Juntar créditos – sim ou não?

Juntar créditos num só empréstimo é a solução ideal para fazer face aos encargos? Tudo o que precisa saber relativamente à consolidação de créditos.

Juntar créditos – sim ou não?
Os prós e os contras desta opção

Juntar créditos num só, ou seja, aceder ao crédito consolidado, é muitas vezes apresentado como uma solução milagrosa para aliviar os encargos mensais dos consumidores que não conseguem fazer face às suas dívidas, pois pagará menos mensalmente pela nova e única prestação. No entanto, pedir um crédito para pagar todas as suas outras dívidas, por muito que possa parecer tentador, tem os seus inconvenientes.
Assim, conheça os prós e contras de juntar créditos e conclua se essa é a melhor solução para si.


Quatro razões para juntar créditos

1. Possibilidade de passar a ter apenas uma prestação, que será mais baixa que todas as anteriores juntas. Assim, conseguirá de imediato aliviar o seu orçamento familiar, particularmente nas famílias que têm dificuldades de cumprir com o pagamento das suas obrigações;

2. Passa a ter apenas uma data de pagamento, o que permite uma melhor gestão dos prazos e respetivo orçamento, ajudando a não entrar em incumprimento;

3. Um só prazo e mais longo. Juntar créditos possibilita prolongar os prazos de pagamento e ter um único prazo, numa instituição de crédito;

4. Por vezes, pode conseguir uma diminuição da taxa de juro média, ou seja, pagará menos juros todos os meses. Se isto for possível é uma boa razão para juntar créditos.


E no seu caso? Valerá a pena juntar todos os créditos?



Quatro razões para não juntar créditos

1. Alarga o tempo de endividamento, pois ao ficar a pagar uma menor prestação mensal, estará a estender o prazo de pagamento. Esta é mesmo uma das condições para se conseguir baixar a prestação mensal;

2. Por consequência, o alargamento do prazo de pagamento do crédito consolidado origina, no final, um maior pagamento de juros, ou seja, o valor total do novo crédito (consolidado) poderá ser muito superior ao valor total que pagaria com todos os outros créditos em separado;

3. Risco de cair em novo endividamento. A noção de alívio no orçamento familiar pode gerar a ilusão de contrair novos créditos e cair em sobreendividamento;

4. Incorre em despesas com o cancelamento dos créditos, penalizações por reembolso antecipado e possibilidade de aumento do spread (associado ao crédito à habitação – a habitação como hipoteca é praticamente indispensável para conseguir juntar créditos - e que poderá ser aumentado, pois a consolidação implica a negociação de um novo contrato com o banco).


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