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Excesso de qualificações: omitir ou não?

Ter qualificações académicas superiores pode ser um problema para os muitos candidatos a emprego. Mas afinal de contas, se tem excesso de qualificações para uma oferta, deve ou não omiti-las do CV?

Excesso de qualificações: omitir ou não?
Para quem procura emprego este pode ser dos dilemas a enfrentar.

Tem excesso de qualificações para uma oferta de emprego. E agora, o que fazer? Deve ou não omiti-las do seu Curriculum Vitae (CV)?
 
Parece-lhe uma pergunta sem sentido?! Mas saiba que são muitos os candidatos a emprego que se deparam com este dilema. Falamos de candidatos com licenciaturas, mestrados e até doutoramentos, que querem trabalhar e que perante um mercado onde o desemprego assume números “devastadores” se voltam para ofertas, cujos requisitos nada têm a ver com a sua área de formação ou grau académico. E é aqui que a grande dificuldade surge. Têm excesso de qualificações.
 
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Quando ter formação “prejudica”

Por norma, acredita-se que ter formação ou experiência acima da pretendida nos requisitos das ofertas de emprego pode ser vantajoso, já que pode representar uma mais-valia para a empresa ou para as funções pretendidas. Mas será que realmente é assim?! Na verdade não. Casos há em que este “excesso de qualificações” pode ser um impedimento ou um ponto contra o candidato.
 
É aqui que muitos optam por “esconder” as qualificações, com o único intuito de serem selecionados para vagas de emprego onde se exigem níveis de formação mais baixos.
 
A este fenómeno dá-se o nome de over-education (inglês para excesso de qualificações ou habilitações). Aplica-se para estudar e comparar as qualificações exigidas para exercer determinadas profissões ou funções e as qualificações dos trabalhadores que as exercem.
 

Omitir ou não omitir?! Eis a questão…

No panorama profissional português, facilmente nos cruzamos com exemplos do over-education. Caixas de supermercado, comércio, indústria têxtil ou alimentar, construção civil, entre outras, são apenas alguns exemplos de áreas que estão repletas de pessoas com excesso de qualificações, muitos dos quais terão eventualmente omitido anos e anos de formação dos seus CV’s.
 
Da parte dos recrutadores, as razões apontadas para preferirem candidatos com menos qualificações justifica-se muitas vezes com políticas de recursos humanos. Ou seja, os recrutadores receiam que o tempo investido na formação inicial desses quadros seja em vão, já que existe um risco muito elevado desses colaboradores deixarem a empresa por terem encontrado ofertas dentro da sua área de formação ou por estarem desmotivados. Mas há ainda a questão salarial, já que a empresa pode não dar resposta às expectativas de evolução salarial dos colaboradores com elevados níveis de qualificação.
 
Mas antes de enveredar pela omissão de qualificações deve ponderar bem as suas hipóteses. Afinal de contas esta omissão não conta como uma mentira? Se acompanha a nossa página certamente já leu sobre os erros a evitar numa candidatura de emprego e sabe que mentir num CV pode ser motivo de exclusão durante um recrutamento ou até despedimento.
 
Por isso a questão mantém-se: deve ou não omitir o seu “excesso de qualificações”? A decisão, em última instância será sempre sua e está, obviamente, dependente de vários fatores que o podem influenciar.
 

Como contornar o dilema

Para quem opta por não omitir, há sempre salvação. Basta que pense nos motivos que podem levar os recrutadores a excluir candidatos com excesso de qualificações. A partir daí, limite-se a pensar nas ofertas a que se está a candidatar e a mostrar aos seus potenciais empregadores que apesar das suas qualificações, está motivado e que se compromete a desempenhar as suas funções com brio e profissionalismo.
 
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