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Estágio não remunerado: sim ou não?

Mas será que aceitar um estágio não remunerado é sinónimo de emprego garantido? Muitas das vezes não e isso levanta questões sobre até que ponto são ou não uma boa oportunidade. 

Estágio não remunerado: sim ou não?
Para quem se inicia no mundo do trabalho esta será certamente a “porta de entrada”.

Devemos ou não aceitar um estágio não remunerado? 
 
Sim, mas apenas um. 
 
Para quem termina os estudos e se lança no mercado de trabalho o mais certo é dar de caras com imensas oportunidades de estágio, sem remuneração, que têm como objetivo muni-lo de competências técnicas dentro da sua área de formação.
 
Estágio não remunerado ou estágio curricular, independentemente do nome que lhe queira dar, estas ofertas podem – efetivamente – ser a sua porta de entrada para o mercado laboral.
 
É positivo integrar um estágio não remunerado?! Claro que sim. Como mencionamos anteriormente através de estágios desta natureza pode contactar de perto com o dia-a-dia de um profissional da sua área, desenvolver uma série de competências práticas essenciais ao desempenho das suas (possíveis) funções e até adquirir uma série de contatos profissionais que lhe podem vir a ser valiosos no futuro.
 
Mas atenção há que saber estabelecer limites.
 

Estagiário sim, mas sem exagero!

Em termos legais, a realização de estágio não remunerado é permitida para estágios com duração inferior a três meses.
 
Este é (ou deveria ser) o conceito aplicado a estágios curriculares. Um curto período de formação prática em ambiente real de trabalho. No entanto, nem sempre é isto que acontece. Ainda que o estágio possa ser considerado como um período de adaptação à empresa, muito frequentemente, os estagiários são substituídos à “velocidade da luz” e “despachados” findo o período experimental ou de estágio.
 
Na realidade, são muitas as empresas que “usam e abusam” do conceito de estágio e fazem com que as vantagens deste sejam questionadas.
 
Embora não deva fechar as portas em definitivo às oportunidades de estágio, deve ser capaz de estabelecer limites ao número de estágios a realizar. Caso contrário, arrisca-se a passar grande parte da sua carreira a saltitar de estágio em estágio, sem nunca conseguir afirmar-se efetivamente enquanto profissional.
 

Do estágio para o emprego

Num mundo idílico, esta seria realidade. Após os estudos viria o estágio curricular ou não remunerado; que serviria de integração no seu futuro emprego.
 
Ilusões à parte, ainda que saiba de antemão (ou pelo menos suponha) que o estágio não remunerado não é sinónimo de emprego, é fundamental que o use o estágio em seu favor. Tire o máximo partido do seu estágio, crie uma boa imagem enquanto profissional, destaque-se e “faça-se à vida”. Ou seja, terminada a fase “experimental” da sua carreira e tendo adquirido mínimo de destreza para se movimentar no círculo das suas funções, passe para a fase seguinte e procure estágios remunerados como os do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e/ou um contrato remunerado. No essencial, aceite ser remunerado pelo seu trabalho. Afinal de contas é desta forma que o “mundo gira”.
 
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