Mediação de conflitos na escola: quem, como e porquê

Damos-lhe a conhecer o essencial sobre mediação de conflitos na escola. Saiba o que se pode fazer para os evitar, em contexto escolar.

Mediação de conflitos na escola: quem, como e porquê
Saiba como se pode proceder à mediação de conflitos na escola

Mediação de conflitos na escola: o que se pode fazer? Damos-lhe a conhecer algumas ideias essenciais sobre este tema.

Como se pode processar a mediação de conflitos na escola


1. Objetivo da mediação de conflitos na escola

Um projeto de mediação deve ter como objetivo máximo atingir satisfação dos interesses e das necessidades dos envolvidos no conflito. Assim, o acordo na mediação passa a ser a consequência lógica do trabalho de cooperação realizado ao longo de todo o procedimento.

No entanto, há vários objetivos, destacando-se a solução dos conflitos (boa administração do conflito), a prevenção da má-administração de conflitos, a inclusão social (conscientização de direitos, acesso à justiça) e a paz social. No fundo, pretende-se alcançar um melhor ambiente escolar, onde reine a paz e se evitem os conflitos.

2. Características e Modelos de Mediação

A mediação possui algumas características e princípios peculiares, entre os quais se destacam os princípios da confidencialidade, da imparcialidade e do voluntariado. Existem vários modelos mas podemos destacar dois essenciais.

Por um lado, temos o modelo de solução de problemas, normalmente associado à escola de negociação de Harvard e aos seus investigadores principais, Robert Fisher e William Ury. Este modelo é conhecido por ser um método de resolução de conflitos alternativo, conduzido por um mediador imparcial que conduz o processo em busca de um acordo de aceitação mútua. Os alunos mediadores são imparciais na gestão dos conflitos escolares, procurando que ambas as partes envolvidas no conflito percebam onde erraram, de modo a que o conflito seja eliminado.

Por outro lado, o modelo comunicacional foi desenvolvido por Cobb, que o denominou de circular-narrativo. Tal abordagem insere-se num paradigma de comunicação, isto é, num entendimento de mediação enquanto prática que busca formas comunicacionais, nas quais o diálogo é entendido como forma de gerar soluções satisfatórias.

escola

3. Papel do Mediador

O mediador tem como papel fundamental controlar a gestão do conflito, ajudar as partes a tomar decisões responsáveis face ao novo contexto relacional. Neste sentido, o papel do mediador é o de acionar redes de interação e comunicação, proporcionar as pontes, as que promovam a aproximação daqueles que não conseguem ou têm dificuldade em comunicar.

Tal implica, por parte do mediador socioeducativo, uma polivalência de funções, permitindo a melhoria do acesso aos recursos humanos e materiais, o apoio e articulação com outros profissionais e a criação de redes comunitárias. Trata-se, pois, de um entendimento do papel social e político da mediação, ultrapassando em muito a dimensão técnica em que alguns singularmente o inserem.

4. Ética da mediação

Os princípios mais caros à ética da mediação e que devem ser seguidos pelos mediadores nas escolas são os seguintes: voluntariedade das partes; autodeterminação das partes; imparcialidade do mediador; clareza; competência; confiança; honestidade; diligência; prudência.

Deixamos-lhe, assim, o essencial sobre a temática da mediação de conflitos na escola.

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Catarina Mesquita Catarina Mesquita

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses, Pós-Graduada em Linguística Portuguesa e Mestre em Estudos Portugueses Multidisciplinares, possui experiência de mais de quinze anos ao serviço da educação, da tradução e da escrita.