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Devo despedir-me: sim ou não?

Está na hora de me despedir? Esta é uma pergunta frequente na vida de muitas pessoas. Se é o seu caso, saiba como encontrar a resposta.

Devo despedir-me: sim ou não?
Se está à procura da resposta a esta questão, continue a ler!

À pergunta “Devo despedir-me?” muitos dirão prontamente "sim" e outros tantos "não".

A verdade é que não existe uma resposta 100% correta ou absoluta. Cada um de nós tem uma vivência pessoal e profissional diferente e a sua resposta vai sempre depender dessas variantes.

No entanto, para quem enfrenta a questão e procura encontrar uma resposta para o dilema, avisamos desde já que decisão não é fácil, mas há formas de o ajudar.


Como decidir?

Perante a questão “devo despedir-me?” a resposta dificilmente é imediata. Surge normalmente depois de um período de reflexão, de uma determinada experiência ou de uma autoanálise ao seu percurso profissional e às metas que tem estabelecidas para a sua carreira.

Se optar pela demissão, essa decisão tem implicações e, por isso mesmo, não deve ser tomada de ânimo leve. Antes de decidir o que vai fazer, pense bem e evite tomar decisões precipitadas.

Se isto fosse um jogo, as respostas seriam muito limitadas. Em cima da mesa teria a questão “devo despedir-me?” e apenas duas opções de resposta: sim ou não.

Mas atenção, não se deixe enganar pelas respostas “fáceis”. Na verdade, cada resposta abre um leque vasto de opções e consequências pós-tomada de decisão.

Ainda que a decisão seja sempre pessoal, deixamos-lhe aqui algumas dicas que o podem ajudar a obter a sua resposta.


Sim se…

1. Tem sentimentos negativos em relação ao seu trabalho

Se acorda e já está a pensar que o dia nunca mais termina, isso não é um bom sinal. O seu trabalho deveria ser estimulante e desafiante para si. Se isso não acontece, o mais certo é que dentro de pouco tempo entre numa espiral de desmotivação, que pode conduzir a baixos níveis de produtividade, maus resultados, e por aí fora… Isto sem falar que pode ter consequências na sua saúde e bem-estar.


2. Sofre de stress laboral

Este ponto vem no seguimento do anterior. Stress e ansiedade são apenas algumas das consequências diretas de lidar com um mau ambiente de trabalho por exemplo. Mas o stress laboral pode ter consequências a nível físico, psicológico e comportamental. Dores de cabeça, náuseas, arritmia cardíaca, variações de peso, dificuldade em dormir ou depressão são apenas alguns dos possíveis sintomas causados. Se começa a notar alguns destes, fuja enquanto é tempo.
Saiba como livrar-se do stress no trabalho.


3. Tem um mau chefe

Muitas das dificuldades no local de trabalho estão relacionadas com más chefias ou mau relacionamento com elas. Sejamos francos, ninguém gosta de trabalhar com alguém que é constantemente agressivo, controlador, mal-educado ou incompetente (e isto são apenas exemplso; note que as características de um mau chefe podem – e vão – muito além das enumeradas). Trabalhar com chefias “difíceis” pode ser um entrave a um bom desempenho profissional. Tendo em conta que dificilmente o seu(sua) chefe vai mudar, o melhor é ser você a procurar outras alternativas.
Veja também: 6 sinais de que tem um mau chefe.


4. Não tem perspetivas de progressão em termos profissionais

Este é provavelmente um dos pontos mais importantes. Qualquer profissional ambiciona crescer e evoluir ao longo da sua carreira. Se o seu trabalho é um verdadeiro “navio encalhado”, o melhor é mesmo sair e encontrar um sítio onde lhe deem “asas para voar”.


Não se...

1. Se sente realizado

Pense na sua realização profissional como um “oásis no deserto”. É difícil de encontrar, mas quando o encontra é perfeito. Se se sente realizado profissionalmente, gosta do que faz, tem um bom ambiente à sua volta, boas condições de trabalho, é constantemente desafiado e está em permanente aprendizagem… tem tudo (ou quase) para estar feliz. Claro, isso não significa que no futuro não queira dar outro rumo à sua carreira, mas se para já está bem, para quê mudar?


2. Não tem um plano de “fuga” delineado

Fundamental: antes de se demitir analise a sua situação. Por exemplo: Tem outra oferta? Ou meios financeiros para suportar as suas despesas até encontrar novo emprego? Estas são apenas algumas das perguntas que deve responder. Se a resposta for não, talvez o mais aconselhável seja procurar outro emprego antes para poder “sobreviver”.


3. Baseou a sua decisão apenas no salário

Dinheiro não é tudo. Se ajuda? Claro que sim, mas não é a resposta para todos os males. Se está a pensar demitir-se para ir atrás de um pagamento mais alto, analise primeiro todas as outras variantes: condições de trabalho, ambiente laboral, funções que vai desempenhar e o desafio que representam para si, por exemplo. Afinal de contas, de que lhe adianta mudar apenas pelo salário, se ao fim de um mês vai sentir-se desmotivado?


Tome uma decisão à sua medida

“Nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir”. A frase é de Napoleão Bonaparte e consegue, de certa forma, resumir este texto.

Ninguém lhe disse que encontrar uma resposta para a pergunta “devo demitir-me?” ia ser fácil, pois não? O primeiro e mais importante dos passos é reconhecer os sinais e ser capaz de os analisar para tomar uma decisão ponderada.


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