Como evitar ou remediar os excessos alimentares no Natal

Quem nunca cometeu uns quantos excessos alimentares durante a época natalícia? Sabe o que fazer para evitá-los? Nós ajudamos.

Como evitar ou remediar os excessos alimentares no Natal
A quadra natalícia é propícia aos excessos. Saiba como evitá-los.

Com a quadra festiva, os excessos alimentares passam a fazer parte do menu de milhões de pessoas em todo o mundo. As calorias duplicam e nem sempre é fácil “colocar um travão” à quantidade de alimentos consumidos por altura da época natalícia.

Das entradas ao prato principal, não esquecendo as “temidas” e calóricas sobremesas, as tentações estão em todo o lado e é praticamente impossível evitá-las por altura do Natal.

Ainda assim, a nutricionista Maria João Cunha deixa um aviso aos mais otimistas: “falar em época natalícia não é falar só no dia 24 e 25 de dezembro, este período começa umas semanas antes, passando pelo Natal, pelo Ano Novo e terminando nos Reis”. Feitas as contas, “temos um mês de festas e convívios que consequentemente resulta em excessos alimentares”, diz a especialista.

 

Natal sem excessos alimentares? Sim, é possível

A palavra-chave para um Natal sem arrependimentos nem peso na consciência é “moderação”. A nutricionista Maria João Cunha garante que não é preciso deixar de incluir no menu as tradições alimentares desta quadra festiva desde que sejam “minimizados os efeitos secundários”. Assim sendo, a especialista aconselha apenas a preparação das doses necessárias para cada refeição “evitando, assim, a tentação de andar a comer as sobras durante a semana seguinte”. Este é, então, o ponto de partida para uma quadra festiva mais saudável, sem o temido aumento de peso que pode demorar vários meses a ser compensado e, claro, sem excessos alimentares.

 

Alimentos proibidos? Sim, existem: mas as alternativas são deliciosas!

Quando falamos em Natal é inevitável pensar numa mesa recheada de (muita) e boa comida. De Norte a Sul do país são várias as tradições que fazem parte das rotinas natalícias das famílias portuguesas. Maria João Cunha garante que “não precisamos abdicar destes costumes, temos é que saber gerir as quantidades que ingerimos e utilizar algumas estratégias que nos ajudam a manter a dieta equilibrada”.

Ainda assim, a nutricionista explica que existem “dois grandes grupos de alimentos” que devem ser evitados:

  • Refrigerantes e bebidas alcoólicas: já é certo e sabido que sumos ou refrigerantes têm uma grande quantidade de açúcar e que, por isso, devem ser evitados. Maria João Cunha sugere, para as crianças, “água com sabor a frutos vermelhos. Acrescente um pau de canela ou faça uma limonada de gengibre com hortelã-menta”. Quanto às bebidas alcoólicas, as destiladas (vodka, gin, whisky) são as mais calóricas em comparação com as fermentadas (vinho, cerveja). A nutricionista sugere a ingestão de vinho tinto e lembra que, mais uma vez, “a moderação na ingestão de bebidas alcoólicas é fundamental”. Maria João Cunha deixa mais um aviso: “não é aconselhável fazer misturas e o melhor é intercalar sempre com água ao longo da noite”;
  • Alimentos com excesso de açúcar ou gordura: as mesas de Natal, por norma, estão recheadas com rissóis, croquetes, marisco, folhados, patés, molhos e bolos. “Tudo alimentos excessivamente calóricos e que se tornam prejudiciais à nossa saúde principalmente quando os ingerimos em grandes quantidades”, lembra a nutricionista Maria João Cunha. As alternativas são igualmente apetitosas: “substitua por pedacinhos de queijo fresco, por fruta da época (romãs, dióspiros, castanhas) ou frutos desidratados (uvas passas, damascos, figos) que são uma boa fonte de fibras, vitaminas e minerais”. A especialista lembra, mais uma vez, que o consumo destes alimentos também deve ser feito com moderação.

Em média, um adulto consome entre 1800 a 2000 kcal diariamente. De acordo com a nutricionista Maria João Cunha, estes valores podem disparar para os 3000 a 3500 kcal durante a época natalícia. “O importante é ser seletivos nesta matéria, ter atenção às quantidades e lembrar-se que muitos dos alimentos e petiscos presentes nesta época de Natal estão disponíveis durante todo ano”, diz a especialista.

 

“Pequei”. E agora?

Terminada a quadra natalícia, é altura de voltar à rotina. A nutricionista Maria João Cunha lembra que “da mesma forma que vai custar levantar cedo nos dias seguintes a tanta farra, também não será fácil voltar aos bons hábitos alimentares. Mas em apenas um ou dois dias já não notamos a diferença”, diz.

A especialista garante que o final desta época festiva é a altura ideal para quebrar com os velhos hábitos e adotar um novo estilo de vida. Assim sendo, quem não resistiu às tentações culinárias do Natal pode (e deve):

  • Praticar exercício físico: Maria João Cunha diz que as caminhadas são um bom início para o regresso a um estilo de vida mais activo e saudável. “Aumenta a intensidade e a regularidade ao longo dos dias”, aconselha a nutricionista;
  • Realizar entre cinco e seis refeições por dia: para isso, a especialista aconselha a criar horários e rotinas;
  • Comer um bom pequeno-almoço: Maria João Cunha diz que é fundamental incluir “um lacticínio, um cereal ou derivado e uma peça de fruta” nesta refeição;
  • Ingerir carnes magras: Falamos, por exemplo, de galinha, peru e coelho. O ideal é alternar com o consumo de peixe;
  • Beber água: Maria João Cunha lembra que “o ideal é beber 1,5L de água por dia”. Em alternativa, beba chá e infusões.

 

A nutricionista Maria João Cunha deixa ainda uma mensagem de esperança: o “remorso” dos excessos alimentares cometidos nesta quadra festiva pode mesmo ser “a motivação para o início de um novo estilo de vida mais equilibrado” até porque “na prática de uma alimentação saudável não é Natal todos os dias”.

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