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Mulheres: uma escolha entre filhos ou emprego?

Mas afinal, devem as mulheres escolher entre filhos ou emprego? Ou não deve existir uma opção?

Mulheres: uma escolha entre filhos ou emprego?
Numa época em que muito se fala da igualdade de direitos a escolha ainda se coloca.

Homem ou mulher pergunte-se: devem as mulheres ser obrigadas a optar entre filhos ou emprego? E qual a opção correta?
 
Não deve existir uma opção. Em pleno século XXI, a era da democratização e da igualdade de direitos, esta não deveria sequer ser uma possibilidade. Mas (infelizmente) não é assim. Mesmo nos dias que correm, ainda existem diferenças nítidas entre homens e mulheres no mundo laboral e a maternidade estabelece a maior de todas elas.
 

Quando a maternidade e a carreira colidem

Sim, isso acontece. Nem mesmo a igualdade de género evita a “colisão” entre a maternidade e a carreira. De facto, ainda que muitos possam “abanar a cabeça” e discordar a verdade é que a diferença entre homens e mulheres ainda existem quando se fala de em termos de empregabilidade.
 
Se não acredita, faça uma pesquisa rápida na internet e verá que ainda recentemente a questão da maternidade esteve novamente no centro da polémica. Em causa, as notícias que davam conta da existência de empresas que, durante os processos de recrutamento, “solicitavam” (para não dizer que obrigavam) às mulheres que assinassem documentos nos quais se comprometiam a não engravidar durante cinco anos. Dito de outra forma: uma escolha simples – filhos ou emprego?
 
Uma opção justa para as candidatas enquanto mulheres e profissionais? Não. Uma atitude correta por parte das empresas? Certamente que não.
 

Filhos ou emprego?! … Os dois!

Num mundo ideal é isto que acontece. Perante a questão: “Filhos ou emprego?”, a resposta deve ser: ambos!
 
O segredo é apenas encontrar o ponto de equilíbrio entre as duas vertentes: a maternidade e a carreira. Para isso, basta uma mudança essencial de mentalidades no seio das entidades patronais que, ao invés de fomentarem as diferenças entre homens e mulheres, devem recorrer aos meios legais já existentes para estimular a parentalidade partilhada.
 
Mas atenção, importa referir que nem todas as empresas têm este tipo de mentalidade instituída. Há empresas para quem a maternidade não é de todo um problema. Muito pelo contrário. São as próprias empresas as disponibilizarem serviços de apoio aos colaboradores (pais ou mães), como creches, para que estes consigam conciliar a vida profissional com a parentalidade. Estes são os exemplos a seguir. Não só simbolizam exemplos de empresas com boas práticas, mas são bons indicadores em termos de envolvimento e produtividade dos colaboradores. Basta pensar que colaboradores satisfeitos, apresentam melhores desempenhos.
 
O mundo está em constante evolução e as mentalidades devem acompanhar o ritmo. Homens e mulheres têm atualmente os mesmos níveis de formação académica e as mesmas competências e, como tal, devem ser esses os fatores a ter em conta na hora do recrutamento.
 
Um filho não é uma obra exclusiva da mulher e, portanto, as responsabilidades devem ser partilhadas. Por isso, a mulher também não deve ser privada de progredir profissionalmente devido à maternidade.
 
Em vez de “filhos OU emprego” a opção deve ser “filhos E emprego”. Afinal de contas, porquê escolher se pode ter o melhor dos dois mundos?
 
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