Educação financeira: como, quando e porquê

A educação financeira é fundamental, principalmente numa sociedade em que a maioria ganha menos e tem mais em que gastar.

Educação financeira: como, quando e porquê
A educação que todos deviam ter

Uma das palavras que se tornou muito comum nos últimos anos foi a “crise”. Normalmente, quando falamos de crise num contexto social, referimo-nos à crise financeira. Não que antes não fosse importante, mas cada vez se torna mais pertinente que tenhamos uma boa educação financeira. Não podendo fugir à crise, resta-nos saber como gerir o pouco que temos.

O que é a educação financeira?

A educação financeira reflete os conhecimentos que nos conferem a capacidade de fazer julgamentos informados e tomar decisões equilibradas no que diz respeito à gestão do nosso dinheiro.

Esta capacidade de gerir o que temos não passa apenas pelo dinheiro, mas por tudo o que, de alguma forma, acabe por ter impacto nas nossas finanças. Ou seja, não estamos a falar apenas de saber em que é que podemos ou não gastar dinheiro, mas também de como podemos evitar gastar tanto dinheiro poupando, por exemplo, nas despesas da casa, como a eletricidade ou a água.

Como adquirir educação financeira?

A vida vai-nos ensinando muita coisa, mas se pudermos evitar cometer erros é preferível.

Quando se prossegue nos estudos, é natural que algumas disciplinas nos dêem alguma educação financeira, principalmente se tirarmos um curso ligado às finanças, contabilidade ou gestão.

Mas de pequenino é que se torce o pepino, por isso é importante começar desde cedo a explicar às crianças algumas coisas que estas tenham a capacidade de compreender.

Educação Financeira nas escolas

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O Ministério da Educação e Ciência reconhece a importância da educação financeira desde tenra idade, pelo que desenvolve iniciativas nesta área. Portugal ganhou, inclusive, o Prémio País 2014 para a Europa da organização Child and Youth Finance International.

Ainda assim, Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer no que diz respeito à literacia financeira.

Plano Nacional de Formação Financeira

Da responsabilidade do Banco de Portugal, da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e do Ministério da Educação e Ciência, o Plano Nacional de Formação Financeira tem uma visão integrada e coordenada de iniciativas de formação financeira, reconhecendo que melhorar os conhecimentos e influenciar as atitudes e comportamentos da população nesta área só é possível com o envolvimento de um conjunto alargado de parceiros presentes na sociedade.

Outros projetos

Há alguns projetos de educação financeira, como o No Poupar Está o Ganho, da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda. Este projeto pretende transmitir a alunos, da pré-escolar ao secundário, conhecimentos de educação financeira, para que ganhem consciência da importância do dinheiro e possam adquirir competências que lhes permitam a tomada de decisões corretas e informadas no futuro, de forma a tornarem-se consumidores mais responsáveis.

Algumas sugestões

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Se quer melhorar a sua gestão financeira, comece por coisas tão simples como:

Não se esqueça que um cidadão com uma melhor educação financeira tem práticas mais responsáveis, no que diz respeito ao consumo. Mas isso também se reflete no que, nesta sequência, os cidadãos exigem ao Estado, do ponto de vista político económico. Isto significa que a educação financeira nos dá uma visão mais alargada não só de temas diretamente ligados às finanças, mas também a outros relevantes para qualquer cidadão.

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