Emigrar para a Nova Zelândia: guia essencial

Se está a pensar emigrar ou já decidiu emigrar para a Nova Zelândia, fique com o nosso guia essencial.

Emigrar para a Nova Zelândia: guia essencial
Tudo sobre viver como um kiwi

A emigração enquanto fenómeno social, tem contornos positivos e negativos. Apesar disso, emigrar é hoje em dia algo mais fácil, por um lado, e complexo, por outro, visto ter muito que preparar antes de partir. A facilidade prende-se com as comunicações e a possibilidade de escolha do destino. Se já pensou em emigrar para a Nova Zelândia, ou se tem esse possibilidade agora, fique com o nosso guia essencial.

Porquê emigrar para a Nova Zelândia?

A Nova Zelândia, literalmente nos antípodas de Portugal, já não é um local assim tão desconhecido para nós. Seja pela representação na cultura popular ou pela sua presença desportiva (no rugby), os kiwis (como são chamados os habitantes daquele país), são um povo admirado pela sua atitude descontraída perante a vida.

A qualidade de vida na Nova Zelândia é considerada muito boa: o país está quase sempre incluído nas listas com os melhores índices no que diz respeito à qualidade de vida, às taxas de criminalidade, ao sistema de saúde, qualidade dos transportes, ao clima, ao custo de vida, à felicidade pessoal dos cidadãos. Muitos destes fatores são aliás partilhados com Portugal, o que faz de emigrar para a Nova Zelândia uma hipótese atrativa.

Uma questão mais complicada pode ser a diferença horária. Auckland, a capital, está 13 horas à frente da hora de Lisboa. Felizmente, nada que a tecnologia não ajude, na hora de estar em contacto com familiares e amigos. A Nova Zelândia está no hemisfério sul e, apesar de ter um clima aproximado ao português, as estações são ao contrário. Durante o nosso Inverno, será, por lá, Verão.

É importante referir que a Nova Zelândia tem algumas regras no que diz respeito à emigração. Essas informações legais podem ser consultadas aqui, em detalhe. Segundo o Consulado Honorário de Portugal, portadores de passaporte português podem visitar e permanecer, sem visto, no país, por 90 dias. Mas atenção, se já tem a intenção de procurar trabalho ou até de estudar recomenda-se que não entre como turista no país. É um ponto em que a lei neozelandesa é rigorosa. Se é mesmo para emigrar para a Nova Zelândia, peça o seu visto. Apesar deste rigor, o apoio na primeira fase de adaptação é grande. Pode, inclusivamente, pedir um consultor de emigração.

ALT nova zelandia

Trabalhar na Nova Zelândia

Algo que distingue a Nova Zelândia de outros países, é que dão muito valor a carreiras em artes: design, fotografia, etc. É considerada uma área em crescimento. Uma grande mais valia para jovens que encontram mais barreiras, neste campo, na Europa. Algumas áreas têm mais dificuldade em fazer valer as suas credenciais académicas e precisam de obter equivalências numa universidade neozelandesa. Falamos de médicos, arquitetos e advogados.

Dependendo da sua área profissional, informe-se no site governativo e procure informações em universidades. Para 2018, o governo neozelandês sugere que o mais necessário no país são trabalhadores nas áreas da engenharia e IT. Deixamos-lhe algumas sugestões de sites para procura de emprego:

Encontrar casa

O mercado imobiliário pode ser uma dificuldade se deseja emigrar para a Nova Zelândia. É um dos mais caros a nível mundial. No entanto, encontra apoio para alugar e apoios à residência e recolocação.

Taxa de Câmbio

Euro Dólar Neozelandês
1 1,66

Língua e Adaptação Cultural

Os neozelandeses são um povo de emigrantes e por isso são reconhecidamente bastante hospitaleiros e têm uma perspetiva multicultural da sociedade. O país tem um clima agradável, sendo conhecido pelas paisagens verdejantes e magníficas. Nada que um português não aprecie!

A língua é o inglês, mas na Nova Zelândia convém saber umas palavras de maori. Apesar da influência britânica e australiana, e de se viver num ambiente anglicizado, o povo nativo da Nova Zelândia, os Maori, são respeitados. Esta cultura, marcada historicamente pela imponência física dos seus guerreiros, é o segundo maior grupo étnico a seguir aos pioneiros emigrantes europeus. Contam-se quase 750.000 maori na Nova Zelândia e a língua é considerada oficial, com o inglês.

Sabia que os Maori cumprimentam-se ao encostar a testa um ao outro? Provavelmente já se deixou fascinar pelos cântico os dos All Blacks (a seleção neozelandesa de rugby) ou pelas tatuagens e lendas maori: tudo provém desta cultura. Se alguém lhe disser “Kia Ora”, sorria. Estão a cumprimentá-lo: “Olá, bem-vindo”.

Saúde e educação

O sistema de saúde na Nova Zelândia é subsidiado pelo governo, sendo que o cidadão suporta uma parte. Nada que não seja muito diferente do que se passa em Portugal. É reconhecido que, embora os tratamentos possam ser dispendiosos (e, por essa razão, se aconselha a pensar em seguros de saúde), o custo dos medicamentos é mais baixo. O sistema de saúde é aberto a cidadãos que possuam vistos de residência ou trabalho.

O sistema de ensino divide-se em público e privado. Uma escola privada ronda os 25 mil dólares neozelandeses por ano, enquanto que no sistema público, se tiver a possibilidade de o fazer, faz uma “doação” à escola de cerca de 300 dólares por cada período, o que no fim do ano faz 1200. O ensino universitário é considerado privado, mas existem bolsas de estudo.

Emigrar para a Nova Zelândia: estilo de vida

Áreas Preços médios
Restaurantes Garrafa de água (33 cl) – 1,56€

Refeição no Mcdonalds – 6,25€

Refeição 1 pax restaurante – 10,81€

Cerveja nacional (50 cl) – 4,50€

Mercados 1 litro de leite – 1,54€

12 ovos – 2,73€

1 kg de maçãs – 2,13€

1 kg de arroz – 1,70€

Transportes Bilhete único em média – 2,10€

Passe mensal – 96,03€

Gasolina/litro – 1,16€

Serviços e comunicações Internet ilimitada – 51,03€

Preço de chamada local por min – 0,28€

Desporto e Lazer Mensalidade no ginásio – 32,74€

Bilhete de cinema por pessoa – 9,61€

Rendas Apartamento T1 na cidade – 848,47€

Apartamento T1 fora do centro – 639,65€

Salário médio mensal líquido 2024,13€

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.