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Emprego em Cabo Verde: guia essencial

Encontrar um emprego em Cabo Verde, um país africano com quem Portugal tem fortes ligações históricas, parece-lhe uma ótima oportunidade?

Emprego em Cabo Verde: guia essencial
Está a pensar numa experiência profissional em Cabo Verde?

Praias bonitas, pessoas simpáticas e uma economia em crescimentos são, de facto, um cenário atraente. Mas antes de embarcar nesta aventura, é preciso pensar bem nos prós e contras.


Por que motivo devo procurar emprego em Cabo Verde?

Nos últimos anos, algumas publicações e instituições financeiras têm apontado o país como uma das economias mais estáveis do continente africano. Dados que fizeram de Cabo Verde um destino atraente para empresas nacionais e internacionais. A ausência de conflitos políticos, religiosos ou étnicos também não passa despercebida aos investidores.

A língua em comum e as boas relações institucionais com Portugal são, sem dúvida, um factor extra para os candidatos portugueses. Deixamos-lhe algumas informações que consideramos pertinentes para quem pondera começar uma nova etapa profissional numa das 10 ilhas do arquipélago cabo-verdiano.


Emprego

O mercado laboral apresenta diversas carências e a vários níveis, pelo que há oportunidade de emprego em Cabo Verde tanto para profissionais menos qualificados como para os mais especializados. O facto de ser um mercado de trabalho lusófono, torna-o ainda mais interessante para os portugueses. O governo cabo-verdiano quer atrair empresas nacionais para o país, potenciando assim ainda mais a oferta.

O ensino, a administração pública e a banca são sectores onde o número de ofertas de emprego é elevado. A falta de candidatos locais que cumpram os requisitos dita a procura de profissionais estrangeiros. O turismo é, cada vez mais, uma forte aposta para quem quer trabalhar no país. É a área responsável pela contratação da maior parte dos profissionais qualificados.

A resposta a anúncios locais e/ou o contacto directo com as próprias empresas, via email, são os veículos privilegiados para quem procura emprego. Os grupos nacionais e internacionais que investem nas ilhas optam muitas vezes por contratar colaboradores estrangeiros, dando preferências aos portugueses que falam a língua oficial, o português.

Uma vez que são já algumas as empresas nacionais que têm filiais no território cabo-verdiano, pedir transferência pode ser uma boa opção. Se for esse o seu caso, aborde a sua chefia sobre uma eventual mudança de ares.


Salários

Desde Janeiro de 2014 que o salário mínimo são 110 euros. Segundo os dados da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo de Portugal Cabo Verde, um contabilista recebe entre 450 e 1250 euros, um licenciado entre 750 e 1250 euros, um director geral entre 1250 e 2200 euros.

Claro que esta tabela base de vencimentos não se aplica, na grande maioria das vezes, aos profissionais estrangeiros. Pacotes salariais acima da média e, por isso, mais atractivos são oferecidos aos candidatos que vêm de fora do país Por norma, o vencimento base é compatível com as funções a exercer e com a experiência profissional. Benefícios extra (casa, carro, escola dos filhos,…) também são, por vezes, incluídos no pacote geral.


Custo de vida

Um euro corresponde a 110,265 escudos de Cabo Verde. O nível de vida no arquipélago varia de ilha para ilha. Na Cidade da Praia, a capital, irá com certeza gastar mais. Em termos gerais, prepare-se para pagar, por exemplo, 90 cêntimos por um café, 1,50 euros por uma água, 19 euros por um CD, 9 euros por um cartão telefónico de 150 impulsos.

O aluguer de um carro são, no mínimo, 40 euros por dia. Se jantar fora num bom restaurante irá pagar cerca de 27 euros por pessoa ou mais se beber vinho e comer sobremesa. Como seria de esperar, o aumento de profissionais estrangeiros veio inflacionar os preços e aumentar o custo de vida.

Consulte o infográfico no final do artigo com o Custo de Vida em Cabo Verde!


Habitação & Segurança

Quanto vai gastar com a casa, vai depender da ilha e da zona residencial onde se instalar. Se quiser comprar um T1 na ilha do Sal prepare-se para desembolsar cerca de 40 mil euros. Pelo mesmo valor poderá comprar um T2 na ilha da Boa Vista. Alugar um apartamento custará, no mínimo, 350 euros mensais mas por um T3 mobilado poderá pagar uma renda a rondar os 800 euros.

Cabo Verde não é um país particularmente violento. Em 2014 foram registados 65 casos de homicídio, a nível nacional, mais 11 do que em 2013. Números baixos quando comparados com a realidade de outras nações africanas. O que não significa que não seja necessário tomar as devidas precauções no dia-a-dia.

Os estrangeiros acabam por ser alvos fáceis e apetecíveis. O governo está atento e tem tomado medidas para travar o aumento do crime.


Cuidados de saúde

Segundo dados de 2009 da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Portugal Cabo Verde, o sistema nacional de saúde de Cabo Verde dispõe de 2 hospitais centrais e 3 regionais. As carências em termos de recursos humanos, materiais e técnicos são uma realidade. O sector privado é, frequentemente, a escolha dos estrangeiros.

Antes de se mudar de armas e bagagens não se esqueça de marcar a sua consulta do viajante. A vacina da febre amarela é obrigatória para quem viaja para Cabo Verde. Hepatite A, febre tifóide, hepatite B e tétano/difteria são recomendadas. Se o seu destino for a ilha de S. Tiago então acrescente à lista de recomendações a malária.


Visto

Um cidadão estrangeiro só pode trabalhar no país se possuir um contrato de trabalho, devidamente autorizado pelo governo, e um visto válido para a permanência no território, aconselhando-se a obtenção de visto de múltiplas entradas (emitido pela embaixada ou consulado local). Após 3 anos de permanência, poderá requerer Autorização de Residência junto do Serviço de Estrangeiros da Direcção de Emigração e Fronteiras.


Língua

O português é de facto a língua oficial de Cabo Verde mas o crioulo é a língua materna do país. Na vida quotidiana é a língua portuguesa que é utilizada (escolas, administração pública, actos oficiais, imprensa), mas para a população o crioulo é a forma natural de se expressarem. Cada ilha tem o seu crioulo, o que pode dificultar aos visitantes a sua aprendizagem. O inglês e o francês são leccionados na escola.

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