Metas curriculares de inglês: tudo o que precisa saber

Metas curriculares de inglês: saiba o que esperar do plano oficial para a aprendizagem deste segundo idioma, quando é obrigatório e quais são as orientações.

Metas curriculares de inglês: tudo o que precisa saber
Quais as metas da DGE para os alunos portugueses

Cada passo na escolaridade dos alunos tem em consideração as medidas prioritárias elaboradas pelo Ministério, através da Direção-Geral da Educação. Existem para todas as disciplinas oficiais e obrigatórias, e servem como ponto de partida e base para que professores e encarregados de educação possam guiar o ensino de forma equilibrada e equivalente em qualquer instituição de ensino. Sabe de quais medidas estamos a falar? Neste artigo vai encontrar tudo o que precisa saber sobre as metas curriculares de inglês, desde à pré-escola.

O inglês não é condição essencial apenas ao mercado de trabalho. Até encontrar um espaço profissional no futuro, crianças e jovens estão igualmente expostos à língua mais global do mundo – e ainda bem. Por isso mesmo, a aprendizagem deste idioma é requisito obrigatório nas escolas e instituições de ensino de todo o país.

Mas, afinal, de que forma é aprendido em sala de aula? Quando é necessário? Quando é obrigatório? O inglês dá direito à reprovação do aluno? Descubra o que mudou e o que pode esperar do plano oficial de ensino deste segundo idioma.

Metas Curriculares: o que são?

As metas curriculares constituem um referencial para professores e encarregados de educação, ajudando a identificar os meios indispensáveis para que todos os alunos possam adquirir conhecimentos essenciais, desenvolvendo as capacidades indispensáveis à educação – académica, cultural e social.

As metas curriculares estabelecidas pelo Ministério da Educação e da Ciência surgem para complementar as funções dos programas atuais de cada disciplina, servindo de referência para que sejam encontradas as ferramentas necessárias ao desenvolvimento do ensino. Nelas é possível encontrar as prioridades de cada programa, definir quais são as capacidades e competências a desenvolver, e perceber como deve ser feito o caminho da aprendizagem pelos alunos que frequentam diferentes anos de escolaridade.

Como são elaboradas as Metas Curriculares?

Para elaborar o documento oficial, foram analisados estudos científicos e as metas traçadas pelos países com índices de desempenho elevado na educação. As metas apresentadas expõem aquilo que deve ser a prioridade no ensino, de acordo com as necessidades e capacidades de cada ano escolar, e devem ajudar os professores a identificar exatamente aquilo que é preciso para que a aprendizagem tenha sucesso.

Há mudanças importantes nas Metas Curriculares de Inglês?

Há uma importante medida que deve entrar em vigor no próximo ano letivo e diz respeito – também – ao ensino do inglês nas escolas. Com o sistema educativo do ministro Tiago Brandão Rodrigues, no ano letivo de 2017-2018, as escolas e os professores devem passar a ter autonomia nos programas. Ou seja, será possível que os profissionais de educação possam definir 25% do currículo que é lecionado aos alunos, podendo escolher, por exemplo, dar mais ou menos horas de Inglês, e mais ou menos horas de outras disciplinas obrigatórias.

Uma mudança importante – e que já está em vigor – diz respeito à antecipação da obrigatoriedade desta disciplina. Agora, o inglês passou a ser obrigatório também para o 4.º ano (no ano anterior já era assim para o 3.º). Ou seja, os alunos destes anos de escolaridade são também avaliados pelos conhecimentos no idioma, contando para a nota final os resultados obtidos nesta disciplina – que passa a apresentar risco de reprovação para os alunos.

Agora, passa a ser necessário, para passar de ano letivo, ter mais de três valores a português, inglês e matemática, e não ter uma menção insuficiente a qualquer outra disciplina.  Os alunos do 3.º e do 4.º anos que não cumpram esta meta, ficam retidos.

Muito se falou sobre a possível queda das metas curriculares, em especial para o 1.º Ciclo, uma medida criada pelo então Ministro Nuno Crato – e profundamente criticada pelos docentes, que as consideraram uma “atrocidade” para os alunos. No entanto, e embora haja a possibilidade de serem extintas, as Metas são atualmente mantidas pelo Ministério de Tiago Brandão Rodrigues.

Caiu o teste de Cambridge

Já foi revogado o processo de Cambridge, que agora não faz parte do atual modelo de Tiago Brandão Rodrigues. Recorde-se que Nuno Crato celebrou um protocolo com instituições privadas – que atuam no ensino da língua inglesa – e o acordo obrigava todos os alunos do 9.º ano a fazerem um teste de inglês, criado pelo Cambridge English Language Assessment. A avaliação tinha um custo de 25 euros e dava direito a um certificado de proficiência, reconhecido internacionalmente. Apenas os estudantes carenciados estavam isentos da taxa.

Na reta final do seu mandato, Crato anunciou que o teste de Cambridge iria contar ainda para a nota final da disciplina de inglês, no 9.º ano. Também esta medida deixou de existir.

aluno

Metas Curriculares de inglês

Pré-escola

Oficialmente, as orientações curriculares para a pré-escola não abordam o ensino obrigatório do inglês, no entanto, sabe-se que o idioma contribui de forma positiva para as diversas áreas presentes no documento. São elas:

  • Área de Formação Pessoal e Social;
  • Área de Expressão e Comunicação (dividida entre o domínio das expressões motora, plástica, dramática e musical, o domínio da linguagem e da abordagem à escrita, e o domínio da matemática);
  • Área de Conhecimento do Mundo.

As aulas de inglês entre os três e os cinco anos, apesar de não exigidas pelo órgão regulador da educação nacional, começam a mostrar-se presentes – cada vez mais – na vida dos alunos. Isso pode acontecer através da inclusão da disciplina no programa de cada instituição de ensino, como é o caso dos colégios e entidades educacionais do setor privado, ou através de atividades extra-curriculares – dinamizadas nas AECS ou em escolas de línguas privadas.

Por que razão investir no inglês durante a pré-escola?

ingles-criancas

Porque nunca é demasiado cedo para investir e providenciar que os educandos tenham acesso à educação de alta qualidade – e porque, pelo menos por agora, a disciplina passa a ser obrigatória para passar de ano letivo, já a partir do 3.º ano do 1.º Ciclo.

1.º, 2.º e 3.º Ciclos

As Metas Curriculares traçadas para o ensino do inglês deram outra proporção ao idioma e mostraram a real necessidade de investir na língua. Com o plano de exigências muito mais “apertado” e detalhado, os alunos dos 1.º Ciclo, bem como do 2.º e do 3.º, passam a ser cobrados pelos resultados em inglês – e disso depende a continuidade ininterrupta dos anos escolares. Ou seja, o inglês passa a contar para a nota final e a representar risco de reprovação para os alunos a partir do 3.º ano.

As Metas Curriculares não incluem o inglês como disciplina obrigatória para o 1.º e o 2.º anos, no entanto, a aprendizagem é recomendada através das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), de frequência facultativa e gratuita.

No Portal da Direção-Geral da Educação pode encontrar os documentos detalhados com as Metas Curriculares de Inglês para o Ensino Básico – 1.º, 2.º e 3.º Ciclos -, bem como o calendário de aplicação e todas as atualizações.

Veja também:

Continuar a Ler

Os mais vistos