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Esgotamento nervoso: como lidar com a exaustão emocional

Esgotamento nervoso é um termo que reflete um estado de cansaço extremo. Pode ter várias causas e sintomas. Há tratamentos disponíveis. Fique a conhecê-los!

Esgotamento nervoso: como lidar com a exaustão emocional
Leve o seu cansaço a sério!

Acorda e deita-se cansado? Esse cansaço extremo arrasta-se há algum tempo e não melhora mesmo quando tem uma boa noite de sono ou um dia com menos trabalho? Esse estado de exaustão permanente pode significar que está com um esgotamento nervoso e que precisa de alterar os seus hábitos de vida ou pedir ajuda profissional.

Esgotamento nervoso: o que é?


esgotamento nervoso

Esgotamento nervoso é o termo utilizado para descrever um período de intenso sofrimento mental, durante o qual a pessoa tem muita dificuldade em manter o seu funcionamento habitual. É um estado de exaustão mental que surge em resposta a um stress incontrolável.

Ao longo do tempo, o conceito de esgotamento nervoso já foi utilizado para se referir a uma ampla variedade de doenças mentais, incluindo depressão, ansiedade e transtorno de stress agudo.

Apesar de este conceito não ser considerado um transtorno mental por si mesmo, não havendo uma entidade diagnóstica de colapso nervoso, é comummente usado para descrever um período em que o stress físico e emocional se tornam intoleráveis e prejudicam a capacidade de uma pessoa funcionar de maneira eficaz.

Sinto-me exausto! Será um esgotamento nervoso?


Os sinais e sintomas de um esgotamento nervoso variam de pessoa para pessoa e variam também de acordo com a causa subjacente. Alguns dos sinais mais comuns de um esgotamento nervoso são:

1) Sintomas depressivos: tristeza intensa; perda de esperança; pensamentos negativos sobre a vida em geral; choro fácil;

2) Alterações de humor súbitas e aparentemente inexplicadas;

3) Sintomas de ansiedade: stress intenso; tensão muscular; tensões altas; tonturas; tremores; dores de estômago;

4) Cansaço desadequado face à atividade que tem;

5) Alterações do sono: insónia;

6) Alterações do apetite;

7) Ataques de pânico;

8) Evitamento de eventos sociais;

9) Isolamento.

O que pode causar um esgotamento nervoso?


Uma pessoa está esgotada quando o stress a que está sujeita é superior àquele com o qual consegue lidar. Esse stress intenso pode ter diversas causas, algumas das quais são as seguintes:

1) Stress laboral intenso e persistente;

2) Evento traumático recente: por exemplo, o falecimento de algum familiar próximo;

3) Sérios problemas financeiros;

4) Alteração de vida significativa: por exemplo, um divórcio;

5) Privação do sono;

6) História pessoal e/ou familiar de perturbação de ansiedade.

Tratamento do esgotamento nervoso


tratamento do esgotamento nervoso

É comum que em algum momento da nossa vida nos sintamos incapazes de lidar sozinhos com o stress intenso a que estamos sujeitos. Frequentemente, não lidamos com o stress de forma saudável e ficamos cada vez mais incapacitados na nossa vida diária.

A boa notícia é que é possível quebrar este ciclo de sofrimento físico e psicológico. É importante que recorra a um profissional da área da saúde mental que faça o diagnóstico do seu estado mental e que o ajude a lidar com os sintomas.

Existem diversos tratamentos que podem ajudar: terapia medicamentosa; psicoterapia; envolvimento em atividades prazerosas que induzam o relaxamento.

Se está a viver um estado de exaustão mental com o qual não está a conseguir lidar, ou se está preocupado com um familiar ou amigo que se encontra esgotado, procure o seu médico e peça ajuda!

A prevenção é também de extrema importância! Se sente que está a viver uma situação de grande stress, pense como pode mudar alguns dos seus hábitos de vida:

  • Envolva-se em atividades que utilizem técnicas de relaxamento;
  • Mantenha boas rotinas de sono;
  • Pratique exercício físico regular;
  • Converse com aqueles que lhe são próximos;
  • Organize o seu tempo e evite que os dias sejam extenuantes.

 

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!