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Direito a brincar: 3 razões essenciais

Sabia que o direito a brincar é regulamentado por lei e que cabe às autoridades garantir que é respeitado? Entenda mais sobre este direito na infância.

Direito a brincar: 3 razões essenciais
Saiba mais sobre este direito fulcral na infância

O direito a brincar é previsto e regulamentado pela Declaração Universal dos Direitos da Criança, tal como podemos ler no artigo 7º do documento: “Toda criança terá direito a brincar e a divertir-se, cabendo à sociedade e às autoridades públicas garantir a ela o exercício pleno desse direito”.

E não poderia ser diferente, afinal, brincar é importante porque estimula a criatividade e povoa a nossa mente de recordações que levamos connosco pela vida fora. Assim, todas as crianças do mundo deveriam ver respeitado o seu direito ao lúdico, aos jogos e às brincadeiras, para poderem ser felizes e crescerem de forma saudável e equilibrada.

Mas, em que consiste este direito fundamental e qual é o papel que os pais assumem nesta tarefa, que é também um dever legal? Descubra tudo aqui.

A importância do direito a brincar


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1. O que permite o ato de brincar?

O ato de brincar permite à criança desenvolver a sua criatividade, determinadas competências, o pensamento, o raciocínio lógico e a capacidade de comunicar. Na verdade, quando a criança brinca, recria o mundo em seu redor e os acontecimentos que deram origem a determinada brincadeira.

Ou seja, numa brincadeira, os sinais, os objetos, os espaços têm um significado mais amplo do que aquele que aparentam. Brincar desenvolve a autoestima das crianças, ajudando-as a interiorizar de determinados modelos de adulto, no âmbito de grupos sociais diversos.

2. O direito a brincar é sempre efetivamente respeitado?

Infelizmente, não. Nem todas as crianças vêem este seu direito garantido. Na verdade, muitas delas não têm acesso à educação nem à saúde, não lhes sendo garantidos os direitos básicos de proteção de cidadania. Um dos exemplos de violação deste direito é o trabalho infantil, havendo muitas crianças que não brincam porque têm de trabalhar, o que constitui um desrespeito enorme pelos direitos da criança, com um impacto negativo enorme no seu desenvolvimento.

3. Os pais devem também brincar com os filhos

Os pais devem brincar com os filhos, pois esta é uma atividade conjunta essencial ao equilíbrio emocional de ambos, trazendo estes momentos uma imensa felicidade à família e estreitando os laços entre os seus membros. De facto, há um elo de união que se cria e que é extremamente positivo para pais e filhos. Para as crianças, brincar com os pais é um momento de muita alegria. Por isso, os pais devem criar disponibilidade para o fazerem todos os dias.

Como pode observar, o direito a brincar deve ser respeitado e fomentado por todos aqueles que intervêm na vida da criança. Ainda que tenha de estudar e fazer trabalhos inerentes à escola, é essencial que a criança também disponha de tempo para simplesmente brincar, – como é, aliás, expectável nesta altura da vida, para que o seu crescimento e desenvolvimento seja saudável.

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Catarina Mesquita Catarina Mesquita

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses, Pós-Graduada em Linguística Portuguesa e Mestre em Estudos Portugueses Multidisciplinares, possui experiência de mais de quinze anos ao serviço da educação, da tradução e da escrita.