Dormir pouco: 7 malefícios e consequências

Dormir pouco afeta a saúde a vários níveis, desde a aumentar a probabilidade de ter acidentes a contrair doenças cardíacas. Saiba mais.

Dormir pouco: 7 malefícios e consequências
Dormir pouco é prejudicial para a saúde em vários aspetos

Dormir pouco tem mais consequências do que apenas irritabilidade ou sonolência. Na verdade, dormir poucas horas por noite pode trazer malefícios como obesidade, problemas cardíacos, diabetes, etc.

A maioria dos distúrbios do sono pode ser evitável e tem tratamento. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde, estes distúrbios afetam a saúde e a qualidade de vida de cerca de 45% da população mundial. No entanto, menos do que um terço das pessoas que têm estes problemas procuram ajuda de profissionais.

Para além de trazer malefícios para a saúde, dormir pouco faz com que a pessoa tenha mais dificuldade em concentrar-se, diminuindo por isso a sua performance académica e/ou profissional.

7 consequências de dormir pouco

1. Acidentes

A privação do sono é um fator presente em muitos acidentes na estrada, bem como em alguns dos maiores desastres da história mundial, como o acidente nuclear em Three Mile Island (em 1979), a tragédia nuclear de Chernobyl (em 1986) ou o derrame de petróleo em Exxon Valdez (em 1989).

Dormir pouco tem resultados muito negativos na estrada. A sonolência pode reduzir o tempo de reação, de tal forma que se torna equivalente a conduzir sob a influência de álcool.

2. Apatia

Dormir é uma atividade que tem um grande impacto nas funções cognitivas, como pensar e aprender. A falta de horas de sono afeta estes processos em vários aspetos. Prejudica a capacidade de concentração, de atenção, de estar alerta, racionar e resolver problemas. Tudo isto dificulta o processo de aprendizagem.

Ao dormir, diversos ciclos do sono desempenham um papel crucial em consolidar memórias e aprendizagens na mente. Dormir pouco torna difícil assimilar o que aprendeu durante o dia.

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3. Problemas de saúde

Dormir pouco pode aumentar o risco de sofrer de condições como doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca, AVC, elevada tensão arterial, elevados níveis de colesterol, arritmias), obesidade e diabetes.

4. Depressão

Poucas horas a dormir e distúrbios sono podem levar a sintomas de depressão. Um estudo comprova que há uma forte ligação entre dormir pouco e depressão.

As insónias, o distúrbio de sono mais comum, é o que está mais próximo da depressão. Na verdade, as insónias são, frequentemente, um dos primeiros sinais de depressão. Estes dois problemas alimentam-se um ao outro, sendo que a falta de horas de sono agrava os sintomas de depressão e a depressão pode resultar em dificuldades em adormecer.

5. Envelhecimento da pele

Muitas pessoas ficam com a pele pálida e olhos inchados após noites mal dormidas. Se isto for crónico, a pele fica sem brilho, surgem rugas e olheiras.

Quando se dorme pouco, o organismo liberta mais hormonas de stress (cortisol). Produzir cortisol em excesso faz com que este iniba o colagénio, uma proteína responsável por manter a pele suave e elástica.

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6. Potencia o esquecimento

Dormir bem faz com que a memória funcione bem. O cérebro consolida memórias durante o sono. A memória é construída numa sequência específica do ciclo do sono – na fase de ondas lentas (sono profundo) e na fase REM, aquela em que sonhamos. Ao não dormir as horas suficientes, as memórias não são tão bem consolidadas e isto faz com que a pessoa fique mais suscetível em esquecer-se das coisas.

7. Aumento do peso

Dormir pouco está relacionado com um aumento do apetite e possivelmente com obesidade. Estudos reportam que pessoas que dormem menos do que seis horas por dia têm cerca de 30% mais de probabilidade de se tornarem obesas do que pessoas que dormem entre sete a nove horas por dia.

A falta de horas de sono também estimula o apetite, promovendo a vontade de consumir alimentos ricos em gordura e hidratos de carbono.

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Ana Duarte Ana Duarte

Jornalista e gestora de comunicação no projeto Patient Innovation, Ana Duarte é mestre em Ciências da Comunicação, pela Universidade do Porto. A sua paixão pela escrita começou cedo, quando aprendeu a escrever e começou a criar os seus próprios jornais. Interessa-se por tecnologia, desporto, cinema e literatura.