Educação bilíngue: o que é e porque escolher?

Promover o futuro é tarefa fundamental dos pais, certo? Então há um assunto que deve ter em conta: educação bilíngue. Sabe o que é e como funciona?

Educação bilíngue: o que é e porque escolher?
Nunca este assunto pareceu tão urgente

Já parou para pensar na necessidade atual de um segundo idioma? Se está inserido no mercado de trabalho ou anda à procura de emprego, já deve ter reparado que esta é uma competência que está no topo das prioridades empresariais. Agora pense: como será o futuro?

Se ponderar bem o assunto, é capaz de se assustar com o amanhã das crianças e jovens de hoje. Mas, antes de questionar a educação que dá aos seus filhos, vamos entender a necessidade fundamental de investir numa educação bilíngue?

Educação bilíngue: o que é

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Uma instituição de educação bilíngue é organizada, em todos os níveis, para permitir que os alunos desenvolvam as competências essenciais à utilização de duas – ou mais línguas – em contextos sociais e académicos. Por isso mesmo, a principal diferença entre uma escola formal e uma escola bilíngue é que esta última ensina através das diferentes línguas. Ou seja, ela não se limita a ensinar um segundo idioma, mas faz uso dele para ensinar os mais diversos conteúdos curriculares.

As escolas que praticam a educação bilíngue levam as línguas para além das salas de aula, inserindo-as na vida dos alunos. É comum, por exemplo, visitar uma escola bilíngue e verificar que há cartazes, folhetos e avisos escritos numa língua estrangeira. Isso acontece para que o aluno seja cercado pelo idioma, como acontece – de facto – no mundo.

Vantagens da educação bilíngue

Algumas pesquisas internacionais têm concluído que, em vários países, investir na educação bilíngue é a forma mais eficaz de aprender um segundo idioma. Para os estudiosos, é muito mais eficiente ensinar o inglês, por exemplo, utilizando os momentos de aprendizagem formal – como as aulas das mais diversas matérias escolares.

Metodologia da educação bilíngue

Ensinar línguas exige tempo, dedicação e, sobretudo, a metodologia adequada. Se vai optar por este tipo de educação, certifique-se que as escolas e professores envolvidos dão espaço para que os alunos falem, através de trabalhos em grupos, conversas individuais com os professores e apresentação de seminários, por exemplo. Lembre-se que o material didático não faz a educação bilíngue. Ela exige fluência – e isto é algo que só é possível de alcançar através, também, do treino.

Educação bilíngue: a importância dos professores

Sabia que os professores que trabalham com a língua materna não têm que falar uma segunda língua? Sim, é verdade – e é o que acontece na maior parte das instituições de ensino portuguesas.

No entanto, os professores que trabalham com o segundo idioma têm que dominar a língua que vão lecionar. Esses profissionais também devem ser fluentes na língua materna do país em questão – neste caso, a língua portuguesa. Isto acontece porque a principal forma de comunicação com os alunos será sempre a língua de berço, independente de ser uma escola com educação bilíngue. Por isso, fique tranquilo. Se tinha receio de que o seu filho pudesse descuidar do português, isso não vai acontecer. No entanto, não se assuste: as aulas ministradas em inglês, por exemplo, vão ter esta língua como oficial em sala.

Quando estiver a escolher uma instituição de ensino bilíngue, tenha atenção especial à formação dos professores que ministram aulas no segundo idioma, pois, quanto maior for a proficiência do professor, melhor será para o aluno. Isso vai permitir que os jovens aprendam as formas convencionais da língua estrangeira.

Mas atenção: ser fluente na língua não quer dizer que os professores devam ser nativos do segundo idioma. Este não é um requisito para a contratação – afinal, ter competência nada tem a ver com a nacionalidade em questão.

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