bem se vai consumir tudo o que comprar antes de os alimentos se estragarem. Caso contrário, acabará por gastar mais dinheiro, em vez de poupar.

Transforme as sobras de comida

A comida que sobra e que ainda está em boas condições não tem que ir para o lixo. Há muitas formas de transformar os restos de comida numa nova refeição. Basta usar a imaginação:

  • Batatas cozidas – podem virar puré;
  • Frango – pode ser o ingrediente principal de uma bela quiche ou de uma salada;
  • Produtos hortícolas – podem ajudar a enriquecer uma sopa;
  • Pão – o pão duro pode ser transformado em torradas;
  • Água de cozedura – a dos legumes pode ser utilizada para a sopa. Se quisermos fazer um risotto, caso seja de frango ou bacalhau, a água em que estes alimentos foram cozidos pode ser usada também para cozer o arroz;
  • Cascas – em alguns casos, as cascas podem ser usadas para fazer chás, como o chá de laranja.

Reutilize as refeições que já não pode comer

Cada vez é mais comum ouvirmos falar de hortas na cidade. Se tiver o espaço necessário, esta é uma excelente ideia. Para além de poupar dinheiro na compra dos produtos que produzir, pode utilizar como adubo o desperdício alimentar que já não pode reciclar.

Alguns caules e sementes, se forem devidamente tratados, podem servir para fazer crescer novos alimentos, sem que tenha que ir comprar sementes novas. Muitas vezes, basta colocar alguns caules na água que a raiz volta a crescer. No caso das sementes, é comum que tenham que secar para poderem voltar a ser plantadas, mas depende muito do tipo de semente.

horta

Compre melhor e mais barato, apoiando projetos antidesperdício

O que também se tem tornado comum são os cabazes de alimentos biológicos – alguns com preços bastante apetecíveis – e que, em superfícies comerciais, muitas vezes vão fora por terem um aspeto pouco atrativo. Muitos destes projetos ainda se encontram em crescimento, por isso podem não estar presentes em todo o país. Ficam aqui algumas sugestões:

Prove
Fruta Feia
Quinta do Arneiro
Mercado Saloio
Aromas da Horta
Dona Horta
Pede Salsa
Horta à Porta
Hortas de Cortesia
Quinta da Pedra Branca
Bio em Casa
Agro Bio
Horta do Pombal

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