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As 4 mentiras mais frequentes dos recrutadores

Conheça algumas das mentiras mais frequentes dos recrutadores e aprenda a decifrar a verdadeira mensagem.

As 4 mentiras mais frequentes dos recrutadores
Num processo de recrutamento é possível que os recrutadores não sejam totalmente verdadeiros.

Todos (os candidatos a emprego) sabem que não é boa ideia mentir – seja no Curriculum Vitae (CV) ou entrevista. Mais cedo ou mais tarde, vão acabar por ser apanhados. Afinal de contas já diz o ditado: “a mentira tem perna curta”. Mas será que apenas os candidatos mentem? Não. Até os recrutadores caem em “tentação”. Pode nunca se ter dado conta, mas por vezes os recrutadores também “pecam”. E então, sabe quais são as mentiras mais frequentes dos recrutadores? Nós dizemos.
 

As meias-verdades

Para começar, convém esclarecer um ponto. Quando falamos nas mentiras mais frequentes dos recrutadores há que retirar a conotação negativa da expressão. Na verdade, os recrutadores não mentem, optam por dizer “meias-verdades” ou aquilo a que muitos podem chamar de “mentiras piedosas”, nas quais pode estar oculta uma mensagem subliminar.
 
Conheça as mentiras mais frequentes dos recrutadores e veja qual a mensagem que pode estar oculta.
 

1. “Em breve/Nos próximos dias, entraremos em contato consigo”

Esta é provavelmente a frase mais comum e aquela que provoca maior frustração. É normal que no final da entrevista os recrutadores lhe digam que vão contactar para dar uma resposta relativamente à sua candidatura (seja positiva ou negativa). Mas os dias, semanas, meses passam e … nada! Na realidade, se não lhe for indicada uma data concreta para dar feedback da sua candidatura, o mais certo é que não o venham a selecionar. A indicação serve apenas para que não saia da entrevista desmotivado. Não se iniba de pedir uma data específica para receber uma resposta por parte da empresa, dessa forma acaba também por marcar uma posição e mostrar que está preparado para qualquer que seja o resultado.
 

2. “Vamos manter o seu CV na nossa base de dados”

A par da frase anterior, esta é outra das mentiras mais frequentes dos recrutadores. Neste caso, acaba por ser mais recorrente nas respostas automáticas enviadas por email. Quem nunca recebeu um email com a mensagem: “agradecemos o interesse demonstrado em trabalhar na empresa X. Infelizmente, face às especificações da posição a sua candidatura não será considerada. Contudo, iremos manter os seus dados em base de dados e, caso surja uma oportunidade profissional adequada ao seu perfil entraremos em contacto consigo”? Pois, a mensagem (nas suas muitas variações) não é desconhecida. Seja por email ou pessoalmente, a mensagem pretende apenas mitigar a rejeição. Não se iluda. Essas bases de dados existem, mas raramente são utilizadas.
 

3. “O salário será determinado com base na experiência demonstrada”

Sim, a sua experiência profissional é importante e, provavelmente, até foi um dos pontos do seu CV que chamou a atenção dos recrutadores, mas não seja ingénuo. O mais certo é o salário já estar definido (ou pelo menos o teto salarial estará). Pode haver margem para margem para negociação, mas dificilmente será a sua experiência a definir os valores.
 

4. “Selecionamos/ Decidimos por um candidato com mais experiência”

Esta é flagrante. Não quer dizer que não exista alguém mais capacitado do que você, mas também poder ser apenas uma desculpa para não o selecionarem. As causas podem ser muitas. Ou porque não se enquadrava nos padrões definidos para a contratação ou porque durante a entrevista teve algum comportamento que pode ter conduzido a esse desfecho. Ainda assim, a frase é apenas uma forma mais suave de lhe dar a notícia.
 

Ler nas entrelinhas

Antes de mais, há que fazer uma chamada de atenção. Não assuma que sempre que lhe digam as frases acima mencionadas lhe estão a mentir. Os seus recrutadores podem ser sinceros quando utilizam estas frases comuns.
 
Ainda assim, para descortinar as mentiras mais frequentes dos recrutadores, basta ler as entrelinhas e isso inclui a entrevista (os seus comportamentos e os dos seus recrutadores).
 
E acima de tudo, não leve a mal. Estas “meias-verdades” no fundo são bem-intencionadas e só pretendem amenizar o duro efeito da rejeição.
 
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