Não tinha respostas, mas fez um exame que emocionou o professor

Será possível um aluno não saber nada sobre o conteúdo e, ainda assim, fazer o melhor exame de sempre? Parece que sim, e a história já é viral na internet.

Não tinha respostas, mas fez um exame que emocionou o professor
Poderia ter tido um zero, mas mereceu mais

Imagine que não estudou nada para um teste importante… Seria possível fazer o seu melhor exame de sempre? É certo que não… Mas para um aluno, em especial, esta história teve um rumo diferente.  Enrique Ruiz não tinha respostas, mas fez um exame que emocionou o professor.

Alfonso Méndiz é um professor universitário que, provavelmente, já encontrou uma enorme – e curiosa – variedade de respostas nos exames. Ainda assim, há uma que não o deixa esquecer que é possível emocionar-se, mesmo que não seja através dos melhores resultados. Na Catalunha, houve um aluno que não soube responder a nada num dos seus exames, mas que foi capaz de deixar o docente surpreendido – e pelas melhores razões.

A história começa com um teste de História e Teoria da Publicidade, aplicado por Alfonso na Universidade Internacional da Catalunha. Em janeiro de 2016, o aluno Enrique Ruíz falhou às quatro perguntas colocadas pelo docente e, para surpresa de todos, fez “o melhor exame” que aquele professor já corrigiu. Parece uma história criada para ilustrar novelas e contos populares? Mas aconteceu no país de nuestros hermanos e é nas redes sociais que circula e ganha o mundo, tendo-se já tornado viral em partilhas.

A história contada pelo professor

nao tinha respostas, mas fez um exame que emocionou o professor

Foi o docente que tornou pública a história do estudante Enrique. No Facebook, o professor multiplicou uma mensagem que já chegou a milhares de pessoas. Na rede social, Alfonso contou que, no dia do exame, chegou à sala de aula e escreveu uma frase no quadro: “boa sorte a todos”. Umas semanas mais tarde, ao fazer a correção dos testes, deparou-se com a resposta particular de um aluno… E, sem desviar a atenção, corrigiu aquele que considera o melhor exame de sempre. Não, não foi um sucesso académico e valeu uma nota negativa a Enrique – mas, muito mais importante do que isso, valeu uma importante lição.

Enrique Ruiz era, na altura, um dos alunos mais brilhantes da disciplina… Mas, naquele dia não foi capaz de responder a nada. No lugar das respostas, o estudante deixou uma dissertação sobre a frase que o professor depositou no quadro. O título que deu ao breve texto foi: “A sorte não existe. A história do trevo de quatro folhas”.

EL MEJOR EXAMEN QUE HE CORREGIDO NUNCAHoy he corregido los exámenes de Publicidad, y uno de ellos me ha emocionado. En…

Posted by Alfonso Méndiz on Monday, January 30, 2017

A história, escrita a lápis, contava a história de Luís e Catarina, uma das melhores e mais estudiosas alunas da turma. Os dois teriam encontrado um trevo da sorte, mas cada um lhe deu a atenção que entendeu ser necessária. Durante 100 dias, Catarina observou a gestação da planta, enquanto o colega não desfrutava da descoberta.  Luís viveu 99 dias de festejo, chegando a esquecer a sorte que tinha recebido.  Ao 100º dia, aconteceu o esperado: Catarina colheu a sorte e Luís ficou com aquilo que semeou – nada. “A sorte só existe se fizeres com que isso aconteça”, concluiu Enrique na dissertação.

“Peço, a si e a mim, desculpa por este erro, Alfonso. Não estudei o suficiente e por isso não quis escrever barbaridades. Espero, ao menos, que tenha passado um bom bocado”, terminou o jovem.

Alfonso não deu a melhor nota ao jovem, nem chegou lá perto. Ainda que tenha sido o melhor exame que já corrigiu ao longo da sua carreira, o docente limitou-se a parabenizar publicamente o aluno pela imaginação e criatividade. A nota? 1. O professor explicou que não achou correto premiar a atitude e a falta de estudo, mas disse que não poderia deixar o exame ficar sem nota depois de ter adorado o texto de Enrique.

A inspiração de Enrique e o final desta história

a boa sorte

O grande culpado pelo sucesso de Enrique foi um livro que leu ainda durante a infância:  “La buena suerte” – ou, em português, “A boa sorte” -, de Álex Rovira.

Onde ficou a sorte de Enrique? O estudante passou à disciplina com a ajuda das notas obtidas noutros testes, mas foi o ponto dado à história do trevo que salvou o semestre do jovem. Bem feitas as contas, a sorte ficou mesmo ao seu lado.

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