Os 10 erros ortográficos mais comuns na língua portuguesa

Damos-lhe a conhecer os erros ortográficos que são mais comuns na língua portuguesa. Confira cada um deles, para que possa usar melhor a nossa língua.

Os 10 erros ortográficos mais comuns na língua portuguesa
Conheça 10 erros ortográficos muito habituais

Conheça os 10 erros ortográficos mais frequentes na língua portuguesa. Saiba quais são os erros com maior expressão em Portugal, para que os possa evitar. Não permita que os erros ortográficos manchem a sua imagem.

10 erros ortográficos muito comuns na língua portuguesa

1. “Derivado(a) a” em vez de “Derivado(a) de(a)(o)”

É muito comum o uso de “derivado a” em vez de “derivado de(a)(o)”. Então, o uso correto numa frase seria, por exemplo: “A má nota foi derivada da falta de estudo”. Outra forma correta seria “A má nota aconteceu devido à falta de estudo”.

2. “À muito tempo” em vez de “Há muito tempo”

Este é um erro que mancha o status de qualquer indivíduo. Sempre que passa algum tempo, deve sempre ser utilizada a forma “Há”. Exemplos: “Vivo cá há dois anos”; “Estou a trabalhar há três horas”.

3. “Como deve de ser” em vez de “Como deve ser”

Este é também um dos erros ortográficos mais comuns na língua portuguesa. Um exemplo de uma frase correta seria: “Eu fiz o trabalho como deve ser”.

4. “Houveram pessoas” em vez de “Houve pessoas”

Efetivamente, o verbo haver no pretérito perfeito do indicativo só se usa na 3ª pessoa do singular e nunca na 3ª pessoa do plural. Assim, ainda que o nome posposto esteja no plural, a forma correta utilizada será sempre “houve”. Exemplo: “Houve muitas pessoas no evento”.

5. “Ele interviu” em vez de “Ele interveio”

Outro erro muito frequente. Uma dica importante, nestes casos, será dividir o verbo no infinitivo em duas partes: Inter + Vir. Assim, sabe que o “Inter” se mantém sempre igual e que depois conjuga o verbo “Vir”. Ora, a forma deste verbo, no pretérito perfeito do indicativo, na 3ª pessoa do singular é “veio”. Logo, se juntarmos as duas partes da palavra, fica, de facto, “Interveio”. Exemplo: “Ele interveio no debate”.

6. “Eu faria-o” em vez de “Eu fá-lo-ia”

Verifica-se, efetivamente, a dificuldade de vários falantes da língua portuguesa em conjugar um verbo no modo condicional, na conjugação pronominal. Um exemplo de uma frase correta seria: “Eu não tenho agora tempo para fazer o jantar mas eu fá-lo-ia se pudesse”.

7. “Está por traz” em vez de “Está por trás”

É muito comum verificarmos que há vários falantes da língua portuguesa que cometem este erro de escrita. Na verdade, “Traz” é uma forma do verbo “Trazer” e não uma preposição, como necessitamos, neste contexto. Devemos, pois, utilizar a preposição “Trás”. Exemplo: “O lápis está por trás do livro”.

8. “Mal cheiro” em vez de “Mau cheiro”

Neste contexto, necessita não do advérbio “mal”, mas do adjetivo “mau”. Pode fazer um pequeno teste para confirmar. Assim, se o contrário de “mal” é “bem”, você diria “bem cheiro”? Evidentemente que não, logo é um sinal de que a utilização de “mal”, neste contexto, está errada. Um exemplo de uma frase correta seria: “Sinto um mau cheiro nesta sala”.

9. “Existe pessoas” em vez de “Existem pessoas”

Este erro deve-se à confusão com o verbo “haver”, na sua forma “há”. Efetivamente, como escrevemos “Há pessoas”, por extensão há quem escreva também, de forma errada, “existe pessoas”. Uma frase correta seria: “Existem muitas pessoas que cometem este erro”.

10. “Dei-lhe um comprimento” em vez de “Dei-lhe um cumprimento”

Como estas palavras são parónimas, originam esta confusão. Na verdade, quando cumprimentamos alguém, usamos a palavra “cumprimento”, porque é, na verdade, o “cumprimento” de um dever social. Talvez se nos lembrarmos desta frase, seja mais fácil evitar o erro. Um exemplo de uma frase correta seria: “Hoje encontrei-o e dei-lhe um cumprimento”.

Estes são alguns dos erros ortográficos mais comuns na língua portuguesa, que deve sempre evitar e corrigir, para não mais os voltar a dar. Lembre-se que o bom uso da nossa língua contribui imenso para o aumento do seu status social.

Veja também:

Catarina Mesquita Catarina Mesquita

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses, Pós-Graduada em Linguística Portuguesa e Mestre em Estudos Portugueses Multidisciplinares, possui experiência de mais de quinze anos ao serviço da educação, da tradução e da escrita.