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Exercício físico e gravidez: dicas para ter filhos mais ativos

Atividade física durante a gravidez aumenta em 50% a probabilidade dos filhos terem um estilo de vida menos sedentário. Mas que atividades a mãe deve escolher?
 

Exercício físico e gravidez: dicas para ter filhos mais ativos
Treinar durante a gestação para ter filhos mais dinâmicos? Sim.

A ciência sugere que é possível que o exercício físico praticado durante a gravidez influencie no estilo de vida do filho. Sabia que uma em cada vinte grávidas desenvolve diabetes gestacional? E que um estilo de vida sedentário durante a gestação permite o aumento excessivo de peso, com abusos alimentares que vão influenciar diretamente na saúde do bebé? E se estes danos fossem levados também para a vida adulta? E se lhe disséssemos que grávidas que praticam atividade física regular têm filhos mais ativos e dinâmicos?
 


Exercício físico na gravidez para filhos mais ativos

Um estudo da Escola de Medicina de Houston, nos Estados Unidos, revelou que mães que praticam uma atividade física durante a gravidez têm mais 50% de probabilidade de terem filhos com um estilo de vida menos sedentário e mais saudável. Após realizarem experiências com ratos em laboratório, os investigadores fizeram um importante reparo: a atividade física durante a gravidez contribui para o desenvolvimento do cérebro do feto.

Mas como nem tudo é genética, a componente social é também avaliada pelo estudo como um dos fatores determinantes para a escolha de um estilo de vida ativo, já que mães mais familiarizadas com hábitos de vida saudáveis acabam por transmitir esses valores aos filhos, e a atividade física passa a ser vista como algo rotineiro e essencial ao dia-a-dia.

Sara Viana é mãe de dois rapazes e tem uma íntima ligação ao desporto, não fosse ela professora de educação física e monitora de fitness. Sara explica que “um estilo de vida mais sedentário, com abusos alimentares, leva à acumulação de açúcares no sangue”, e que “se o sangue da mãe possuir muita glicose, o pâncreas do feto produzirá níveis elevados de insulina, para que possa utilizar a glicose como fonte de energia” e o resto “será transformado em gordura”.

Para a profissional, o resultado da pesquisa faz sentido se pensarmos que “as gestantes com diabetes gestacional têm mais probabilidade de gerar bebés tamanho L (grandes e com peso elevado), situação que poderá influenciar futuramente no estilo de vida da criança”.

Mas para que a atividade física seja um benefício para mãe e feto, é preciso ter alguns cuidados. O E-konomista conversou com Sara Viana e criou uma lista com seis cuidados a ter em conta quando o assunto é gravidez e atividade física. O objetivo? Contar cada vez mais mães e filhos adeptos de um estilo de vida com foco na saúde.
 


Está grávida?

Antes de prescrever qualquer atividade física à mulher grávida, é necessário ter em atenção à sua condição física. A prescrição da intensidade, frequência e duração dos exercícios depende, entre outros fatores, desta condicionante. Uma mulher sedentária, ao iniciar a atividade física na gravidez, deverá fazê-lo de forma progressiva.



Que exercícios praticar?

Caminhada, yoga, ciclismo (bicicleta ergométrica) e exercício físico na água, como hidroginástica, poderão ser ótimas escolhas para a grávida. No caso das atividades aquáticas, durante a imersão o corpo fica sujeito à ação de uma força vertical, orientada de baixo para cima e de intensidade igual ao volume de água deslocado, permitindo à mulher grávida movimentar-se na ausência total ou parcial do peso corporal, causando baixo impacto nas articulações. Devido à pressão realizada pela excessiva quantidade de água, a prática facilita a circulação sanguínea, existindo assim um desvio centrípeto do fluxo sanguíneo.



Grávida e inativa: é altura de começar com as atividades físicas?

Sim. Um estilo de vida sedentário durante a gravidez leva a um aumento excessivo de peso, a possibilidade de desenvolver diabetes gestacional e pré-eclampsia, e desconforto causado pela alteração do centro de gravidade, tal como, a falta de ar e as dores lombares. A prática de exercício física na gravidez vai melhorar a condição física da mulher grávida
 
No entanto, na altura de tomar a decisão sobre qual a modalidade ou que tipo de exercícios praticar, não se esqueça de verificar a sua de saúde e o estado da gravidez com o médico que a acompanha. Depois, procure um profissional e bons treinos!
 


Já treinava antes da gravidez, e agora, posso continuar?

Uma mulher previamente ativa poderá realizar atividade física de forma mais intensa, e por vezes, pode dar continuidade à atividade física anteriormente realizada. É necessário ter sempre em consideração os sinais que o próprio corpo transmite. A mulher, durante a gravidez, não deve realizar exercícios que inibam a captação de oxigénio, que a levem à exaustão, nem exercícios que envolvam contacto físico.


Alerta: seja qual for o esforço físico, a mulher grávida deve prestar especial atenção às atividades que aumentem os riscos para a gravidez. Fique longe das atividades contraindicadas!

 

Alguma atividade física é contraindicada às gravidas?

A mulher grávida possui uma taxa metabólica basal mais elevada do que uma mulher não-grávida, o que lhe dá uma maior sensação de calor. Desta forma, deve ser evitada a prática de exercícios físicos em ambientes quentes e atividades de intensidade muito elevada durante um longo período de tempo. Assim, não são recomendados:
  • Exercícios físicos de impacto elevado 
  • Exercícios de grande esforço que inibam a captação de oxigénio
  • Atividade física que possa provocar trauma abdominal, que aumente o risco de queda ou que exija esforço excessivo para as articulações



4 dicas e sinais de alerta sobre exercício físico e gravidez 

  • A grávida deverá ter atenção e estar sempre hidratada
  • Repousar sempre que sentir necessidade
  • Qualquer alteração ao seu estado normal, que ocorra após o inicio da prática de exercício físico, deverá ser transmitida ao médico e/ou profissional que a acompanha
  • Ter especial atenção com os sinais de alerta, nomedadamente:
    • hemorragia vaginal
    • perda de liquido amniótico
    • diminuição dos movimentos do bebé
    • fraqueza muscular e falta de ar durante o esforço
    • dor torácica e de cabeça
    • tonturas
    • sensação de inchaço nas articulações
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