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10 maus hábitos com o cartão de crédito

Para muitos, os maus hábitos com o cartão de crédito podem resultar numa bola de neve. Descubra quais são os grandes erros a evitar para manter a saúde das finanças.

10 maus hábitos com o cartão de crédito
Uma lista de erros a não cometer

Num mundo onde há cada vez mais a cultura do consumo e que o acesso à oferta de créditos é crescente, questionar quem nunca cometeu erros com o cartão de crédito pode parecer, para muitos, uma pergunta retórica – certo? É fácil cair em enganos quando não se pratica a correta gestão das compras e das finanças pessoais, por isso, para não ficar preso numa rotina difícil de sair, fique atento aos 10 maus hábitos com o cartão de crédito que todos devemos evitar para manter a saúde da carteira.

10 maus hábitos com o cartão de crédito: o que evitar?

Basta um erro, uma exceção na rotina financeira e, rapidamente, já está preso num espiral complicado de sair. Quem já se viu aflito com as contas do cartão de crédito sabe bem do que estamos a falar. Mas, afinal, como evitar enganos na utilização de créditos, passar longe das dívidas e dizer adeus a uma série de problemas financeiros que podem ser provocados pelos maus hábitos com o cartão de crédito?

Para começar, considere repensar a utilização deste meio de pagamento e, se reconhecer que pratica algum dos erros que listamos, descubra como substitui-lo por um hábito melhor.

Vamos começar? Fique atento a tudo o que deve evitar quando for às compras e tiver o cartão de crédito na carteira.

1. Não ler as faturas do seu cartão de crédito

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Este pode mesmo ser o erro número 1 da lista de maus hábitos com o cartão de crédito. Quem cuida da saúde financeira sabe bem que deve estar de olhos postos nas contas e ter todos os gastos na ponta do lápis. Com a correria do dia a dia, é fácil de cair na rotina e esquecer de tratar das muitas contas que chegam na caixa de correio. Ler atentamente cada uma dessas faturas pode mesmo parecer desperdício de tempo e uma tarefa incómoda, mas a verdade é que há benefícios claros nas finanças de quem pratica este bom hábito.

Ler o correio enviado pelo cartão de crédito pode ajudar a evitar cobranças indevidas, como taxas de cartão não autorizadas. Não fique apenas pela análise do saldo devedor e pelas informações de pagamento: reveja mensalmente toda a informação enviada e verifique a atividade da sua conta.

2. Fazer compras sem verificar o limite de crédito disponível

Não dê por certo que o crédito disponível no seu cartão é o mesmo desde a última vez que verificou esta informação – especialmente se fez esta análise há muitos dias ou semanas atrás. Há uma chance considerável de esquecer-se de algumas compras, de haver um pagamento que não foi aplicado corretamente ou, até, de o limite de crédito ter sido alterado desde a última verificação.

Basta uma rápida chamada telefónica, ou uma consulta através da App móvel do ser cartão, para confirmar se ainda tem crédito disponível suficiente para a sua compra – e, assim, evitar constrangimentos na altura de realizar o pagamento.

3. Usar o cartão de crédito em vez do cartão de débito

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A menos que esteja a usar o seu cartão de crédito para acumular recompensas – e, claro, que esteja a pagar religiosamente o saldo devedor todos os meses -, não deve mesmo optar por fazer pagamentos a crédito. A solução? Ter sempre em mãos o cartão de débito, que é o seu acesso direto aos fundos disponíveis e reais, que devem ser usados para as compras e contas do dia a dia – como os gastos com roupas e despesas da casa.

Se passar a utilizar o seu cartão de crédito de forma rotineira, tenham sempre em conta que esta deve ser uma decisão consciente e feita com base num plano sólido de pagamentos.

4. Pagar apenas o mínimo

É muito mais fácil optar por fazer o pagamento mínimo do que calcular os extras que pode dar-se ao luxo de incluir diretamente na sua conta do cartão de crédito. Mas, a verdade é uma só: quando realiza apenas o pagamento mínimo, não está a fazer qualquer progresso para pagar a o que deve.

A menos que tenha um limite de gastos muito baixo ou que conte como uma promoção de juros de 0%, provavelmente pagará muito mais em taxas financeiras do precisa para manter as finanças organizadas. Sempre que puder, evite os pagamentos mínimos.

Caso esteja com muitas dívidas e seja difícil regularizar os pagamentos, guarde o cartão de crédito longe da carteira e faça uma tentativa de negociação do saldo devedor para, no máximo, pagar tudo em até 36 meses.

5. Atrasar habitualmente o pagamento da fatura do cartão de crédito

Numa altura em que não faltam opções para agendar os compromissos – também os financeiros – parece mesmo não haver desculpas par atrasar pagamentos habituais e não colocar em dia as finanças. Tome nota atempadamente de todas as faturas e datas de pagamento, crie lembretes no e-mail ou no telemóvel e diga adeus a um dos problemas que mais causam transtornos com a utilização de crédito: as multas e juros aplicados pelo incumprimento dos prazos.

Se este é um mau hábito aí em casa, repense já e crie de imediato um sistema para ajudá-lo a realizar os pagamentos na altura certa.

6. Transferir saldos para evitar pagamentos

As promoções de transferências de saldo são uma excelente estratégia para pagar uma dívida com alta taxa de juros, mas se está constantemente a recorrer a este hábito para evitar pagar pagamentos no seu cartão de crédito, tenha consciência de que está a desenvolver um mau hábito que pode prejudicá-lo a longo prazo.

Se não fizer os pagamentos regulares, as transferências de saldo – que, geralmente, possuem taxas – vão aumentar o seu saldo global. E, pior, se realiza compras desnecessárias com o cartão de crédito a contar com uma promoção de transferência de saldo, está a agravar o problema e a criar uma bola de neve.

Lembre-se que as empresas de cartão de crédito fazem as regras do jogo e, eventualmente, vão fazer colocar em prática uma jogada que vai matar a sua estratégia – como, por exemplo, reduzir ou anular o seu crédito disponível para a transferência do saldo.

7. Levantar dinheiro a crédito

O adiantamento em dinheiro é um dos tipos mais caros de transações com cartão de crédito. Esta atividade, geralmente, tem a taxa de juros mais alta e não tem um período de carência – ou seja, mal começa a entrar neste jogo, já passa a ser cobrado na totalidade e de imediato.

Lembre-se: os seus cartões de crédito nunca devem ser uma fonte de dinheiro. Se tem este mau hábito, pare já e descubra uma forma de cortar nos gastos, para que tenha mais dinheiro do seu salário disponível para levantamentos.

8. Solicitar novos cartões de crédito sem necessidade

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As baixas taxas de juros e os bónus oferecidos na adesão de novos cartões de crédito podem parecer convidativos, mas saiba que, quando não precisa de um novo meio de pagamento a crédito, esta é uma escolha com “casca de banana” e é quase certo que, mais cedo ou mais tarde, vai escorregar.

9. Realizar compras que não pode pagar

Tão mau quanto atrasar pagamentos é o facto de realizar compras que não vai poder pagar no final do mês. Este é, aliás, indiscutivelmente o pior hábito dos donos de cartão de crédito e é mesmo assim que podem cair no problema das dívidas.

Há coisas que quer comprar, mas não pode pagar? Poupe e aguarde pela altura certa para comprá-las. A satisfação de adquirir algo na altura do desejo não vai ser maior do que a preocupação que vai surgir quando não tiver dinheiro para lidar com a cobrança. Se não puder comprar já, seja corajoso o suficiente para negar-se a gratificação instantânea e dê prioridade à paz financeira mais à frente.

10. Ter cartões de crédito que não são utilizados

De certa forma, não usar os seus cartões de crédito pode ser tão mal quanto usá-los demais. Se tem cartões de crédito que ficam adormecidos por demasiado tempo, pondere o cancelamento e evite o pagamento de taxas e anuidades desnecessárias. Use seus cartões de crédito, pelo menos, uma vez a cada seis meses para mantê-los ativos e evitar cancelamentos e renovações indesejadas.

Preparado para cuidar das finanças pessoais e abandonar os maus hábitos com o seu cartão de crédito?

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